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DIFICULDADES

De Frente com a Realidade: Ramos acompanha a falta de transporte escolar

No quadro do 'Alô Amazonas', candidato fez o mesmo caminho que estudantes precisam percorrer até a escola 02/09/2016 às 17:55 - Atualizado em 02/09/2016 às 18:19
Geizyara Brandão Manaus (AM)

A dona de casa Ione Lima tem seis filhos, duas estudam na Escola Municipal Frei Mário Monacelli, no Jorge Teixeira, Zona Leste, a aproximadamente 2,5 quilômetros distante da casa ela, no ramal do Ipiranga. Elas percorrem o caminho todos os dias a pé, pois não existe transporte escolar, nem público que realize o percurso. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 9.133 pessoas moram na Zona Rural da capital amazonense. 

Dando sequência à série de reportagens  “De Frente com a Realidade”, produzido pelo programa Alô Amazonas, da TV A Crítica,  o candidato a prefeito da coligação “Mudança para Transformar”, Marcelo Ramos (PR), viu de perto a rotina de Ione para levar as filhas até a escola municipal. 

Às 06h15 ela  inicia o trajeto e revela que várias crianças  desistiram de estudar por conta da falta de  transporte no ramal.  “Quando é verão, elas vão e é até tranquilo. Mas na volta o sol é muito quente. Quando chove elas faltam aula porque o ramal fica cheio de lama”, contou.

O agricultor Antonio de Brito Carvalho, que também mora no Ramal do Ipiranga, leva a neta para a creche de motocicleta, porém relatou que quando chove a criança falta ou a leva carregada no colo.

Produção Agrícola

Além da falta do transporte para os alunos, o agricultor Raimundo Lima enfatizou que a falta de pavimentação das ruas também impede o escoamento da produção agrícola produzida pela maioria dos moradores. “Nós tiramos uma grande produção de alface e cheiro verde. Quando chove não tem como entrar no ramal de moto, nossa alegria é só no verão. Quando começa o inverno é a nossa tristeza, porque nós temos que carregar a produção no ombro porque não tem condições de entrar veículos no ramal”, explicou.

Segurança

A segurança é outro fator preocupante apontado pela dona de casa Ione, como consequência da falta de transporte. “Tenho medo porque muitas vezes elas têm que ir sozinhas, quando não o pai delas não pode ir deixar ou eu também não posso”, revelou a dona de casa.

Chegando à escola, depois quase uma hora de caminhada, Ione recebeu a notícia que só teria aula para uma de suas filhas e teve que retornar para casa com a menor delas. As mães e demais responsáveis de alunos, que receberam a mesma notícia da falta de professor, reclamaram que a situação é frequente. Segundo elas, há um revezamento de salas que ficam sem professores.

Números

De acordo com a Secretaria Municipal de Educação (Semed), a rede municipal possui 492 escolas, sendo que 87 delas estão situadas na Zona Rural.

Ao todo, são 232 mil alunos da educação infantil ao ensino fundamental. No caso dos alunos da Zona Rural, o município fornece o transporte escolar - ônibus e embarcações -, mas o Ramal do Ipiranga não é atendido por estar em área urbana. Sendo assim, deveria ser atendido por transporte público.

‘Nenhuma criança ficará sem aula’, diz Marcelo

O candidato Marcelo Ramos (PR) assegurou que o compromisso primordial dele é  que nenhuma criança ficará sem aula. “Minha impressão é de que tem muito por fazer. A prefeitura não pode deixar  crianças sem aulas, caso o professor venha a faltar, a prefeitura precisa garantir atividades  parapedagógicas, atividades extracurriculares para que ela  permaneça na escola”, avaliou.
Ramos explicou que fará um programa  chamado “Tempo de Aprender”, no qual as crianças que estudam no turno matutino façam aulas de violão, reforço escolar, inglês pela parte da tarde com o objetivo de dar segurança aos pais durante o trabalho.
Quanto ao transporte escolar, Marcelo destacou que a regra básica é que as crianças estudem em escolas próximas das residências. “A lógica das escolas municipais são as escolas próximas das casas dos alunos para que o aluno não precise de transporte. Mas existem algumas situações excepcionais. A prefeitura precisa identificar essas situações excepcionais e fazer um sistema de transporte escolar. A regra é: nenhuma criança pode ficar sem estudar”, disse.
Diante da realidade ‘vivida na pele’ as propostas do candidato são: aproximar as escolas das crianças para que elas não precisem de transporte público; nas situações excepcionais, criar uma rede de transporte escolar para garantir o deslocamento de crianças, principalmente as que moram em ramais; e construir mais escolas. 
 

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