Sábado, 05 de Dezembro de 2020
Economia

Setor de serviços do AM reage à crise, mas não recupera perdas

IBGE aponta que o setor de serviços no Amazonas caiu 0,6%, comparado com o ano de 2019. No acumulado dos últimos doze meses, o indicador foi positivo, com uma variação de 0,9%



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14/10/2020 às 16:22

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quarta-feira (14) uma pesquisa que aponta que o setor de serviços no Amazonas caiu 0,6%, comparado com o ano de 2019. No acumulado dos últimos doze meses, o indicador foi positivo, com uma variação de 0,9%. 

A variação percentual, que compara o volume de serviços do mês atual com o mês anterior de 2,1%, obtida em agosto, colocou o setor de serviços do Amazonas na posição intermediária (16º) entre as outras unidades da federação no índice de recuperação econômica do setor. Os piores desempenhos foram os de Tocantins, com -5,5%, Roraima, com -3,2% e Mato Grosso, com -2,7%. E os melhores desempenhos foram os do Amapá, com 7,0%, Acre, com 6,2% e Minas Gerais, com 5,8%.



Já o percentual que compara o volume de serviços do período atual com o mesmo período do ano anterior, de -1,8%, obtida em agosto, colocou o setor de serviços do Estado na terceira posição entre as outras unidades da federação. Os piores desempenhos foram os de Alagoas, com -19,6%, Bahia, com -18,6% e Piauí, com -17,8%. O único desempenho positivo foi o de Rondônia (3,5%).

Ou seja, apesar da variação negativa dos serviços, o índice do Amazonas no ano é o terceiro do ranking do país, visto que as demais unidades da federação apresentaram índices com maiores perdas.

Sobre a pesquisa

A Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) produz indicadores que permitem acompanhar o comportamento do setor de serviços no País, investigando a receita bruta de serviços nas empresas formalmente constituídas, com 20 ou mais pessoas ocupadas, que desempenham como principal atividade um serviço não financeiro, excluídas as áreas de saúde e educação.

Entre as empresas que se encaixam no setor de serviço estão: empresas de turismo; empresas de transporte; empresas de entretenimento; empresas de alimentação; empresas de comunicação entre outras.

O turismo no Amazonas 

Um dos setores de serviços que vem sofrendo grandes abalos por conta da pandemia, está o turismo. Uma nova pesquisa divulgada nesta quarta-feira (14), realizada pela Empresa Estadual de Turismo (Amazonastur) aponta que 36,84% dos empresários do setor se sentem seguros em continuar operando, mesmo após a retração de mercado causada pela pandemia do novo coronavírus. 

Esse foi um dos indicadores apresentados nesta quarta-feira (14), durante reunião virtual com o trade. A pesquisa completa pode ser acessada no site da Amazonastur.

Segundo a perspectiva dos empresários do setor, em fevereiro, 84,61% estimavam aumento do faturamento em 2020. Passados seis meses, esse número caiu para 46,32% que ainda mantêm expectativa de aumento do faturamento no segundo semestre. 

Em julho, a projeção dos participantes da pesquisa realizada pela Amazonastur era de que 37,89% das empresas aumentassem o endividamento no segundo semestre de 2020. Enquanto que, no segundo mês do ano, 53,85% tinham expectativas de diminuição desse indicador. 

A pesquisa revela ainda que as contratações tendem a permanecer em queda para 34,74% das empresas. O ecoturismo, o turismo cultural e de negócios são os segmentos mais vendidos pelos empresários.  O público-alvo é composto por estrangeiros com idade entre 26 e 35 anos, classe B e com filhos. Eles repetiram as compras de pacotes para o destino Amazonas de 21% a 40% dos casos. 

Na opinião dos empresários, a malha aérea, os valores dos serviços e a oferta de transporte são fatores que dificultam a venda do Amazonas como destino para os turistas.

*Com informações da assessoria


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