Segunda-feira, 20 de Janeiro de 2020
Telecomunicações

TIM acelera conversas sobre compra da rede móvel da OI

O presidente da TIM, Pietro Labriola, comentou o assunto e também falou das projeções para 2020 durante almoço com os jornalista nesta quinta-feira (5), em São Paulo



WhatsApp_Image_2019-12-05_at_16.30.59_37AB49E8-E07E-49D0-A5A4-FD0E43F1E303.jpeg Foto: Divulgação
05/12/2019 às 17:55

O presidente da TIM Brasil, Pietro Labriola, acenou favorável para a compra da rede móvel da OI.  A OI, que passa por recuperação, já despertou interesse da concorrência: a Vivo (grupo espanhol Telefônica); a Claro (do grupo mexicano América Móvil) e a TIM (que pertence ao grupo Telecom Italia). Nessa semana, a OI divulgou que teve um prejuízo de R$ 5,78 bilhões no terceiro trimestre de 2019.

“Por ser uma empresa móvel cotada na bolsa, todas as vezes que fica disponível no espectro, tem que avaliar se a compra gera valor para minha empresa e acionistas. Agora Rodrigo (Abreu, presidente da Oi), que já foi meu chefe, declarou, nesses dias, que estão avaliando de vender o móvel (parte de telefone móvel) de maneira explícita. Acho que isso é algo que temos que fazer”, declarou Labriola durante almoço de executivos da operadora com a imprensa nesta quinta-feira.



Labriola avaliou como positivo os resultados obtidos pela operadora em 2019 e ressaltou que a empresa tem como meta crescer, simultaneamente, em todas as modalidades de plano: pré-pago, pós e controle.

“O balanço é muito positivo porque o que fala é a projeção dos números. Colocamos o crescimento de 2,4% no segundo trimestre, 3% no terceiro trimestre e vamos terminar (o ano) perto de 3% de ganhos de mercado. O balanço é positivo porque começamos também a vê uma recuperação do pré-pago. A entrada para o próximo vai ser positiva”, declarou Labriola,

Das 62 cidades do Amazonas, 19 já possuem tecnologia de quarta geração (4G) da TIM, cinco com 4G+ (navegação em altíssima velocidade), 16 com cobertura VoLTE que permite efetuar e receber ligações telefônicas pela rede 4G e 12 com frequência de 700 MHz para a implantação de 4G, faixa liberada com o fim da transição da TV aberta analógica para a TV aberta digital.

“Estou vendo uma melhoria no pré-pago, estou vendo uma melhoria no pós-pago e no controle e no quarto trimestre vamos colocar números muito melhores no pós-pago. São (números) muito positivos também para o próximo ano”, disse Pietro Labriola.

Regulação para o setor

Para o presidente de tecnologia da TIM, Leonardo Capdville, avanços neste ano também aconteceram na regulamentação do setor de telecomunicações no Brasil. Ele citou como medida a aprovação, no Congresso, do projeto de lei que alterou a Lei Geral de Telecomunicações, de 1997, medida considerada o novo marco legal das telecomunicações do país.

 “Foi o ano em que o marco regulatório andou muito. Acredito que a Anatel irá colocar em consulta pública o leilão do 5G. Foi anunciado pelo Ministério (da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações) a intenção de lançar no próximo ano uma série de projetos de leis para desoneração do tributo sobre o IoT (Internet das Coisas). É uma oportunidade gigantesca para o Brasil ser mais eficiente. Então, é importante que isso aconteça”, afirmou.

Demanda por dados

Capdville pondera que a operadora tem o desafio de continuar fornecendo a capacidade de conexão que o usuário almeja com a demanda de serviços que utilizam cada vez mais dados, por exemplo, comunicações por vídeo.

“Esse é o desafio do futuro quando a gente fala de 4G. O consumo maior de dados. Se antes as pessoas usavam dados para trocar mensagens ou conectar-se a uma rede social agora é o vídeo seja para chamada ou para acesso ao Globo play, Netflix e o YouTube. E um vídeo de maior qualidade demanda mais dados”, disse o presidente acrescentando que a TIM está finalizando uma concorrência para aquisição de uma tecnologia que garante mais capacidade de conexão.

Medidas do governo

Questionado sobre os impactos no leilão do 5G, no Brasil, com a aproximação do presidente Jair Bolsonaro (PSL) de países como China e Estados Unidos, os principais parceiros comerciais do país, o presidente da TIM disse que irá aguardar as definições do governo brasileiro. “Não sou eu que tenho que definir quais são as regras. Uma vez que tenhamos as regras vamos atuar no seu respeito”, disse.

Executivos da empresa chinesa de telecomunicações Huawei já se reuniram com Bolsonaro. A empresa está no centro da guerra comercial entre China e Estados Unidos e foi banida pelo governo americano de fazer negócios com companhias do país. Os americanos justificam que a tecnologia da Huawei para redes de dados e a proximidade com o governo chinês representam uma ameaça à segurança nacional nas nações que a adotam.

Saiba Mais

A TIM é, desde 2015, líder em cobertura 4G no País e referência como player de ultra banda larga móvel e fixa. É a única empresa do setor de telecomunicações a integrar o Novo Mercado da B3, reconhecido como nível máximo de governança corporativa, além de ser a operadora há mais tempo consecutivo no Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE).

*A repórter viajou a convite da empresa.

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Repórter de A Crítica

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