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MPE-AM já pediu a impugnação de 320 candidaturas no Amazonas, diz procurador

Segundo o coordenador do CAO Eleitoral, procurador Públio Caio, o principal motivo para as ações foi alguma reprovação de contas no TCE-AM anterior ao pleito 30/08/2016 às 11:10 - Atualizado em 30/08/2016 às 14:03
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Segundo o coordenador do CAO Eleitoral, procurador Públio Caio, o órgão ainda precisa fechar os dados de 10 cidades no interior do Estado (Foto: Raphael Alves/TJAM)
Lucas Jardim Manaus (AM)

Na manhã desta terça-feira (30), o coordenador do Centro de Apoio Operacional às Promotorias Eleitorais (CAO Eleitoral), procurador Públio Caio, informou que 320 candidaturas já foram alvo de pedidos de impugnação por parte do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM) no pleito deste ano do Amazonas.

Segundo Público, desses 320 pedidos, 122 se referem a candidaturas na capital e 198 a candidaturas no interior. "Vale ressaltar que esse número são dos pedidos em que o Ministério foi autor. Os pedidos feitos por terceiros, como outros candidatos, ainda precisarão ser contabilizados", disse.

O principal motivo para as ações, segundo o procurador, foi alguma reprovação de contas no Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) anterior ao pleito. "O Supremo Tribunal Eleitoral não permite mais que isso torne prefeitos e ex-prefeitos inelegíveis, mas a regra ainda vale para outros gestores", afirmou.

Aplicativo

Durante a coletiva de imprensa que informou o balanço das ações do CAO Eleitoral, Rodrigo Camelo, secretário de tecnologia do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), informou que 70 denúncias de todo o Estado oriundas do aplicativo Pardal, ferramenta nacional que permite aos eleitores repassarem informações sobre irregularidades eleitorais aos órgãos competentes, já foram encaminhadas ao MPE-AM em apenas um dia de acesso dos promotores. Lançado no Amazonas pela Justiça Eleitoral na última quarta-feira (24), o aplicativo está disponível tanto na internet quanto em versões móveis para Android e iOS.

Segundo o Pardal já conta com participação efetiva dos eleitores do interior. "É interessante notar que apesar de várias cidades interioranas não terem internet muito boa, nós estamos recebendo denúncias delas", explicou.

Ele ressaltou que, apesar da necessidade de que todas as denúncias sejam identificadas, o denunciante sempre poderá requerer o sigilo dos seus dados. "Além disso, todas as denúncias deverão conter alguma prova em áudio, vídeo ou foto. Não serão aceitas denúncias apenas textuais", concluiu o secretário.

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