Sexta-feira, 19 de Abril de 2019
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DISCURSO E METAS

Amazonino diz que votos nulos são alerta e abre as portas para Eduardo Braga

Governador eleito afirmou que toda ajuda de Braga no Senado será bem-vinda e destaca geração de emprego como uma das prioridades


27/08/2017 às 20:08

Eleito governador do Estado pela quarta vez, Amazonino Mendes afirmou, durante seu primeiro discurso após vencer as eleições, que a quantidade recorde de votos nulos e brancos deve servir de alerta.

" Essas pessoas (que votaram nulo e branco) são o grito de alerta para um país que perdeu o rumo", afirmou Amazonino Mendes, afirmando que irá lutar dia e noite para gerar empregos no Estado. "A maioria dos votos nulos e brancos vieram destas pessoas (sem emprego).   Nós devemos isso a elas", afirmou ele.

Para o governador eleito, no entanto, este fenômeno não é exclusividade no Amazonas. "Se tivesse uma eleição dessa no Pará, em São Paulo, no Rio Grande do Sul,  o resultado seria o mesmo. Existe um desencanto nacional com o processo político", defendeu ele, afirmando que entende  aqueles que não escolheram nenhum dos candidatos.

O vice-governador eleito, Bosco Saraiva,manteve o tom. "Essas eleições foram singulares, diferente do próximo ano, quando as eleições serão gerais, com mais de 1000 candidatos. Neste pleito não houve essa máquina direta de comunicação com o eleitor. Parte desses brancos e nulos se deu por essa insegurança. Outra parte é por conta desse cenário político nacional. A mídia massacra aquilo que não presta e deixa de exaltar boas ações"

Dedicando a vitória ao ex-governador e mentor político dele, Gilberto Mestrinho, e à falecida esposa Tarsila Mendes, Amazonino usou discurso pacificador: "Não há inimigo, há um só povo, e parte dele sofrendo", disse o governador,  ressaltando que as portas estão abertas para o candidato derrotado Eduardo Braga. "A gente não vai discriminar ajuda. O que ele puder fazer pelo Amazonas, será muito bem-vindo".

Transição

Amazonino, que tem encontro com o presidente Michel Temer nesta segunda-feira, afirmou que a equipe de transição de seu governo será chefiada pelo médico Francisco Deodato, ex-secretário de saúde em gestões anteriores do governador eleito.

Ele ressaltou ainda que os partidos que o apoiaram não fizeram, em nenhum momento, pressão pela escolha de secretários. "O secretário será de minha inteira responsabilidade", enfatizou, sem dar prazo para nomeações.

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