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Eleições
QUESTÃO CENTRAL

Impeachment de Dilma define PC do B neutro no segundo turno em Manaus

Yann Evanovick, candidato a vice, disse que chapas de Artur Neto e Marcelo Ramos contam com partidos que "apoiaram o golpe" 10/10/2016 às 19:19 - Atualizado em 10/10/2016 às 19:56
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Reunião que definiu posicionamento do partido encerrou no início da noite de hoje (Foto: Divulgação)
Janaína Andrade Manaus (AM)

O PCdoB, comandado no Amazonas pela senadora Vanessa Grazziotin e Eron Bezerra, anunciou que não irá apoiar nenhum dos dois candidatos que chegaram ao segundo turno, que são Artur Neto (PSDB) e Marcelo Ramos (PR).
Yann Evanovick, do PCdoB, foi vice na chapa de José Ricardo (PT), no primeiro turno. A dupla foi a quarta mais votada, obtendo 113. 939 mil votos,  ou 10,99%.

“Nós discutimos e dialogamos com o conjunto da nossa base e houve o entendimento que é injustificável o apoio a um dos dois candidatos dada a situação nacional. Nas duas coligações tem políticos que apoiaram o golpe, apoiaram o impeachment da presidente Dilma. Essa é a questão central. Nós não conseguimos enxergar nas duas coligações o que as diferencia e o que poderia vir a justificar um apoio do PCdoB. Esse é o grupo que governa o Amazonas há 30 anos e que conseguiu chegar ao 2° turno”, disse Yann.

O cabeça da chapa PT-PCdoB, deputado José Ricardo (PT), já havia anunciado no dia 4 deste mês, que não apoiaria nenhum candidato no 2º turno. Entretanto no dia seguinte, o aliado do senador Eduardo Braga (PMDB) na eleição de 2014, que este ano apoia o candidato a reeleição Artur Neto (PSDB), ex-deputado deputado federal Francisco Praciano (PT) gravou um vídeo em apoio à candidatura de Marcelo Ramos (PR) e Josué Neto (PSD) à Prefeitura de Manaus.

Na resolução aprovada agora a noite pelo PCdoB foi inclusa a proibição de que membros da sigla declarem publicamente apoio a um dos dois candidatos. “Ficou proibido que qualquer militante se incorpore a um dos dois, tornando isso público ou entrando em campo. A nossa posição é de que cada um votará com a sua consciência, mas nenhum militante poderá divulgar isso”, declarou Yann.

Participaram da reunião no comitê central do PCdoB, localizado na rua Luiz Antony, 1042, Centro de Manaus, o presidente estadual do PCdoB, Eron Bezerra e o presidente municipal do PCdoB, Antônio Levino. 

Dos 34 partidos brasileiros aptos a concorrer nesta eleição, de acordo com a Justiça Eleitoral, o PCdoB possui a maior fatia em número de filiados no Amazonas - 20.583.

Carta do PC do B

As comissões política do Comitê Estadual e do Comitê Municipal de Manaus, em reunião conjunta realizada no dia 11 do presente, apreciaram o resultado das eleições do 1º turno e decidiram emitir seu posicionamento sobre a disputa em 2º turno.
 
As eleições em Manaus transcorreram sob absoluto controle das forças políticas conservadoras, como de resto em todo o país, com as exceções de praxe que a história sempre nos reserva.
 
Da parte do PCdoB nos empenhamos, inclusive abrindo mão da candidatura majoritária própria, para juntar todas as forças progressistas, mesmo reconhecendo as limitações ideológicas e idiossincrasias das diversas organizações que atuam nesse campo.
 
Lamentavelmente só conseguimos juntar PT e PCdoB, chapa foi liderada por José Ricardo (PT) e Yann Evanovick (PCdoB), cuja expressiva votação indica que havia reais possibilidades de uma disputa em 2º turno se todas as forças progressistas estivessem coesas.
 
Houve um rigoroso empate de 03 candidatos na 3ª colocação, o que deixou a disputa entre Artur Neto (PSDB), atual prefeito de Manaus, e Marcelo Ramos (PR), candidato oficial do governo estadual e dos partidos que lhe dão sustentação na Assembleia Legislativa.
 
Ambos representam um conjunto de forças que apoiaram o golpe contra a democracia brasileira, afastando a presidenta Dilma para impor uma política de redução dos direitos sociais e trabalhistas, bem como para entregar as nossas riquezas, dentre elas o pré-sal, às empresas estrangeiras. A PEC que congela os gastos públicos por 20 anos em saúde, educação, salários, habitação, judiciário, ministério público, etc. é a expressão acabada dessa politica anti-povo.
 
Somos forçados a reconhecer que as forças progressistas ficaram sem opção.
 
Diante desse quadro, portanto, decidimos adotar uma posição de não apoiar nenhum candidato e determinar que nenhuma instância ou militante partidário se manifeste, publicamente, em preferência por qualquer um dos dois candidatos.
 
Manaus, 11 de outubro de 2016.
 
Comissão Política do Comitê Estadual - CPE
Comissão Política do Comitê Municipal de Manaus

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