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Eleições
DEFINIDO

Candidatos pressionam e TRE-AM confirma eleição para Governo em 6 de agosto

Presidente do TRE-AM chegou a defender adiamento para setembro, mas reunião com membros da Corte e candidatos bateu o martelo pela data original 07/07/2017 às 12:39 - Atualizado em 07/07/2017 às 15:09
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Yêdo Simões comunicou candidatos após a decisão tomada (Foto: Márcio Silva)
Camila Pereira Manaus (AM)

A pressão dos candidatos deu certo. Uma hora após declarar que seria muito difícil manter o calendário original das eleições suplementares, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), desembargador Yêdo Simões, confirmou para 6 de  agosto as eleições suplementares  para o Governo do Estado.

Por volta das 11h, Yêdo Simões afirmou que gostaria de realizar as eleições em agosto, mas que os prazos processuais que ficaram suspensos por 8 dias seriam impeditivos para isso. Já por volta das 12h30, ele confirmou, após breve reunião, a manutenção do calendário original previsto na resolução 07/2017, aprovada no pleno do órgão dia 12 de maio.

Participaram da reunião juízes e desembargadores que integram a Corte, e em determinado momento os candidatos que estavam presentes no TRE também adentraram na reunião.  "Tudo volta ao estado que ficou antes. Parte do plenário deu apoio, serão feitos plantões. Determinei a propaganda eleitoral e estão todos dispostos a atender os partidos", afirmou  Yêdo Simões.

De acordo com o presidente do TRE-AM, houve também um acerto junto ao Tribunal Superior Eleitoral para definir pela manutenção da data original. "Houve um entendimento com o presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, e houve essa definição. As questões restantes serão mantidas pelo plenário", explicou Yêdo, esclarecendo que segunda-feira começa a propaganda eleitoral nas ruas e, na terça-feira, em cadeia de rádio e televisão.

Pressão

Por volta das 11h, a maior parte dos candidatos estava no TRE-AM e todos foram unânimes em defender a realização das eleições em 6 de agosto, conforme o calendário estabelecido.  Estiveram no local os candidatos Amazonino Mendes, Marcelo Serafim, José Ricardo, Liliane Araújo e Luiz Castro, além de Marcelo Ramos, candidato a vice da chapa de Eduardo Braga.

" Nosso entendimento é que o calendario deve permanecer, não existe nenhuma razão para protelamentos e adiamentos", disse o ex-governador Amazonino Mendes. 

"Quando se perde uma semana de campanha, o TRE quer postergar em praticamente um mês. A quem interessa isso? O que a nossa coligação defende é que se mantenha a data e se atrase em dois ou três dias o programa de televisão. Mais que isso é trabalhar contra os interesses coletivos", disse Marcelo Serafim, antes da reunião com Yêdo.

Marcelo Ramos (PR), candidato a vice na chapa encabeçada por Eduardo Braga, disse que a Constituição Federal impede a prorrogação para setembro. "A Constituição Federal é clara. O presidente da Assembleia governa por 90 dias, para realizar a eleição. O prazo termina no dia 10 de agosto. Quem será o governador? Tem que manter o calendário, causa prejuízo se adiar", defendeu Ramos. 

Luiz Castro, da Rede, destacou que o calendário precisa ser respeitado "conforme a decisão do STF". "Acho que o maior prejuízo é tentar protelar, é uma verdadeira manobra de bastidores botar a eleição para setembro, para dar tempo de recursos. É um jogo. Mas nós somos claros queremos eleição hoje", afirmou ele, também antes da reunião em que o presidente do TRE-AM anunciou a confirmação do calendário original. 

Quem também tratou a proposta de adiamento como manobra foi José Ricardo, candidato do PT.  "Se não for mantida a data, que adie em no máximo uma semana, até por conta da propaganda de televisão, para os candidatos se organizarem. Mas não pode haver artifícios para esticar favorecendo a não sei quais interesses, prejudicando a população". 

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