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Eleições 2016

Eterno candidato do PSTU, Herbert Amazonas está de fora da campanha deste ano

Sindicalista diz que está decepcionado com o eleitorado por conta da baixa votação que recebeu nas oito disputas majoritárias que participou para a prefeitura de Manaus e governo do Estado 12/06/2016 às 15:27 - Atualizado em 28/07/2016 às 18:59
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Servidor dos Correios, Herbert Amazonas, iniciou sua tragetória de candidato majoritário em 1998 quando concorreu ao governo do Amazonas e obteve 6.380 votos
Aristide Furtado Manaus (AM)

Depois de disputar oito eleições majoritárias, sendo três  para prefeito de Manaus e cinco para governador, o servidor público Herbert Amazonas (PSTU)   ficará de fora da campanha eleitoral deste ano.  “Estou um pouco decepcionado. Somos quase 2 milhoes de votos. Só temos cinco mil pessoas contra a bandalheira, a corrupção? É essa a classe trabalhadora do nosso Estado?” desabafou o sindicalista.

Um dos representantes da extrema esquerda no Estado, o funcionário dos Correios ficou conhecido nos debates eleitorais na TV, ao lado do candidato do PCB, Luiz Navarro,  pelas críticas aos políticos oriundos da escola criada pelos ex-governadores Gilberto Mestrinho e Amazonino Mendes que comandam o Amazonas há 33 anos.

“Estou meio afastado do partido. Além do problema de saúde, estava fazendo uma avaliação das últimas campanhas. São mais de 2 milhões de eleitores. Ninguém atacava esse grupo que governa o Amazonas. Eu  denunciava, mostrava o governo, a maneira como eles governa. E quando abre a urna um  milhão de votas para Omar, Melo, Braga.  E abri para mim,  4 mil a 5 mil votos. É uma absurdo”, ponderou o sindicalista.

Os números expressam o tamanho do desapontamento do ex-candidato do PSTU com o eleitorado. Em 1998, quando concorreu pela primeira vez ao Governo obteve apenas 6.380 votos. Dois anos depois ficou com o sexto lugar na eleição para prefeito com  1.151 votos. Em 2002, registrou o último lugar na votação para governador, com 2.202 votos. Ocupou a mesma colocação na disputa de 2004 para prefeitura da capital.

Entre os sete candidatos que concorreram ao governo  em 2006, Herbert Amazonas, no primeiro turno, só ficou à frente de José Sobrinho do PCO. Conseguiu 6.195 votos. Em 2008 não se candidatou. Voltou à campanha em 2010 tendo recebido 4.328 votos, o que colocou como o penúltimo lugar. Em 2012, dos nove candidatos que tentavam chegar ao comando do município, obteve a mais baixa votação: 2.076 votos. Na eleição de 2014, o líder do PSTU recebeu 4.897 votos, uma posição adiante do último colocado, Luiz Navarro do PCB que ficou com 4.196 votos.


“Aí está um monte de corrupção. Denúncia de envolvimento da cúpula da policia na eleição do governador. Se você pegar os programas eleitorais passados, tudo isso a gente dizia. A  população tem que ter mais critérios para votar. Deixar o jeitinho brasileiro de dar o voto por uma dentadura e óculos. Depois a gente sofre as consequências.   Na minha candidatura falei do superfaturamento da ponte, fizemos ato público contra os jogos da Copa, do desvio de dinheiro. E agora a Globo mostra e todo mundo fica abismado. Não tem que ficar abismado. Há muito tempo isso acontece. Pega os programas antigos do PSTU”, ressaltou.

Frente de esquerda

 

Questionado sobre a disputa eleitoral deste ano, Herbert Amazonas criticou a proposta do pré-candidato a prefeito pelo PCdoB Eron Bezerra de formar uma frente ampla de esquerda. “Se o Psol e o PCB entrarem numa frente dessa estão perdidos.  É a turma que estava governando o País,  que cortou direitos, se envolveu na corrupção, que fez  falcatrua. Agora que depois que foram expulsos do governo querem propor uma frente.  Se o psol e PCB fizerem isso é  uma vergonha. E a Rede é um  partido fabricado da burguesia. Não tem nada a ver com a esquerda. Quem patrocinou a  campanha de Marina? Isso é esquerda? Só se for na cabeça do Eron”, disse.

“Estou vendo os caras falando em Hissa Abrão e Marcelo Ramos. Falam do novo na política. É um absurdo. Por quantos partidos Marcelo  passou? Hoje está no  do Alfredo Nascimento, partido envolvido em corrupção, na Lava Jato,  apoiou o governo Dilma. O Hissa não tem nem compromisso com o  partido dele. Fecha um acordo e depois faz outro. É uma imoralidade para um  parlamentar. Não estou dizendo se está certo ou errado (voto no impeachment contrário à orientação do PDT). É que o partido dele tinha uma deliberação. Um camarada que não respeita o grupo político a que pertence vai respeitar a população?”, enfatizou.  

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