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Eleições
pronto para 'embates'

Amazonino Mendes volta à cena e faz mistério sobre eleições deste ano

'Não estou compromissado com ninguém', afirmou o cacique, que não declarou apoio nem ao presidente estadual de seu partido, o PDT, Hissa Abrahão 09/06/2016 às 10:13 - Atualizado em 28/07/2016 às 19:01
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“Eu consertei essa Prefeitura, quem quiser entender, que entenda, quem não quiser, o problema é deles. Mas eu tirei a Prefeitura da UTI” (Foto: Márcio Silva)
Janaína Andrade Manaus (AM)

Cabo eleitoral cobiçado pelo prestígio político acumulado em três mandatos de governador, três de prefeito e um de senador, Amazonino Mendes (PDT) afirmou, ontem, que não disputará a eleição deste ano, não pretende apoiar a candidatura do presidente estadual do seu partido, o deputado federal Hissa Abraão, mas que está pronto para os “embates” da campanha para prefeito.

Amazonino Mendes concedeu entrevista, ontem (8), na Câmara Municipal de Manaus, onde participou da sessão em homenagem ao presidente eleito do Tribunal de Justiça do Amazonas, desembargador Flávio Pascarelli.

“O Hissa é um candidato que está se lançando pelo PDT, mas isso não quer dizer que ele é o meu candidato. Estou acima disso. Não tenho nada contra o Hissa, pelo contrário, me dou muito bem com ele, é um bom rapaz. Oxalá (Deus queira) ele se aprimore como um bom político, que será algo bom para todos nós, mas não estou atrelado, nem compromissado com ninguém”, disse.

Questionado se pretende concorrer na eleição deste ano para a Prefeitura de Manaus, Amazonino disse “estou fora”. “Não faço política, sequer partidária. Está longe de mim interesses de participação em política. Eu acho, modéstia a parte, que dei a minha contribuição. Cada ano que passa, me desculpem, eu gosto mais da minha memória. (Mas) dentro dessa linha da minha cidadania, estou aí, preparado para os embates”, afirmou.

As declarações de Amazonino se opõem aos planos da direção do PDT de reunir em torno da campanha do deputado Hissa o nome do ex-governador, como catalisador de votos. A última vez que Amazonino concorreu a uma eleição foi em 2008, quando derrotou, no segundo turno, o hoje deputado estadual Serafim Correa (PSB), na corrida pela Prefeitura.

Em 2012, o “Negão”, como popularmente é chamado, anunciou que não concorreria à reeleição e entrou em um período de reclusão do cenário político amazonense. Na eleição de 2014, o ex-governador discursou uma única vez no palanque de Eduardo Braga (PMDB) na corrida para o governo.

Amazonino afirmou que a situação do País é “brutal” e “excede a ficção”. “É uma coisa inesperada absurda, o povo se sente perdido. E o que é mais grave é que a gente é consciente que isso vai se repetir se não mudarem e melhorarem as instituições. Todo esse esforço de operação Lava Jato não vai valer e tudo vai se repetir. Eu governei e sei. Lamento muito”, declarou.

E apesar de não citar nomes, o político afirmou que tanto o estado, quanto a capital, vivem em situação de abandono.

“Eu acho que esse abandono tem que ser castigado urgentemente pelo povo. Ninguém quer saber mais de administração. O maior empenho, infelizmente, é com propaganda. Eu consertei essa Prefeitura, quem quiser entender, que entenda, quem não quiser o problema é deles. Mas eu tirei a Prefeitura da UTI”, concluiu.

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