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SAÚDE

De Frente com a Realidade: José Ricardo acompanha rotina das UBS de Manaus

No quadro do Alô Amazonas, candidato do PT viu de perto o que a população precisa fazer para tentar garantir atendimento 01/09/2016 às 16:43
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José Ricardo foi à unidade Áugias Gadelha, localizada na Cidade Nova, Zona Norte / Foto: Winnetou Almeida
Geizyara Brandão Manaus (AM)

A capital amazonense conta com 226 pontos de atenção primária à Saúde. Mas quem busca encaminhamento para o atendimento especializado sofre com a demora para marcar consultas. Depois de cinco tentativas, a auxiliar de cozinha Marinete Almeida da Silva, 42, recorreu mais uma vez à Unidade Básica de Saúde (UBS) Áugias Gadelha, localizada na Cidade Nova, Zona Norte, antes que o período de férias terminasse.

Apesar de morar na Comunidade Nossa Senhora de Fátima, próximo de uma UBS, a auxiliar não pode ser atendida com a justificativa de que o serviço é somente para moradores da Cidade de Deus, Zona Leste.
Durante a série “De Frente com a Realidade”, o candidato pelo PT, José Ricardo Wendling, acompanhou a jornada da Marinete em busca de encaminhamento para o ortopedista, uma vez que ela sente forte incômodo em um dos pés. A primeira dificuldade já começa ao se descolar até a parada de ônibus. A auxiliar de cozinha precisa de uma longa caminhada e mais dois coletivos para chegar à UBS Áugias Gadelha.

A unidade da Cidade Nova está entre as dez que funcionam com o horário estendido de 7h às 21h, de segunda a sexta, e de 7h às 12h durante os sábados. Os pacientes podem dispor de serviços como: consultas médicas, vacinação, farmácia gratuita com administração de medicamentos, aferição de pressão, curativos, nebulização, atendimento e profilaxia da raiva humana, triagem neonatal, abordagem sindrômica das doenças sexualmente transmissíveis (DSTS), programa de automonitoramento, acompanhamento de programas de saúde e sociais.

Dificuldades

Mesmo com o horário estendido, várias pessoas madrugam na porta da UBS. É o caso da dona de casa Elizangêla de Miranda que estava tentando marcar pela segunda vez a consulta para o pediatra. Foi aconselhada pelos profissionais da UBS a comparecer pela parte da tarde durante a primeira vez, já que, teoricamente, as consultas são marcadas até as 16 horas, mas não conseguiu e teve que retornar na semana seguinte, pois a marcação de consultas é realizada apenas nas segundas-feiras. Desta vez chegou às 3h e foi a segunda da fila para marcar o atendimento.

A sexta da fila, a professora Suely Brandão chegou às 3h30 e já havia pessoas aguardando. Suely contou que a dificuldade aumenta quando se tem mais de um filho. “Se você tiver dois filhos, eles não te dão uma ficha para cada um. Funciona até as 16h, mas aí a fila fica uma imensidão, principalmente quem chega depois das 5 horas. Para ser logo atendida tem que chegar cedo”, evidenciou.

Laerte Oliveira Santos conseguiu a consulta para a filha com o pediatra e se revoltou com a situação da demora no atendimento. “Isso é uma falta de respeito com a sociedade. O governo deve olhar mais para a saúde. Uma coisa tão simples e não resolvem”, disse.

Dona Francisca Oliveira está há seis meses esperando para realizar os exames e poder ser encaminhada para médicos especialistas. Os testes dependem do Sistema Nacional de Regulação (Sisreg), que enquadra o DataSus, responsável pela marcação de  consultas e exames laboratoriais em todo o país. “A saúde está uma calamidade pública. Você morre e o exame não é marcado. Desde quando os exames começaram a ser marcados pelo sistema, piorou bastante a situação”, afirmou.

A auxiliar de cozinha, Marinete, ressaltou que o atendimento por parte dos profissionais que atendem na UBS precisa ser aperfeiçoado. “O atendimento tem que melhorar muito, a educação por parte dos funcionários principalmente, porque muitas vezes as pessoas são maltratadas. Tem que ter respeito pelas pessoas”.

Impacto

O prefeiturável afirmou ter se impressionado com os obstáculos que a população enfrenta para conseguir uma consulta médica ou um atendimento na unidade de saúde. “Nós temos em Manaus uma situação em que a rede de saúde básica não cobre toda a cidade. Mas a nossa proposta está exatamente aí. Nós temos que expandir a rede de atendimento básico, garantir que no próprio bairro, ou em um bairro próximo, haja alguma unidade, não precisando a pessoa se deslocar muito e fazendo o estudo da quantidade da população possa ter uma UBS funcionando”, explicou.

Atenção básica deve ser prioridade

Para José Ricardo Wendling (PT), a prioridade tem que ser a atenção básica na Saúde. Para ele, o caminho para isso é economizar em outras áreas, como publicidade, para que essa meta seja alcançada. “Manaus hoje está muito defasada. Nós temos que urgentemente começar um plano de expansão, de construção de UBS, de contratação de profissionais via concurso público e, logicamente fazer com que as pessoas saiam desse sufoco”, enfatizou o candidato.
“Talvez não se faça em uma gestão, mas tem que iniciar, porque nós estamos muito atrasados. A intenção é essa: o planejamento gradativo, ano a ano, de expansão do sistema de atenção básica”, completou Wendling.
Quanto ao sistema de marcação de consultas, o prefeiturável destacou que há a necessidade de ter uma transparência maior de todo o sistema, agilizar o atendimento e aperfeiçoar o SISREG.
De acordo com o candidato os Centros de Atenção Integral à Criança (CAIC) atendem, em média, aproximadamente 15 mil pessoas. Caso deixem de existir, esse quantitativo sobrecarregaria a rede municipal que não está preparada para receber essa parcela da população. 

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