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SOFRIMENTO

De Frente com a Realidade: Luiz Castro enfrenta o transporte coletivo de Manaus

Em gravação do quadro do programa 'Alô Amazonas', candidato da Rede acompanhou rotina de Jorgete Mendonça, moradora do Viver Melhor 31/08/2016 às 17:04 - Atualizado em 31/08/2016 às 17:33
Geizyara Brandão Manaus (AM)

A frota atual do sistema de transporte coletivo na cidade de Manaus conta com 1.507 veículos operantes. Para acompanhar a situação de quem depende dos coletivos para se locomover na capital, o candidato a prefeito da Rede Solidariedade, Luiz Castro, enfrentou o percurso do bairro Santa Etelvina até o Adrianópolis, passando pelo Terminal de Integração 01 (T1).

Ele acompanhou a auxiliar de serviços gerais, Jorgete Mendonça, que é moradora do Conjunto Habitacional Viver Melhor, localizado no bairro Santa Etelvina, Zona Norte da cidade. Para chegar ao local onde trabalha, Jorgete precisa acordar às 4 horas para pegar o primeiro ônibus. Castro foi o terceiro prefeiturável a  participar da série de reportagens chamada “De Frente com a Realidade”, do programa “Alô Amazonas” e se impressionou com as circunstâncias que a população passa diariamente.

“É muito triste você ver que um conjunto com mais de 50 mil habitantes, praticamente uma nova cidade, com o nome de Viver Melhor, tenha surgido há cerca de dois anos e meio e até hoje não tenha parada de ônibus para a população, pelo menos, esperar sob o abrigo do sol e da chuva”, afirmou Castro.

O candidato elencou os principais impactos diante da realidade do manauara. “O primeiro impacto é a lotação do ônibus ainda no Viver Melhor. Boa parte das pessoas que estão em pé estaria sentada se o ônibus tivesse um duplo assento; Segundo, as paradas. No Viver Melhor há muito poucas paradas de ônibus cobertas. Nós vivemos em um clima tropical equatorial; se nós pegarmos esse mesmo ônibus uma hora mais tarde, o percurso vai ser muito mais longo, mais difícil e muito mais lento”, disse.

Empresas

O prefeiturável ressalta que o cidadão é visto pelo empresário como apenas um número, um objeto de lucro. “Teríamos que ter muito mais ônibus no horário de pico para diminuir a superlotação. Como o sistema é controlado pelos empresários e não pela prefeitura, os empresários administram isso dentro do limite, ou seja, para eles quanto mais gente tiver no ônibus, mais lucro vai para eles. Não interessa dar conforto para os passageiros e ficam muitos ônibus parados nas garagens na hora que deveriam estar atendendo, principalmente no horário de pico”, enfatizou.

“Todas essas coisas mostram que ainda não houve vontade política e nem competência técnica para organizar a gestão do transporte coletivo, no sentido ético de ser um verdadeiro transporte público que trate os usuários como cidadão e não apenas como objeto de lucro”, completou Castro.

De acordo com o candidato, as empresas de ônibus em Manaus deveriam inserir uma linha que faça o percurso do Conjunto Habitacional Viver Melhor para a Bola do Coroado, ligando as Zonas Norte e Leste de Manaus. “É incompreensível que a prefeitura seja tão lenta, para não chamar de incompetente, que não tenha observado que criar essa linha é melhor para todo mundo. Não vai onerar as empresas, vai ser bom para os usuários, vai ser bom para o sistema”, ressaltou.

DIFICULDADES NO TRANSPORTE COLETIVO 

Jorgete Mendonça opta por não enfrentar o Terminal de Integração 3 (T3), diferente da  serviços gerais Elane Belém da Silva que revela a demora do ônibus tanto no conjunto quanto no terminal. “A única coisa que atrapalha mais no transporte público é a espera no T3. Ficamos mais de uma hora esperando”, destacou.

Para a estudante Audrey Beatriz a dificuldade é a lotação dos ônibus. “Acho que deveriam colocar de novo o articulado porque antes era bem melhor quando tinha, porque não vinha tão lotado”, sugeriu.

Jorgete contou que as condições dos ônibus são precárias e são raros os dias em que os coletivos estão em bom estado. “Tivemos sorte, é raro pegarmos um ônibus que nem aquele. São raros os que estão em boas condições de uso. Tem alguns que não tem nem onde segurar, outros faltam cadeira”. 

As propostas do plano de governo do candidato a prefeito para o transporte coletivo são: ampliar a integração temporal no sistema de transporte coletivo da capital amazonense, com redução no valor da passagem nos dias de domingo; envolver a população com políticas educacionais que valorizem e promovam a segurança do deslocamento a pé, de bicicleta e de ônibus; renovar a frota de ônibus; implantar o BRT, em parceria com a iniciativa privada; aperfeiçoar a faixa azul de forma que todos os ônibus trafeguem por uma única via.

“Não há um diálogo com a comunidade, a população não é ouvida e um sistema de transporte que não dialoga com a população não é verdadeiramente um sistema de transporte público. Ele pode ser coletivo, mas ele não ganhou a dimensão ética de transporte público”, assegurou Luiz Castro.

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