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Eleições
DEBATE

Confrontos entre candidatos dão a tônica de debate na TV A Crítica

Sete dos candidatos a Prefeitura de Manaus participaram de debate na noite deste domingo, com direito a muita troca de farpas e propostas em segundo plano 26/09/2016 às 00:50 - Atualizado em 26/09/2016 às 00:53
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Dos sete candidatos, cinco estavam de branco. Era o ensaio de um encontro pacífico. Mas, na prática, os prefeituráveis esqueceram a cor que estavam vestidos e partiram para o confronto.(Foto: Evandro Seixas)
Janaína Andrade e Paulo André Nunes Manaus (AM)

Henrique Oliveira surpreendeu a todos ao ‘anunciar’, durante o debate promovido pela TV A Crítica/Record, na noite deste domingo, que até sexta-feira (7) um candidato à Prefeitura de Manaus pode ser preso por usar dinheiro público na campanha. Atual vice-governador do Amazonas, Henrique elogiou a PF pela Operação Maus Caminhos. 

“Quero parabenizar a Polícia Federal, o Ministério Público que vem fazendo as denúncias, vem olhando e montando os processos. A PF tem que continuar agindo, principalmente agora nesse período eleitoral, que quem sabe aí vão desmontar algumas candidaturas que estão sendo patrocinadas com o dinheiro público. Quem sabe até na sexta-feira ou no sábado, candidatos estarão atrás das grades e aí vai facilitar a escolha do eleitor”, disparou Henrique.

O candidato afirmou que é ruim para a população escândalos envolvendo o desvio de recursos da saúde, mas que “é muito ruim também quando existe a máfia do asfalto, a mpafia da merenda escolar”. “Quem for podre que se quebre”, disse Henrique.

Dos sete candidatos que participaram do debate, cinco estavam vestidos de branco. Era o ensaio de um encontro pacífico. Mas, na prática, os prefeituráveis esqueceram a cor que estavam vestidos e partiram para o confronto.

Candidato pelo PT, José Ricardo questionou o tucano sobre suas propostas para a cidade de Manaus, ao afirmar que Artur mostra uma cidade na Tv que não existe. “Eu ando e vejo uma cidade em que as pessoas sofrem com a falta de água, problemas de mobilidade, trânsito, sem política de moradia e o prfeito vem e fala de uma cidade que não existe, uma matrix”, disse.

O tucano, por sua vez, escolheu Marcelo Ramos (PR), como principal alvo para devolver a provocação. “E tem gente que promete tanto que um dia vai tirar o Melo da cartola. Mas se eu não fiz mais coisas por Manaus foi porque o seu partido (PT), deputado José Ricardo, me perseguiu. O senhor escondeu a estrela do seu partido no bolso”, censurou Artur.

Os candidatos a Prefeitura de Manaus usaram a questão da saúde, Faixa Azul e aplicação do orçamento municipal como munição para os ataques rigorosos ao candidato à reeleição, Artur Neto (PSDB). 

Para o prefeiturável Serafim Correa (PSB), a Faixa Azul não é a solução. “A faixa azul é um bom projeto, mas está do lado errado. Tem que ser feito do lado direito, da forma que está, somente 10% dos ônibus podem parar, outros 1.400 seguem sem ser beneficiados por essa proposta”, falou.

Marcelo Ramos, prometeu que se eleito, no dia 1° de janeiro de 2017 a Faixa Azul irá acabar. “Tinta, rolo e tão de multa vão acabar. É óbvio que essa faixa está errada”, analisou.

Maus Caminhos em pauta

Artur Neto (PSDB) chegou a questionar candidatos como Silas Câmara e Hissa Abrahão sobre a opinião em relação a operação ‘Maus Caminho’, que segundo ele, envolve o senador Omar Aziz  (PSD) e José Melo (Pros), mas foi confrontado. 

“Essas pessoas que o senhor citou eram seus aliados até semana passada. Ou o senhor sabia disso e se fez de ingênuo, mas ingênuo o sr. não é e o que é importante é que a prefeitura faça a sua parte”, disse Silas.
Hissa afirmou que é necessário fazer um “pente fino” nos casos de corrupção, mas fez uma sugestão a Artur. “Acho que o sr. deveria convidar a sua base a fazer uma CPI do transporte, que também é um desrespeito com a população”, propôs.

Gostinho de quero mais, diz diretor-presidente da RCC

O diretor-presidente do Sistema A Crítica de Rádio e Televisão, Dissica Calderaro, avaliou como positivo o debate ocorrido neste domingo na TV A Crítica. “Estou muito feliz com o trabalho não só de hoje, mas que foi coroado hoje, com toda a abertura que foi dada em todos os veículos da Rede Calderaro para contribuir com a decisão do povo, com a decisão que esperamos que seja acertada para o futuro da nossa cidade a partir do dia 2 de outubro. Encerramos um ciclo e hoje esse debate pôde colaborar mais uma vez para que a população tome uma decisão correta para todos nós”, destaca Dissica.

O diretor da RCC disse que o debate deixou um gostinho de quero mais: “Foi um final de domingo muito feliz, e só fica essa tristeza de que talvez tenha sido até pouco tempo. Ficamos naquela expectativa de querer mais debate, mais propostas, mais sugestões, enfim, para que os candidatos pudessem discutir um pouco mais sobre a nossa cidade. Vamos aguardar. Eu agradeço a competente equipe e reconheço o trabalho de toda a Rede Calderaro que está junta durante esse período inteiro para colaborar e seguir com o que nosso fundador ensinou, que está dentro do nosso DNA, que é caminhar de mãos dadas com o povo”.

Principais frases da noite

“Sinto todos contra mim. Tenho um compromisso claro com a ética e nunca fui cliente da PF " - Artur Neto

“Eu vim aqui para discutir propostas e me deparei com um candidato desesperado, que está na lama e quer levar os outros. Eu não vou para lama” - Marcelo Ramos

“A gente fica angustiado ao andar pela cidade. O Artur continua sendo tatu, mas é tá tudo quebrado" - Henrique Oliveira

“As informações do transporte estão nas mãos dos empresários. Não há transparência e eu proponho uma auditoria. O passe livre é viável” - José Ricardo

“Essas pessoas que o sr. (Artur) citou eram seus aliados até semana passada" - Silas Câmara

“Sou o candidato para resgatar coisas boas como o Boi Manaus, a domingueira e o passe livre” - Serafim Corrêa

“Os políticos perderam a noção, até remédio estão desviando. O tempo do Artur já passou". Hissa Abrahão 

 

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