Sábado, 27 de Novembro de 2021
Novas regras

Centro Educacional Adalberto Vale se prepara para 'novo ensino médio'

Para 2022, a instituição de ensino deve focar no projeto de vida e carreira dos estudantes do ensino médio, conforme a Base Nacional Comum Curricular (BNCC)



adalberto_valle_01_80D0C342-487C-491B-BC96-E1BAF08F48AB.jpg Foto: Iago Albuquerque
06/11/2021 às 18:45

O Novo Ensino Médio começa a ser implantado em todo o Brasil em 2022. E é claro que o Amazonas não ficará de fora desta adaptação. Dentre as escolas
que já começaram a se preparar para as mudanças, o Centro Educacional Adalberto Valle (CEAV) está com os preparativos a todo vapor.

O projeto, que começa com alunos da 1ª série do Ensino Médio, prevê aumento da carga horária de seis para sete horas diárias e uma maior autonomia para os alunos, que
vão escolher disciplinas complementares com as quais tenham mais afinidade. 



De acordo com a coordenadora do Ensino Médio, Rubya Kelly Campos, a instituição está bem adiantada na adaptação, tendo em vista a escola ter carga horária de
ensino acima da quantidade mínima obrigatória.

“Estamos preparados. Fizemos a alteração da nossa grade curricular, ampliamos a carga horária para atender a essa nova necessidade. É importante ressaltar que
com relação a carga horária estabelecida em lei, nossa escola sempre ofereceu carga horária maior. A lei prevê 3 mil horas para todo o Ensino Médio, basicamente mil horas em cada série. Nós sempre demos, em média, 1.300 horas por ano”, explicou Rubya.

Rubya Kelly, coordenadora de ensino do CEAV, responsável pela adaptação do Novo Ensino Médio | Foto: Iago Albuquerque

“A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) prevê que das três mil horas, 1.800 serão destinadas à formação geral básica e 1.200 para os itinerários formativos", descreve a coordenadora de ensino.

Itinerários formativos

Rubya Kelly acrescenta que no ato da matrícula, o estudante terá a liberdade de escolher quais itinerários formativos deseja cursar conforme a área de interesse.

“Nosso currículo da 1ª Série está dividido em formação geral básica e itinerários formativos. A primeira parte compreende as disciplinas como Português, Matemática, Física, Química, Biologia, História, Geografia e Inglês. A segunda está dividida em Ciclo Comum e Trilhas Específicas. O Ciclo Comum abrange disciplinas obrigatórias a todos osalunos, com conteúdoque vai além da BNCC”, comenta Campos.

Foto: Iago Albuquerque

Já nas Trilhas Específicas, a coordenadora explica que são conteúdos que irão dialogar com as carreiras profissionais. Serão oito Trilhas ofertadas ao longo do
ano letivo, sendo quatro no primeiro semestre e quatro no segundo.

“Teremos duas Trilhas por área do conhecimento: Linguagens, Matemática, Ciências da Natureza e Ciências Humanas. “Como as Trilhas são semestrais, o aluno poderá trocar de área caso não se identifique, sem precisar cursar o ano inteiro. Ao longo de todo o Ensino Médio, ele vai poder experimentar as quatros áreas, se assim desejar. Isso dará mais mais segurança na escolha da futura profissão”, esclarece Rubya.

Disciplinas não serão deixadas de lado

O professor de Geografia, Renato Velas, que também é um dos responsáveis pelos trabalhos de adaptação do CEAV para o novo ensino médio, ressalta que nenhuma disciplina
deixará de ser estudada. Ao contrário do que muitos especulam, o estudante passará a se aprofundar ainda mais do conteúdo da disciplina.

“A primeira coisa que acontece é que haverá uma matriz curricular comum para os alunos. O Brasil passa a lecionar o mesmo conteúdo em todas as séries dentro dessa proposta. Ele vai ser direcionado para as trilhas que vai ter em cada área. Eu por exemplo, sou de Geografia. Então vamos ter Trilhas que vão trabalhar com geopolítica, questões de Atualidades, entendimento sobre o mundo que o cerca, através de um olhar crítico e fundamentado, qual o papel delena sociedade, de que forma ele pode contribuir para gerar mudanças no contexto social”, comenta Velas.

Foto: Iago Albuquerque

“Dentro das áreas específicas, teremos o aprofundamento dos conteúdos, baseado na leitura de artigos, projetos que serão desenvolvidos. Existe um grande equívoco de que o aluno vai deixar de estudar matérias. O aluno não vai deixar de estudar disciplinas, ele vai estudar matemática a partir do que diz a BNCC e vai optar por se aprofundar em outras que julgar necessárias para seu processo de formação de carreira”, ressalta o professor.

Tecnologia aliada ao novo ensino

É de conhecimento de todos que a tecnologia foi responsável por manter as atividades de ensino em diversas escolas no Amazonas e no Brasil. Com o Centro Eduacional Adalberto Valle não foi diferente. 

De acordo com a coordenadora de ensino, Rubya Kelly, o uso de tecnologias durante a pandemia possibilitou a expansão de diversas formas de ensino que permanecerão na rotina escolar.

“Com a situação da pandemia todas as escolas tiveram que se adaptar às novas tecnologias de informação e comunicação. Aqui no CEAV, porém, desde 2018, já estávamos participando de vários treinamentos para uso das ferramentas Google For Education. Queríamos inovar, oferecer uma educaçãode excelência aos nossos alunos, por issoaescolaestavainvestindo em formação e infraestrutura", destaca a professora.

"Nosso corpo docente passou a ter contato diário com várias ferramentas, o que possibilitou realizarmos as aulas on-line sem qualquer dificuldade. Além disso, adotamos o material do Sistema Ari de Sá (SAS), que possui uma plataforma riquíssima com atividades, avaliações, testes diagnósticos que nos possibilita mensurar o nível de aprendizagem dos nossos estudantes.

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Repórter de A Crítica
Amazonense, nascido e criado em Manaus. Graduado em Jornalismo e mestrando em Antropologia Social, ambos pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

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