Quarta-feira, 24 de Julho de 2019
Coligações

Lideranças articulam 'chapão' para eleições de outubro em Manaus

‘Superchapa’ que seria formada pelos partidos PSDB, PSD e Pros complicaria planos de vereadores que buscam a reeleição neste ano



trio_ternura.JPG Prefeito Artur Neto coordena a participação do PSDB na possível aliança, o governador José Melo daria aval para participação do Pros na ‘superchapa’ e o senador Omar Aziz garantiria a parte do PSD na composição partidária / Foto: Euzivaldo Queiroz
23/05/2016 às 10:24

Três partidos comandados  por caciques da política amazonense - PSDB, do prefeito Artur Neto; PSD, do senador Omar Aziz; e o Pros, do governador José Melo (Pros), negociam a formação de um “chapão” para o pleito deste ano. A aliança estabelecerá uma linha de corte (número mínimo de votos para ser eleito) entre sete a oito mil votos, que pode deixar de fora de seis a sete vereadores que vão buscar a reeleição para a Câmara Municipal de Manaus.

Essa projeção toma por base os números da eleição de 2012. De acordo com dados disponíveis no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE),  as coligações que mais elegeram vereadores conquistaram sete vagas cada. Alcançaram essa marca a aliança composta pelo PP, PSD e PCdoB que obteve 151.431 mil votos e a união do PDT, PRTB, PHS, PRP e PPL que totalizou  136.547 mil votos.

Quociente eleitoral é o número obtido ao dividir todos os votos válidos alcançados na eleição para vereador, os recebidos pelos partidos e diretamente aos candidatos, pelo número de vagas disponíveis na Câmara Municipal de Manaus. Na eleição de 2012, o quociente foi de 22.977. Caso a média se repita, o chapão dos líderes políticos do Estado pode sofrer baixas.

Uma mostra da preocupação com a chapa governista foi dada durante a vigência da “janela partidária”, que permitiu que vereadores mudassem de partido sem perder o mandato até 2 de abril. O PSDB, que até então possuía cinco parlamentares, sofreu duas baixas – Ewerton Wanderley, que migrou para o PPL e Mário Frota, que se refugiou no PHS, sigla do presidente da CMM, Wilker Barreto.

Ewerton Wanderley assumiu, em fevereiro de 2015 a vaga deixada por Bosco Saraiva, eleito para a Assembleia Legislativa. Na última eleição, Wanderley conquistou 5.665 votos, enquanto Mário Frota conseguiu 6.517 votos.

Permaneceram na sigla os vereadores Elias Emanuel, líder do prefeito Artur Neto, Ednailson Rozenha e Plínio Valério.

O PSD, que antes da janela partidária contava com cinco representantes na CMM, também teve duas debandadas em busca de sobrevivência política. Isaac Tayah (7.945 votos em 2012) pulou para o PSDC, enquanto Glória Carratte (6.266 votos em 2012) achou guarida no PRP.

A vereadora assumiu a vaga do vereador eleito Ronaldo Tabosa (PP), por conta de uma decisão liminar (provisória e rápida) provocada por uma ação movida por ela. A ação argumenta que Tabosa estaria inelegível em função da decisão que tirou o mandato de vereador do filho dele em 2009 por irregularidade na propaganda eleitoral.

Restaram no PSD os vereadores Luis Mitoso, Hiram Nicolau e Dr. Gomes, este último assumiu uma vaga na ALE-AM, em 2015, após o deputado Sidney Leite (Pros) virar secretário de Produção Rural (Sepror). O parlamentar é pré-candidato à reeleição na CMM.

Em março, Gomes foi flagrado utilizando o gabinete dele na Assembleia Legislativa do Estado (ALE-AM) como consultório onde fazia atendimentos médicos e pedia voto dos pacientes.

Mais um

Antes do término da janela, os vereadores Francisco Jornada e Gilmar Nascimento (ex-secretário Municipal de Administração), até então do PDT, ficaram numa saia justa com o prefeito após a entrada do deputado Hissa Abraão para o partido, colocando a legenda na condição de oposição ao governo tucano. Para continuar na base, Jornada e Gilmar foram acolhidos pelo PSD. O Pros, de José Melo, criado em 10 de setembro de 2013, atraiu quatro vereadores – Jairo da Vical do PTN, Arlindo Júnior (PPL), Roberto Sabino (PRTB) e Sildomar Abtibol (PRP).

Entrada do PSC ampliaria ‘chapão’

Nos bastidores, a informação é de que mais um partido – o Partido Social Cristão (PSC), pode entrar no “chapão” e piorar a situação daqueles que prevêem dificuldade para se reeleger. Na Casa a sigla possui somente um representante, Joelson Silva, que após oito anos hospedado no PHS, do presidente da Câmara Municipal de Manaus, vereador Wilker Barreto, decidiu mudar para o PSC. Membro da bancada evangélica e ligado à Igreja Assembleia de Deus, o vereador chegou à legenda presidindo o diretório municipal da sigla em Manaus. Joelson, em 2012, conquistou 7.117 votos.

Linha de Corte

Caso a linha de corte se confirme em até sete mil votos, 9 dos 13 vereadores que compõem o “chapão” seriam eleitos, com base no desempenho que tiveram na eleição de 2012, são eles: Plínio Valério (PSDB), com 12.053 votos; Dr. Gomes (PSD), com 9.652 votos; Sildomar Abtibol (Pros), com 9.581 votos; Arlindo Júnior (Pros), com 8.599 votos; Roberto Sabino (Pros), com 8.140; Hiram Nicolau (PSD), com 8.003 votos; Gilmar Nascimento (PSD), com 7.922 votos; Francisco Jornada (PSD), com 7.759 votos e Joelson Silva (PSC), com 7.117 votos.

Sendo assim, ficariam de fora os vereadores Ednailson Rozenha (PSDB), que em 2012 atingiu 6.687 votos; o líder do prefeito na Casa Legislativa, vereador Elias Emanuel (PSDB) com 6.589 votos; Luis Mitoso (Pros) com 6.427 votos e Jairo da Vical (Pros), com 5.795 votos. Mas se a linha de corte for elevada para oito mil votos, somente os seis primeiros com o melhor desempenho seriam reeleitos.

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