GOVERNANÇA

Políticas de ESG conectam comunidade e reforçam conduta no mercado corporativo

A regra é simples: para ter êxito não basta somente ter lucro financeiro. É preciso ter uma conduta corporativa íntegra. 

Portal A Crítica
15/01/2022 às 15:07.
Atualizado em 08/03/2022 às 16:10

(Foto: Thiago Corrêa / Semcom)

No mundo corporativo, um importante fator de competitividade no mercado, hoje, é a adoção de políticas de ESG, sigla que, em inglês, significa Environmental, Social e Governance (Ambiental, Social e Governança, no português). Em resumo, é um conjunto de boas práticas que envolvem o respeito ao meio ambiente, à sustentabilidade e que visam ao bem-estar da comunidade atingida pelos projetos.

As empresas, principalmente do setor privado, têm investido pesado para mostrar aos seus stakeholders – clientes, investidores, comunidade, dentre outros – que seguem essa linha, hoje tida como uma referência no mundo dos negócios. A regra é simples: para ter êxito não basta somente ter lucro financeiro. É preciso ter uma conduta corporativa íntegra. 

Poucos exemplos

Esse conceito, que já é comum no mundo privado, é pouco abordado no setor público, onde os exemplos ainda são pouco divulgados. No Amazonas, tem se destacado nessa área, cumprindo as premissas das políticas de ESG, o Programa Social e Ambiental de Manaus e Interior (Prosamin+), que é desenvolvido pelo Governo do Estado, através da Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Ao longo do programa, a UGPE vem atuando, com apoio de parceiros de sustentabilidade, do setor público e privado, em ações socioambientais com o objetivo de melhorar a qualidade de vida das pessoas e o ambiente em que elas habitam.

“O programa tira as pessoas das áreas de risco, reassentando-as, e, ao mesmo tempo, oferece capacitação para o empreendedorismo, para atuar no mercado de trabalho ou para desenvolver uma atividade que possa gerar renda”, conta o coordenador executivo da UGPE, engenheiro civil Marcellus Campêlo.

Na etapa anterior do programa, 25 mil pessoas foram capacitadas. Já o novo Prosamin+, lançado pelo governador Wilson Lima, incluiu, na parte de responsabilidade ambiental, práticas de gestão de resíduos e uso de fontes renováveis de energia.

Outro diferencial do novo projeto é a política de gênero e diversidade, por meio da qual o programa se compromete a estabelecer  e ampliar o ambiente de inclusão, promovendo a diversidade de gênero e a atenção especial aos grupos vulneráveis, em especial as mulheres.

Alinhamento

Na parte de governança o programa preza pela transparência na sua execução. “O alinhamento às premissas do ESG é quase que um processo natural. Boa parte dessas políticas já faz parte das obrigações do estado e estão também previstas nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU)”, diz Marcellus Campêlo. 

O documento da ONU contém 17 objetivos e 169 metas, como um desafio para o alcance do desenvolvimento sustentável até 2030. Boa parte desses objetivos, conforme explica Campêlo, já é atendida no Prosamin. “O programa tem um papel muito importante na transformação da vida de milhares de pessoas, que foram removidas de moradias sem acesso a saneamento básico, instaladas nas proximidades de igarapés”, destacou.

Para Marcellus, com o Prosamin+, o programa expande ainda mais o seu compromisso com as ações de responsabilidade social, de proteção ambiental e de governança, totalmente em sintonia com a Agenda 2030 da ONU e com as políticas de ESG do mundo corporativo.

Metade das vagas para mulheres

O novo programa estimula a  presença das mulheres na gestão participativa. Na comunidade da Sharp, por exemplo, uma das áreas de intervenção do Prosamim+, os Grupos de Apoio Local (GAL) já possuem mais de 50% de representatividade feminina.

Em parceria com o Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam), o Prosamin+ irá ofertar capacitação para 825 pessoas que moram no entorno das obras ou que  

serão beneficiadas pelo reassentamento e 50% dessas vagas devem ser para as mulheres.

As empresas contratadas para as obras serão orientadas a oportunizar a contratação de parte desse público capacitado, incluindo as mulheres.

O programa também prevê o incentivo ao empreendedorismo, reservando para as mulheres pelo menos 50% das vagas nos pontos comerciais que serão construídos pelo Governo do Amazonas, por meio do Prosamin+. “O programa tem como meta entregar pelo menos 96 boxes comerciais para mulheres empreendedoras em situação de vulnerabilidade social. Além disso, vamos capacitar e criar 225 postos de trabalho para serviço de manutenção da infraestrutura crítica nas áreas que já foram trabalhadas e metade dessas vagas será para mulheres”, afirma Marcellus Campêlo.

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