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Eleições
tática da desconstrução

Em debate, Artur e Marcelo preferem atacar e pouco aprofundam propostas para Manaus

Debate realizado na TV A Crítica, na noite deste domingo, colocou os candidatos do segundo turno frente a frente a uma semana das eleições 24/10/2016 às 00:26
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Debate foi mediado pela jornalista da TV A Crítica Daniela Assayag e foi dividido em três blocos (Foto: Clóvis Miranda)
Janaína Andrade Manaus (AM)

Entre lampejos de propostas para a cidade e ataques mútuos, Artur Neto (PSDB) e Marcelo Ramos (PR) usaram o espaço do debate da TV A Crítica deste domingo para seguir com a linha de desconstrução da candidatura adversária que vem marcando o horário eleitoral gratuito. Para o prefeito, falta humildade do candidato do PR para reconhecer os avanços da administração tucana. Marcelo sustentou que um prefeito que disputa a reeleição não pode se esquivar de ter a administração avaliada.

No primeiro bloco, Marcelo iniciou questionando o candidato tucano referente às propostas para a área de acessibilidade para deficientes. “Manaus tem 25% de pessoas com deficiência, se ele (Artur) não tem nada para dizer eu tenho. Vamos garantir que as pessoas com deficiência tenham como se deslocar, construir áreas de lazer adaptadas, entre outros”, disse Marcelo.

Em seguida Artur questionou quais propostas Marcelo Ramos tem para o transporte público, afirmando que seu oponente quando foi presidente do Instituto Municipal de Transportes Urbanos (IMTU), “maquiou ônibus”. 
“Quem esta cansado de delírios são os eleitores. Na minha gestão foram feitos 100 abrigos de ônibus por R$9 mil, cada. O senhor fez no valor de R$ 26 mil reais cada abrigo. A administração atual tem vários secretários com as contas reprovadas pelo TCE, as minhas foram aprovadas por unanimidade. Não é experiente quem em um dia decide fazer faixa azul e no dia seguinte volta atrás e desfaz”, declarou.

O prefeito rebateu dizendo que “é experiente e democrata, quem ouve”. “O nosso projeto para o transporte é o BRT, que está em tratativas avançadas com o Governo Federal. Nós queremos que se transplante o sistema esgotado que aí esta, para um sistema avançado. E claro que na vida do outro candidato não existe crise”, afirmou Artur.

Para Marcelo a proposta de implantação do BRT já foi feita na campanha de 2012 por Artur Neto e não saiu do papel. “Ele em 2012 disse que tinha dinheiro, que ia conseguir com o Governo Federal e não entregou um metro de BRT. Não dá para ser prefeito alguém que não prestou contas, que não realizou promessas passadas. 

No segundo bloco, temas como saúde, previdência social, segurança pública e até a promessa, de acordo com Marcelo Ramos, não cumprida por seu oponente em demitir o titular da Semsa, Homero de Miranda Leão, caso ficasse comprovado à existência de contratos assinados entre a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) e empresas investigadas pela operação Maus Caminhos, da Polícia Federal, durante a gestão de Homero.
“Você perdeu a moral quando prometeu demitir o secretário (Homero) e não o fez. E quando foi ameaçado pelo secretário virou um gatinho angorá. A Maus Caminhos está dentro da Prefeitura, Artur”, censurou Marcelo.

O candidato tucano refutou a declaração de Marcelo, justificando que não demitiu Homero porque avaliou os fatos e não detectou ilegalidades. “O candidato parece que volta e meia retorno para sua personalidade. Não sou gatinho, ele sabe muito bem disso. Eu trabalho com os pés no chão. E dia 30 acabam as mentiras e vai aparecer quem a PF quer ver preso”, retirou Artur.

No último bloco, Marcelo acusou Artur Neto de não responder aos questionamentos e que “a verdade é uma arma poderosa e ela sempre prevalece”. “Você se julga experiente e isso lhe cega. Lhe cega porque o senhor não tem humildade”, disse. 

Artur devolveu o insulto alegando que Marcelo Ramos “fala em humildade, mas não transmite isso”.

Nas considerações finais, Marcelo afirmou que “o medo não vence a esperança, a mentira não vence a verdade”.  “A nossa gente não é uma gente que se acovarda diante do uso da máquina pública. Agora é um novo tempo”. Artur falou que sendo reeleito não terá nada contra Ramos e que estará aposto para ouvir sugestões ao governo. “Humildade verdadeira é isso. Manaus sabe que eu a amo”.

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