Domingo, 15 de Setembro de 2019
NOVAS PERSPECTIVAS

Relatório 'Felicidade no Trabalho' revela o que deseja nova geração de profissionais

'Millennials' focam em valores e ambientes de trabalho felizes para produzirem melhor, segundo pesquisa da Udemy



squad-3370836_960_720_A398FD2A-CCBF-4C28-BB21-1D519BF998D8.JPG Foto: Pixabay
31/08/2019 às 09:49

A ideia de sair da escola ou faculdade para entrar numa empresa e dar adeus aos estudos está ultrapassada há tempos para o mercado atual. Além das empresas buscarem capacitar cada vez mais, ter um equilíbrio entre o pessoal e o profissional é o que mais motiva os funcionários, conforme o relatório “Felicidade no Ambiente de Trabalho”, publicado pela Udemy, uma das maiores plataformas de cursos para negócios.

O levantamento aponta que a taxa crescente dos millennials, nascidos a partir dos anos 1980 e primeiros a encarar as facilidades da tecnologia digital, mostra uma inversão de valores na cadeia produtiva das empresas.

A nova geração de profissionais busca mais que um bom salário e um cargo de liderança, mas uma empresa com valores humanistas e que desenvolva um trabalho que faça sentido para a sociedade.

E não somente funcionários, mas também clientes esperam algo a mais das marcas, além do compromisso de entregar um bem final.

“Poder estar sempre aprendendo, num ambiente de constantes desafios, é o procurado. É interessante porque para um público geral, tem que ter trabalho à distância, horário flexíveis num trabalho ideal. Mas para o millennial é sobre o quanto ele consegue aprender enquanto estiver naquele cargo”, explicou o diretor da Udemy Brasil, Sergio Agudo.

Ele explica que, comparando com antes, o número de carreiras de vida cresceu muito, com o trabalho hipersegmentado pela robótica e inteligência artificial. Nesse contexto, pensar em atender um cliente com necessidade de agregar valor à sua vida em cima de um produto faz com a linha de produção também seja engajada nisso.

"Apenas 37% confirmou que felicidade no trabalho é dar condição pro funcionário ter um bom trabalho. Quando uma empresa investe no pessoal, tem até 800% de retorno neste investimento, estimulando-o a se especializar na atividade exercida, cortando custos de contratação. É praticamente uma necessidade obrigatória se aproximar do usuário final para se atualizar à modernidade”, acrescentou.

O relatório Felicidade no Ambiente de Trabalho foi realizado a partir de uma pesquisa com 1.000 funcionários americanos  de grandes organizações que trabalham em período integral. Para eles, a qualidade de vida conduz suas escolhas profissionais e seu senso de propósito no trabalho.

Organizações tóxicas

Pesquisas internacionais, como da Universidade da Califórnia (EUA), mostram que funcionários mais felizes produzem mais, valendo o contrário também. A especialista em desenvolvimento humano Rebeca Toyama ressaltou que as chamadas “organizações tóxicas” tendem a ter resultados mais negativos na hora do lucro.

“A soma de fatores negativos por parte da instituição, na cobrança apenas pelo lucro, quantidade de trabalho e de resultados faz com que não haja preocupação na qualidade da gestão e do produto. Uma continuidade desses fatores pode prejudicar, inclusive, a condição física e mental do colaborador, e atingir a equipe. Só o reconhecimento já é uma diferença para o progresso do funcionário”, relatou.

Repórter de A Crítica

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