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'De Frente com a Realidade': Henrique Oliveira e a falta d'água

Dentro do quadro do Alô Amazonas, candidato a prefeito viveu um dia da rotina dos moradores do Armando Mendes 06/09/2016 às 17:02 - Atualizado em 08/09/2016 às 19:00
Paulo André Nunes Manaus (AM)

“Lata d’água na cabeça /Lá vai Maria, lá vai Maria / Sobe o morro e não se cansa / Pelo amor de uma criança / Lá vai Maria”. O candidato à prefeito de Manaus, Henrique Oliveira (SD), não carregou latas d’água na cabeça, como diz a letra da famosa marchinha de Carnaval, mas fez esforço, suou e sentiu na pele o que é a falta do mineral precioso no bairro Armando Mendes, Zona Leste da cidade. À convite da TV A CRÍTICA, ele participou da série “De Frente com a Realidade”, do programa Alô Amazonas, vivenciando com alguns dos comunitários daquele populoso bairro, as agruras de quem não tem o líquido em suas torneiras.

O morador Antônio Taveira foi o “anfitrião” para o candidato. Residente na rua Q do Armando Mendes, ele explicou para Henrique Oliveira que não recebe abastecimento regular de água há cerca de 2 meses. E que diariamente faz várias viagens até um poço artesiano localizado no bairro para não deixar faltar o líquido na sua casa. 

Após os apertos de mãos ocasionais na chegada de boa parte dos políticos que visitam o bairro nesta época, Henrique foi cumprimentado, também, ao receber dois latões de plástico vazios de água e o convite para abastecer junto com Taveira.     

“Dou nota 10 para essa iniciativa de trazer o candidato aqui porquê é bom eles sentirem na pele tudo o que nós passamos. Todos deveriam sair dos seus gabinetes, deixar de lero-lero na televisão e vir pra cá. Essa que é a realidade para sentir o drama e ver que estamos precisando de uma força”, contou ele, que já pagou contas mensais em torno de R$ 350 e que, agora mesmo sem água, desembolsa cerca de R$ 160. “Quando vamos reclamar (à Manaus Ambiental) eles sempre dizem que há uma coisa com defeito na Ponta do Ismael  

Revolta

"Se fosse apenas uma casa que estivessem sem água já seria motivo de revolta. O prefeito não é prefeito do Vieiralves, de Adrianópolis ou da Ponta Negra, mas principalmente onde existe a grande massa de contribuintes e cidadãos que é nos bairros periféricos. O prefeito precisa estar nas ruas e sentir na pele coisas como as que vocês viram aqui. Eu, como jornalista, senti isso na pele durante décadas da minha vida. Agora, quero chegar a prefeitura para reverter esse quadro porque quem decide a situação da água é o prefeito, é ele que dá as ordens, que põe a casa em ordem. Do jeito que está é a ‘casa da Mãe Joana’. Ninguém se entende. A Arsam puxa para um lado, a Manaus Ambiental para o outro. E quem sofre é quem está no meio, que é a população. Vamos dar um basta nisso de uma vez por todas porque eu quero ficar na política por vários anos, e a melhor propaganda, melhor comunicação que existe, é esse tipo de obra, pois ninguém esquece uma benfeitoria como essa que é trazer água para as casas das pessoas”, disse o candidato.

"A principal causa dessa falta d’água é que as pessoas ficam batendo cabeça. Não existe uma efetivação para quebrar essa caixa preta, como existe no transporte coletivo. O órgão concedente, que é a Prefeitura, e quem tem a concessão, que é Manaus Ambiental, e lá no transporte coletivo são as empresas de ônibus, o consórcio Transmanaus, eles puxam, esticam, e às veses na calada da noite se acertam. E quem sofre é o contribuinte, o usuário. O que eu acho é que precisamos fortalecer, ter um trânsito muito bom com o Judiciário, com o Ministério Público, porquê eles (empresas que têm as concessões de serviços públicos) só respeitam quando mexe no bolso deles", completou ele. 

Se eleito, Henrique diz que vai rever a concessão

Após a maratona  em busca de água, e de até lavar louça de uma moradora, Oliveira contou que, caso eleito, vai rever a concessão para a concesssionária de água. “Desde o primeiro dia eu já reveria esse contrato. Nós sabemos que não é quebrado um contrato já no primeiro dia, mas vamos sentar e ver como se tem comportado a concessionária, a Arsam, porquê não houve punições, quanto foi pago em multas e porquê o contrato não foi quebrado até hoje”.

Ele explicou que tem um projeto de cisternas caseiras aproveitando a captação de água das chuvas.

“Temos aqui um dos maiores índices pluviométricos do mundo. São seis meses de chuva. E é impossível que não aproveitemos essa água que cai todos os dias em Manaus. Tenho um projeto que é o de cisternas no fundo das casas. Essa água viria da captação das chuvas nessas cisternas. Você não teria que ir mais buscar água mineral (nos poços artesianos). Esse projeto será encaminhado para organizações internacionais, pois dinheiro tem, só falta gastar bem. Nós precisamos dar prioridade para algumas áreas e esquecer outras. Não podemos gastar R$ 250 milhões em comunicação por ano: é um absurdo. Temos que cuidar das pessoas. Depois que a cidade tiver com água, esgoto, asfalto, arborização, com transporte coletivo decente, aí a gente passa a se pensar  com outras coisas. Estamos regredindo, voltando no tempo para resolver problemas que já deveriam ter sido resolvido há décadas. Estamos pensando em quantidade de água, quando deveríamos pensar na qualidade dela”, disse Henrique Oliveira.

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