Terça-feira, 18 de Maio de 2021
NEGÓCIOS

Nativos digitais 'surfam' alto na internet com novos negócios

Com sonhos, metas e objetivos na bagagem, jovens mostram que medo de se arriscar é quase nulo. Com isso nascem muitas ideias de inovações para o mercado.



dippy_arthur_david_FDF8FDAE-C498-48AD-B5B3-43430EDB88E3.JPG Os gêmeos brasileiros Arthur e João David apostam na venda direta nas praias de Portugal, na pista de skate e no colégio
12/04/2021 às 09:24

Com tantas dificuldades para ganhar dinheiro através do tradicional regime CLT, jovens tem procurado cada vez mais abrir seu próprio negócio ou uma startup. Meios e ferramentas diferentes ajudam a alcançar um público maior. Com essa "ajuda", adolescentes e jovens empreendedores buscam diferentes nichos e inovam sua forma de empreender e ganhar dinheiro, seja no Brasil ou no exterior.

Começar um novo negócio não é fácil. É preciso saber os diversos gastos que o empreendimento irá ter, investir em um produto que cative e brilhe os olhos dos clientes e ter conhecimento do que está vendendo. Com tantos sonhos, metas e objetivos nas bagagens dos jovens, o medo de se arriscar é quase nulo, com isso nascem muitas ideias de inovações para o mercado.



Uma das frases que mais ouvimos no mundo dos negócios é “não existe idade para começar a empreender”, e essa "veia empreendedora" trouxe ao longo dos últimos anos diversos nomes e empreendimentos rentáveis que são inspiração para muitos novatos.

O brasileiro Davi Braga, por exemplo, aos 13 anos criou a sua startup “List-it”, um sistema de compras de material escolar. E com o anseio de ter liberdade financeira, o jovem Victor Damásio começou a vender cursos via marketing digital na internet – com o aumento das vendas, hoje faz mentoria e ajuda quem vende e quem quer vender.

Família parceira

Com apenas 13 anos de idade, os gêmeos amazonenses Arthur e João David Araújo, contaram com os ensinamentos do pai, Rodrigo Araújo, 48, sobre empreendedorismo e tiveram o insight (clareza sobre determinado assunto) de empreender com t-shirts para vender para um público em um período bastante sazonal. Eles criaram a Dippy Monkey.

“Estamos morando numa cidade praiana chamada Figueira da Foz, em Portugal, onde os gêmeos ficaram impressionados no último verão, quando a cidade dobra de população para aproveitar as praias! Aqui acontece a maior onda em extensão da Europa, então recebe muitos surfistas! Pessoal do skate e de mountain bike também vem apreciar o verão, então eles tiveram a ideia de fazer umas t-shirts para vender pra esse público”, conta o pai, orgulhoso da ideia dos filhos.

Os gêmeos criaram a marca e fizeram a página para vender online. “Eles têm o nosso apoio. Tenho esse meu lado empreendedor e quero que eles tenham esse mesmo pensamento. Vamos ter o controle e supervisão do dinheiro, até porque eles ainda não podem nem abrir conta no banco por aqui por causa da idade. Vamos fazer t-shirts e moletons nesse primeiro momento só para testar a aceitação da marca”, diz Rodrigo.

Hobby virou trabalho

Com a pandemia do Covid-19, só no primeiro semestre do ano de 2020 foram feitos R$90,8 milhões em vendas online, segundo dados da pesquisa Ebit/Nielsen em parceria com a Elo. Em função disso, vender os produtos através das redes sociais tem se tornado cada vez mais comum entre os novos empreendedores, a mais comum é pelo Instagram, que possibilita criar uma conta completamente voltada para vendas e a ampliar seu público através do tráfego pago.

O brasileiro Pedro Bala, que é fotógrafo profissional de surf e mora em São Francisco, nos Estados Unidos, conta como empreende com suas fotografias e quais são as suas maiores dificuldades em seu empreendimento. “Já tenho mais de cinco anos aqui e já vivi muitas dificuldades em empreender fora do meu país natal. Como amo a fotografia e o aqui em São Francisco é bastante comum a prática do surf, vi a oportunidade única de ganhar dinheiro extra com esse trabalho”, explica Pedro.

“Já tive muitas câmeras destruídas e queimadas por conta do mar, mas entendo que meu trabalho tem esses riscos. Depois de muito insistir em continuar e me aprofundar nessa categoria de fotografia, criei outros meios para ganhar dinheiro além de somente vender minhas fotografias para grandes veículos”, complementa. Com suas fotografias, Pedro criou site com as imagens que custam de $35 a $245 dólares em diferentes tamanhos. Hoje em dia, com a página @surf.travel. explore, que possui quase 10 mil seguidores, Pedro conseguiu ser embaixador de várias marcas e empresas de surf.


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