Domingo, 26 de Maio de 2019
pré-campanha

Foi dada a largada na corrida pela Prefeitura de Manaus

 Postulantes ao cargo de prefeito de Manaus ensaiam os primeiros passos para dar início à campanha sem perda de tempo 



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Dada a largada para as eleições de 2016
04/01/2016 às 10:27

Dada a largada para as eleições de 2016, onde está em jogo a administração de R$ 4,1 bilhões, somente no primeiro ano de mandato, pelo menos 13 postulantes ao cargo de prefeito de Manaus despontam no cenário político-eleitoral e, em sua maioria, já ensaiam os primeiros passos para a campanha. Entre os que figuram como pretensos candidatos há aqueles que já estabeleceram agendas de reuniões internas, campanhas de filiações, conversas com outras siglas na busca de alianças e até mesmo os que argumentam estarem empenhados em seus mandatos e que qualquer especulação sobre as eleições é prematura.

Dos cotados para o cargo de prefeito, cinco não possuem mandato: Marcelo Ramos (PR); Chico Preto (PMN); Rebeca Garcia (PP); Luis Navarro (PCD); Herbert Amazonas (PSTU). O restante, oito, estão com mandatos: Luiz Castro (Rede); Vanessa Grazziotin (PCdoB); Serafim Correa (PSB); Marcos Rotta (PMDB); José Ricardo; Hissa Abrahão (PPS); Henrique Oliveira (SDD); Luis Navarro (PCD); Herbert Amazonas (PSTU) e o atual chefe do Executivo municipal, Artur Neto (PSDB).

Recém filiado ao partido de Marina Silva - Rede Sustentabilidade, o deputado estadual Luiz Castro definiu como “desafiadora” a missão de concorrer à Prefeitura de Manaus. “No sábado já nos reunimos com a nossa equipe de comunicação para verificar a questão da inserção na TV e, nesta semana, irei ter uma reunião com toda equipe de campanha para tratar do planejamento, principalmente do programa de governo”, disse.

O deputado José Ricardo, do PT, figura na lista de pretensos camdidatos. “Também é cotado o Sinésio, o Praciano. Mas vamos dar continuidade às audiências que temos feito sobre temas como educação, saúde, políticas para a juventude, mobilidade, saneamento”, disse o deputado.

Já a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB), que em 2012 ficou em 2° lugar na eleição para a Prefeitura, contou que no PCdoB há uma lista de candidatos, que vai desde Yan Evanovick, que desponta na política, passando pela deputada Alessandra Campêlo, por Eron Bezerra e por ela.

“É claro que a nossa intenção é lançar candidatura própria. Mas também mantemos o diálogo com outros partidos, como o PT, PDT. A definição de quem será o nome do PCdoB dependerá desse diálogo, pois teremos uma eleição bem diferente, pois não existirá financiamento empresarial”, falou Vanessa.

Ex-PSB e agora filiado ao PR, o ex-deputado, Marcelo Ramos, já é candidato declarado da sigla, e afirmou que manterá a estratégia de ter uma reunião de dia com comitê de campanha e outra a noite em bairros.

Carregando em seu currículo um mandato de prefeito, o hoje deputado estadual Serafim Correa (PSB) é do time de pretensos candidatos que não querem “antecipar o debate”. “Ainda não batemos o martelo. Mas a nível Brasil, o PSB tem a mesma estratégia, que é de realizar seminários, cursos para os candidatos, mas por enquanto não há campanha, não há nome definido”, garantiu. O mesmo discurso é adotado por Hissa Abrahão (PPS). “Não pretendo ser candidato. Tenho agenda do mandato e do PPS. Sou o presidente municipal, quem decide não é a nossa vontade e sim a vontade da maioria do coletivo”.

Rebeca Garcia (PP), que em 2012, às vésperas da convenção partidária, desistiu de concorrer à Prefeitura, afirmou que, agora, não tem a pretensão de concorrer uma vez que é a atual superintendente da Zona Franca de Manaus.

“Se por um acaso até o prazo que é determinado pelo TSE, que é final de março, a presidente Dilma entender que deve mudar a Superintendência seja por qual motivo for e eu não estiver mais como superintendente, esse é o único cenário que me colocaria nessa disputa”, disse Rebeca.

A reportagem tentou entrar em contato com Herbert Amazonas (PSTU) pelo telefone 982xxxx94, e com Luis Navarro (PCD) pelos telefones 982xxxx03 e 991xxxx94, mas não foi atendida.

Conversas com partidos

Figurando nos bastidores como possível candidato que deverá ser apoiado pelo ministro Eduardo Braga (PMDB), o deputado federal Marcos Rotta contou que já teve uma conversa com o político antes do recesso.

“Não discutimos nomes, foi mais a respeito do cenário. Meu nome está circulando bem. Sou o segundo colocado em todas as pesquisas, o que é motivo de orgulho, mas isso de forma alguma me envaidece. Eu sempre fui muito obediente, e essa decisão com certeza vai passar pela executiva nacional do partido”, afirmou.

Já o ex-deputado Chico Preto é candidato confirmado do PMN. “Temos dialogado com a Rede Sustentabilidade (Rede), que tem entre os seus nomes em Manaus o deputado estadual Luiz Castro, o PSB e o PPL. Buscamos participar de um arco que traga consigo a coerência na proa desta jornada”, declarou.

Análise: Afrânio Soares, Analista Político

‘Haverá segundo turno’

“Os candidatos têm que mostrar, principalmente, o que tem feito em prol da sociedade, porque nós temos candidatos que são deputados federais. Não é suficiente só dizer que é um nome alternativo, ou um novo nome. A população precisa entender em quem está votando e quais os benefícios de uma eventual vitória. Esse é o voto consciente, mas também existe o voto por opção, paixão, o voto porque gosta da pessoa, o que fragmenta aí os eleitores em um número muito grande de opções. Todo político que está no poder sofre algum desgaste durante o mandato, a população espera obras grandes e ainda não apareceram na gestão do prefeito Artur Neto, mas ele é bastante inteligente, pois vem fazendo uma série de pequenos lançamentos que tem dado uma visibilidade maior até do que o esperado. O Artur aparece ainda na frente das pesquisas, enquanto os seus adversários é que não estão tendo, até o momento, um peso suficiente para derrotá-lo. Mas esta vai ser uma eleição em dois turnos, o problema maior seria ganhar no segundo turno, que vai existir com quase absoluta certeza. A crise econômica é algo que diz respeito ao governo federal, não necessariamente ao governo municipal, acho até que o Artur Neto vai tirar proveito dessa questão, uma vez que ele é oposição ao governo Dilma”.

Blog: Henrique Oliveira, Pré-candidato a prefeito e vice-governador do AM

“Estamos preparadíssimos para a campanha. O SDD, partido o qual presido, está firme e forte no objetivo de formar quadros, atendendo a um chamamento do presidente nacional da sigla, Paulinho da Força, de que a gente busque o maior número de candidaturas. O desafio que foi lançado por ele a mim é de que a gente saísse candidato a prefeito em Manaus e vamos buscar partidos políticos envolvidos com a nossa causa, consequentemente com tempo de televisão. Existem partidos que já estão a reboque das candidaturas majoritárias, como o Pros, PSD, mas existe muito descontentamento em partidos que estão indecisos e que orbitam em cima de uma possibilidade de renovação. Vamos conversar muito, investir muito tempo na questão de convencimento de que nós somos uma opção viável para a sucessão municipal. Não tem como me amedrontarem dizendo que não terei coragem de sair candidato a prefeito. Sou independente, sou um ser político e vivo da política. E se eu tive coragem de entrar numa candidatura que nascia com apenas 3% de aprovação, correndo o risco de perder uma candidatura mais ou menos certa para deputado federal, por que não assumir agora a possibilidade de ser candidato a prefeitura sem perder o mandato de vice-governador? Só existe uma forma de você traçar projeto político, que é conversando com o povo”.

Artur evita falar em reeleição

Atual prefeito de Manaus, Artur Neto (PSDB), sempre que é questionado se pretende ou não concorrer à reeleição, afirma que é cedo para falar de política. O tucano foi eleito em 2012 com 65,95% dos votos válidos, derrotando sua opositora, a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB).

“Eu não vou falar sobre política. Seria de uma profunda irresponsabilidade da minha parte se em meio a essa crise que se enfrenta no País eu estar agora falando de política. Há momento para tudo e esse não é o momento para se discutir política”, disse o prefeito.

Em coletiva onde sancionou o Plano de Mobilidade Urbana, Artur Neto chegou a adiantar que pretende tirar dez dias de férias para “reabastecer as energias”.

“Estou planejando meu ano pensando em garantir o pagamento de pessoal, em conseguir recursos para investir na cidade e vou descansar um pouquinho nesse início de ano, reabastecer as energias, pois nunca pensei que fôssemos ter um ano ao ponto de chegar ao mês de dezembro realmente refletindo. Sei que 2016 vai ser mais grave ainda, mas pretendo manter a prefeitura equilibrada”, declarou o prefeito.

Números na web

 Em 2012, conforme o DivulgaCand (Divulgação de Registro de Candidaturas) do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na eleição para a Prefeitura de Manaus concorreram nove candidatos - Artur Neto (PSDB); Herbert Amazonas (PSTU); Jeronimo Maranhão (PMN); Henrique Oliveira, hoje Solidariedade (SDD), concorreu pelo Partido da República (PR), de Alfredo Nascimento; Luis Navarro (PCB); Pauderney Avelino (Democratas - DEM); Sabino Castelo Branco (PTB); Serafim Correa (PSB), Vanessa Grazziotin (PCdoB). Já para o cargo de vereador, segundo o DivulgaCand 2012 - http://divulgacand2012.tse.jus.br/ - foram 911 candidatos para 41 vagas na Câmara Municipal de Manaus (CMM).

 


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