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Eleições
CRÍTICAS E CIDADANIA

Eleitores formam fila cedo e criticam obrigatoriedade do voto

Muitos chegaram até mesmo antes das 7h na Escola Estadual Santana, na avenida André Araújo, para cumprir a obrigação e seguir para o trabalho no domingo 02/10/2016 às 08:03 - Atualizado em 02/10/2016 às 08:12
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Fila ficou maior pouco antes das 8h na Escola Estadual Santana; em outros bairros, muitos eleitores chegaram antes dos portões abrirem (Foto: Nickson Maciel)
Paulo André Nunes Manaus (AM)

Muitos eleitores formaram filas desde o início da manhã para votar mais cedo e cumprir com o seu compromisso cívico. Alguns deles fizeram isso tendo em vista compromissos de trabalho.

É o caso do guarda municipal Raimundo Ferreira de Moraes, 62, que chegou ao portal da Escola Estadual Santana, na avenida André Araújo, Aleixo, por volta de 6h30, 1h30antes do começo da votação em todo o País. Ele conta que frequentemente, em dias de eleições, sempre gosta de chegar antecipadamente. Desta vez, a necessidade era porquê ainda teria que trabalhar. “Vou votar e logo em seguida ir para casa, aqui mesmo no Aleixo, e rumar para o trabalho. Hoje vamos até umas 19h”, explicou ele, que estava sozinho na fila que, aquele momento, já tinha cerca de 30 pesssoas aguardando.

Para ele, votar não é um ato de democracia “pois é obrigatório”. “Não deveríamos ser obrigados a votar, por isso que muitos anulam seu voto. Mas estou aqui na tentativa de buscar um Brasil melhor para todos”, comentou o guarda municipal.

A cozinheira Clemência Garcia, 54, estava atrás dele, mas curiosamente havia chegado às 6h, e só não foi a primeira da fila porquê disse que ficou fazendo “outras coisas”. “Fiquei ‘enrolando’ por aqui antes de entrar de vez na fila”, brincou ela, moradora de Petrópolis, próximo à escola Santana.

Assim como Raimundo de Moraes, Clemência disse que logo após a votação iria trabalhar. “Antes eu votava mais cedo. Hoje por conta do serviço vou mais cedo. Daqui sigo direto pro terminal de ônibus do T5 e de lá pegar o 080 para o restaurante que eu trabalho no Armando Mendes. Acho que consigo chegar lá umas 9h e fico até umas 15h”, destaca a cozinheira, que também não concorda com o voto obrigatório. “Representa muito pra mim esta votação , mas sem ter essa obrigatoriedade”, comenta a moradora do Petrópolis.

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