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Eleições
Eleições municipais

Dos 41 vereadores com mandato na CMM, apenas um não concorre à reeleição

Quase todos os vereadores de Manaus estão na disputa pela reeleição para manter a atuação parlamentar, além dos R$ 89 mil que recebem por mês, incluindo R$ 15 mil de salário médio e R$ 14 mil de verba indenizatória 21/08/2016 às 13:32 - Atualizado em 22/08/2016 às 10:34
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Parlamentares eleitores em 2013 realizam a tarefa - nem sempre fácil - de listar seus feitos em quase quatro anos de mandato para prestar contas a seus eleitores na campanha em andamento. Foto: Arquivo AC/Antonio Lima
Lucas Jardim Manaus (AM)

Nas eleições municipais deste ano, 40 dos 41 vereadores de Manaus buscam continuar com suas cadeiras no Parlamento local no quadriênio 2017-2020. Apenas o vereador Ednailson Rozenha (PSDB), que exerce seu primeiro mandato e já foi vice-líder do prefeito Arthur Neto (PSDB), não deseja se reeleger.

A despeito de constantes reclamações orçamentárias e do momento de crise política que o País vive, esse número representa um aumento, se comparado aos vereadores que buscaram a reeleição no pleito de 2012. Naquele ano, dos então 38 vereadores da cidade (três foram acrescidos em 2013), somente cinco não desejavam seguir sua carreira na Câmara Municipal de Manaus (CMM).

Para os que se lançam ao desafio este ano, o discurso é a continuidade dos trabalhos, com os parlamentares buscando dialogar ainda mais com seus segmentos eleitorais mais próximos.

O atual presidente da Casa, Wilker Barreto (PHS), foi enfático nas chances da sua sigla emplacar várias cadeiras no pleito e disse que espera continuar a discutir os problemas da cidade “de forma clara e altiva”.

“Como legislador, tive a oportunidade de contribuir com vários projetos importantes, como o Habite-Se Simplificado, uma lei que melhorará a política habitacional para várias famílias de Manaus. Se reeleito, quero discutir mobilidade urbana, combater cobranças de estacionamento que vejo como indevidas e ajudar, de maneira geral, o Executivo a fazer o melhor para a cidade”, disse o presidente.

Já a Prof. Therezinha Ruiz (DEM), que costuma mobilizar os profissionais da educação, destacou a diferença da campanha deste ano, por conta do tempo reduzido, e disse que espera continuar na CMM para prosseguir o acompanhamento da questão das creches municipais, bem como do plano de cargos, carreiras e salários dos professores.

“Temos desempenhado um trabalho importante na educação e gostaria de, se reeleita, lutar pela criação de Centros de Educação Especial nas Zonas Norte e Leste. O único que existe em Manaus, na Zona Centro-Sul, foi criação minha quando fui secretária municipal de Saúde”, declarou a vereadora.

Marcel Alexandre (PMDB), que mobiliza o segmento cristão evangélico, definiu-se como um representante de “políticas voltadas para a família”, as quais considera seu carro-chefe enquanto legislador e em cima das quais pretende calcar o seu trabalho na próxima legislatura, caso obtenha êxito nas urnas.

“Represento uma política com uma lógica cristã, pois uma sociedade, como a de Manaus, com 83% de cristãos, não pode ter a laicidade usada para proibir uma das expressões mais fortes do seu povo, que é a sua fé. Além disso, como as igrejas são alguns dos entes que mais fazem ações sociais, também busco uma política que vá nessa direção”, comentou.

Álvaro Campelo (PP), falando sobre este ano, viu as mudanças trazidas pela minirreforma eleitoral como benéficas à equidade entre candidatos e reforçou seu trabalho junto a frentes de defesa de direitos do consumidor.

“Tivemos grandes lutas, como quando houve o aumento da tarifa de energia elétrica ou na ocasião das bandeiras tarifárias. Na época, graças a Deus, conseguimos a vitória e as bandeiras não foram implementadas. Além disso, tivemos a luta contra o aumento dos combustíveis. Hoje, já vemos preços menores, então isso prova que as nossas ações deram resultado”, ressaltou o parlamentar.

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