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Maior colégio da 63ª Zona Eleitoral de Manaus, na Zona Leste, segue sem registros

Apesar de terem comparecido e exercido a obrigação do voto, muitos eleitores se disseram desanimados e sem perspectivas de melhorias 30/10/2016 às 10:03 - Atualizado em 30/10/2016 às 13:05
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(Foto: Aguilar Abecassis)
Luana Carvalho Manaus (AM)

Com 18 seções eleitorais e mais de 6,5 mil eleitores, a votação na Escola Estadual Dr. Isaac Sverner, o maior colégio da 63ª zona eleitoral de Manaus, no bairro São José 2, Zona Leste, começou tranquila e sem filas na manhã deste domingo (30).

Apesar de terem comparecido e exercido a obrigação do voto, muitos eleitores se disseram desanimados e sem perspectivas de melhoria. É o caso de Pedro Nogueira do Nascimento, 65, morador do bairro União da Vitória, na Zona Leste.

"Votar não está sendo gratificante. No bairro onde moro fui assaltado duas vezes na madrugada em um mês, fora a falta de estrutura, duas esburacavas e bueiros a céu aberto. A população fica indignada porque infelizmente os políticos só fazem promessas e não cumprem. Confesso que minha única esperança é Deus, só com muita fé para acreditar em uma cidade melhor para se  viver", desabafou.

O casal de aposentados Carlito Pereira da Silva, 64 e Maria de Fátima  Castro Silva, 62, também acharam que votar neste segundo turno foi muito mais tranquilo que o primeiro, apesar de estarem decepcionados com a mudança de seção eleitoral. "Quando tem mudança, pode crer que é pra piorar a vida do povo. Antes votávamos em uma escola próximo de casa, agora tivemos que ir pra mais longe", reclamou.

"De avó para neta"

 Desde os seis anos a estudante Altaíza Pereira, 20, acompanha a avó Maria Rosa da Silva, 78, nas votações. "Sempre achei legal e por acompanhar minha avó, fui criando uma simpatia pelo político Amazonino Mendes. Pena que não vou ter a oportunidade de votar nele nos próximos anos", contou.

Esta foi a primeira eleição que Altaíza teve a oportunidade de votar. "Eu sempre esperava por esse momento e se eu puder, vou exercer meu poder para cobrar e exigir dos políticos sempre".

Assim como ela, a avó diz que só vai deixar de votar quando "parar de andar". Aos 78 anos, Maria Rosa não é mais obrigada a votar. "Continuo com meu direito ao voto e acho importante e tenho certeza que faz diferença meu voto".

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