Domingo, 12 de Julho de 2020
Adaptação

Arquiteta dá dicas para empresas se adaptarem ao 'novo normal'

No retorno dos escritórios são esperadas mudanças, como adaptação física dos espaços de trabalho e aumento do número de dias de trabalho remoto



1755172_1A2E578E-A05F-40FC-8005-B8682FBE6C97.jpg Reuniões virtuais, redução de viagens e aumento do trabalho remoto são esperados na rotina dos próximos meses. Foto: Pixabay.
02/06/2020 às 09:24

A readequação da rotina ao “novo normal” é o dilema que rodeia vários setores da economia. Afinal, como será a vida em sociedade após a pandemia da covid-19? Enquanto isso, entidades como a Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (Abrea) iniciam as discussões sobre a adaptação física dos espaços de trabalho para assegurar a saúde dos colaboradores de diversas empresas.

O primeiro desafio, segundo a arquiteta Cristiane Sotto Mayor, será prover condições para assegurar a higienização dos funcionários, como a disponibilização de locais para lavagem das mãos ou dispensers para álcool em gel posicionados de maneira estratégicas. Outro, será a projeção de espaços mais amplos que preservem a iluminação e ventilação natural além da manutenção da distância maior entre as pessoas.



“Eu acredito que vamos ter uma mudança muito grande, inclusive sobre a questão da disciplina dos funcionários em relação a higiene e tudo isso irá influenciar, apesar de o mundo estar fazendo justamente o inverso que era diminuir os espaços”, reforça a arquiteta.

Áreas comuns

Cristiane acrescenta também a importância da mudança dos vestuários e banheiros e dos locais de alimentação dos colaboradores. Como na empresa se Telecomunicações Vivo, que traça o plano de retomada das atividades, com base nas orientações dadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Nossa jornada de transformação nos preparou para esse momento, que não imaginávamos e, no cenário atual, soubemos reagir principalmente porque reforçamos nossos processos de planejamento, leitura de cenário, foco, priorização e resolutividade”, destaca a vice-presidente de Pessoas da Vivo, Niva Ribeiro .

Os protocolos da empresa variam de acordo com a atividade de cada setor, como as medidas transitam pela possibilidade do aumento do número de dias de trabalho remoto, o funcionamento de reuniões, uso de máscaras no ambiente de trabalho, higienização e readequação de áreas comuns, recepção, entre outras preocupações.

Regime será mais flexível

Desde o primeiro decreto para o fechamento de serviços não essenciais, a rotina do Instituto de Desenvolvimento e Tecnológico (INDT) foi alterada com a implantação plena do home office da empresa, sediada em Manaus.

A empresa que já possui essa modalidade laboral como uma política da instituição, provida somente para casos pontuais de acordo com a necessidade do funcionário, em função da pandemia observou-se a possibilidade de implantar regimes de trabalho ainda mais flexíveis.

“O que nós vamos fazer agora é deixar à disposição [o home office], mas nós ainda estamos avaliando como irá funcionar isso", explica a gerente de recursos humanos, Vanessa Milon, que, em contrapartida, defende que a integração entre as equipes para troca de experiências e aponta como a maior barreira para a operacionalização dos colaboradores em casa tem sido a baixa qualidade da internet na região, impossibilitando várias ações.

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