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Eleições
sem repasse

Candidatos a vereador do PMB fazem campanha sem verba partidária

Dinheiro do fundo partidário ficou retido e prejudicou a campanha dos que disputavam vaga na Câmara Municipal 25/08/2016 às 21:27 - Atualizado em 16/09/2016 às 20:12
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PMB é um dos partidos que integram a coligação “Pra Manaus Vencer”, do candidato a prefeito Henrique Oliveira (SD) / Foto: Aguilar Abecassis
Lucas Jardim Manaus (AM)

É esperado que a corrida eleitoral de 2016 seja mais modesta para todos os candidatos, mas alguns estão vivendo esta realidade mais fortemente que outros. Entre eles, estão os 62 políticos do Partido da Mulher Brasileira (PMB) que disputam uma cadeira na Câmara Municipal (CMM), que estão sem receber a verba referente ao Fundo Partidário e, com isso, fazendo a campanha de maneira bem módica.

Segundo o presidente municipal da sigla, Charles Sampaio, o fundo está retido por conta de uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e não chegou a vir para o Amazonas.
“O PMB é um partido bem novo, tem 10 meses, e essa é a primeira eleição da qual participa. O fundo é dividido de acordo com participação na Câmara Federal e, quando o partido foi fundado, nós tínhamos 23 deputados lá. Desde então, vários sedesfiliaram e só temos dois lá. Isso alterou a divisão e o TSE resolveu suspender o repasse até estabelecer o valor correto a ser transferido”, explicou Charles.

Segundo ele, isso levou os candidatos do PMB a se engajarem em uma campanha bastante comunitária e com foco no boca a boca, contando com a ajuda dada pela coligação na disputa majoritária, encabeçada por Henrique Oliveira (SDD).

“O Henrique acordou em colaborar com a confecção de material gráfico, como os santinhos e os adesivos para carro. Para qualquer coisa além disso, vai do candidato ir para rua com disposição atrás de seus votos”, comentou Charles.

Uma das candidatas a vereadora do partido, Cristina Tapajós, ecoou esse pensamento e aplaudiu as novas regras na legislação que restringem o acesso dos políticos a recursos na época de campanha. “Eu não tenho dinheiro, mas tenho uma história de vida e uma vivência política muito grande. São essas coisas que estou levando para o corpo a corpo. Temos despesas que poderiam ser aliviadas com o fundo partidário? Temos. No entanto, não vejo o fato de não tê-lo como um impeditivo à campanha. Nossa sigla está querendo e apostando em uma renovação da política brasileira e vamos à luta”, declarou a candidata.

Candidatos querem auxílio financeiro

Outro dos candidatos a vereador pelo PMB, Tadeu Silva, alegou que a ajuda de Henrique Oliveira também se traduziria em um repasse financeiro para a sigla para ajudar na campanha dos candidatos e que, até o presente momento, tal auxílio não veio.

“O Henrique se reuniu com o partido e concordou em passar algo em torno de R$  600 mil para auxiliar na campanha dos candidatos a vereador do PMB e não vimos esse dinheiro. Eu e outros candidatos devemos levar isso hoje ao Ministério Público”, contou Tadeu.

Procurado pela reportagem, Henrique disse que nunca acordou auxílio financeiro, somente se comprometendo com a confecção de material gráfico desses candidatos. “Eu jamais poderia me comprometer com tal repasse. O que nós, do Solidariedade, oferecemos ao PMB é, acima de tudo, nossa popularidade”, afirmou o candidato a prefeito.

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