Quinta-feira, 12 de Dezembro de 2019
BIOECONOMIA

Mercado da pesca ornamental movimenta R$ 5 milhões no AM e atrai atenção internacional

Alemanha e China são os países que mais compram peixes ornamentais da Amazônia. Estado leva Selo de Indicação Geográfica do 'Peixe Ornamental', como líder mundial no ramo de animais vivos de procedência da região do Rio Negro



1533914_4AA22B31-D199-4BD1-8900-88DA00C23CE9.jpeg Nannacara Adoketa é uma espécie exótica da região do Alto Rio Negro (São Gabriel da Cachoeira) para aquários (Foto:Divulgação)
18/11/2019 às 16:54

Com a maior bacia hidrográfica do mundo, o Amazonas abriga inúmeras espécies aquáticas, entre elas os peixes ornamentais de água doce, de beleza e colorido único que enfeitam aquários pelo mundo.

O setor é responsável por 700 empregos diretos e indiretos, movimentou R$ 3,7 milhões em exportação e incrementou R$ 5 milhões na economia amazonense, segundo dados da Secretaria Executiva de Pesca e Aquicultura (Sepa), vinculada à Secretaria de Estado da Produção Rural (Sepror).



As áreas de maior concentração dos peixes ornamentais de água doce no Amazonas estão nos municípios da região do Alto Rio Negro: Barcelos, Santa Izabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira. O estado já ostenta o Selo de Indicação Geográfica do “Peixe Ornamental”, como o líder mundial no ramo de animais vivos de procedência da região do Rio Negro.

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) permite hoje que 379 espécies sejam coletadas. As mais comuns para exportação são acará disco, cardinal e nannacara adoketa.

A pesca de peixes ornamentais é considerada uma das atividades extrativistas ambientalmente mais “sustentáveis”

De acordo com a Associação dos Criadores e Exportadores de Peixes Ornamentais do Amazonas (Acepoam), até 2007, o valor das exportações de peixes ornamentais de água doce variava entre US$ 2.500 e US$ 3 milhões.

Investimentos

A Alemanha é o país que mais compra peixes ornamentais da Amazônia, seguida da China, Taiwan e Estados Unidos, segundo o presidente da Acepoam, Sued Canavieira Júnior.

“Estes são alguns dos principais países, mas podemos dizer que a União Europeia é nossa maior cliente. O Japão também compra, mas não em grandes quantidades”, disse Sued ao destacar que o mercado melhorou em 2012, quando outras espécies amazônicas foram permitidas para exportação na Secretaria de Aquicultura e Pesca (SAP/Mapa).

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) também tem investido no empreendedorismo do ramo de peixes ornamentais de água doce.

Segundo o analista técnico Frank dos Santos Rodrigues, a atividade vem retomando aos poucos, contando também com as associações que têm contribuído na capacitação de pessoas para atender a expectativa de mercado da captura até a entrega final ao cliente.

“O mercado voltou a crescer e temos esperança de voltar a ser como na década de 1990”, disse o presidente da Acepoam.

Principais espécies

A veterinária Jandiara Kelly, especialista em cuidados de peixes, explica que as principais espécies ornamentais de água doce são os Acara-Discos, Cardinais, Orcar e Betta. Para Jandiara, mais que comercializar os animais, é preciso ter o cuidado ao retirá-los da natureza e transportá-los. “A maneira como eles são retiras da natureza e transportados, prioriza a sanidade física e mental deles”, completou a especialista.

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Repórter de A Crítica
Jornalista formada em 2014 pela Uninorte e pós-graduanda em Gestão de Redes Sociais e Marketing Digital pela Fametro, começou em A Crítica como repórter de esportes em 2016. Hoje atua na editoria de política e economia, com uma enorme paixão pelo jornalismo investigativo.

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