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Eleições
DE OLHO EM APOIOS

Marcelo diz que Manaus quer mudança e mira apoios de Serafim, José Ricardo e Silas

Candidato deu as primeiras declarações após o resultado das eleições na saída de uma missa, no bairro Dom Pedro 02/10/2016 às 19:21 - Atualizado em 02/10/2016 às 22:01
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Marcelo diz que agora vai começar a articular alianças para o segundo turno, mas acredita no apoio de Serafim, Silas e José Ricardo (Foto: Evandro Seixas)
Geizyara Brandão Manaus (AM)

Segundo colocado no primeiro turno das eleições para a Prefeitura de Manaus, o candidato Marcelo Ramos (PR) afirmou, após sair de uma missa na Paróquia Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos, no Dom Pedro, que o resultado das eleições indicou que a população de Manaus quer mudança.

Marcelo citou os mais de 30% dos votos obtidos por Silas Câmara, José Ricardo e Serafim Corrêa como determinantes para definir o segundo turno das eleições. "Antes, quem queria mudança tinha várias opções, agora quem quer mudança vai de Marcelo Ramos, para consolidar uma vitória importante não só para mim, mas para a cidade de Manaus", afirmou ele.

Marcelo Ramos afirmou que somente agora vai buscar acordos com os candidatos antes adversários, mas deixou claro que se vê bem próximo de José Ricardo e Serafim Corrêa. "Minha relação é muito boa com o ex-prefeito Serafim. Eu e o José Ricardo sempre agimos juntos na Assembleia e na Câmara",  comentou Marcelo, sustentando ainda que tem a "melhor relação possível"com Silas Câmara.

Questionado sobre as declarações de José Ricardo, que afirmou à Rádio A Crítica, após o resultado das eleições, que as candidaturas dele e de Artur Neto eram muito parecidos, Marcelo Ramos manteve um posicionamento forte e confiante de que receberá o apoio do colega do PT. "Ele me conhece e conhece o Artur, e sabe que não somos nada parecidos. Ele vai levar em consideração a história de vida que temos juntos", analisou ele. "O Zé Ricardo sabe que o candidato sou eu".

Apoiadores

Na coletiva de imprensa após o resultado do primeiro turno, o senador Omar Aziz (PSD) disse que vai pedir apoio do terceiro colocado no pleito, Silas Câmara (PRB), e citou também José Ricardo (PT) e Serafim Corrêa (PSB). "Quero convocar, sim, o Silas. Conheço o Silas há muito tempo, sei o quanto ele sofreu para se eleger deputado federal e sei o quanto foi feito para tentar derrubá-lo. Sei o quanto que o José Ricardo tem uma relação com você (Marcelo) de colegas de Assembleia Legislativa e sei muito bem do carinho do Serafim", disse.

O deputado federal Alfredo Nascimento (PR) disse que Marcelo será um grande prefeito. "Há seis meses nós começamos a conversar sobre a eleição. O Marcelo montou um projeto para cidade e nós todos que estamos aqui, eu, Pauderney e Omar, nós estamos aqui porque acreditamos que o Marcelo vai ser um grande prefeito para a cidade Manaus", disse. "Marcelo terá em mim, no Pauderney e no Omar parceiros que vão viabilizar recursos para que a cidade de Manaus seja uma cidade melhor", completou.

Direitos de resposta contestados

Os direitos de resposta na televisão concedidos ao candidato Artur Neto (PSDB) foram motivos de descontentamento dos apoiadores de Marcelo. "Eu fui um senador da República que graças a mim e ao meu esforço e foi com meu esforço sozinho que eu consegui, há menos de 45 dias, R$ 500 milhões para o Artur Neto. Depois que eu consegui, no outro dia ele (Artur), estava me chamando de corrupto na televisão. Eu pedi o direito de resposta para a juíza Careen, ela me negou. Mas, o Marcelo e nosso programa só disseram uma coisa e teve 300 direitos de resposta (acatados contra as falas do programa). Marcelo só disse que sobrou dinheiro e faltou competência (na gestão de Artur)", afirmou Omar Aziz.

"Quero deixar claro o nosso protesto ao que vimos no Tribunal Regional Eleitoral. É lamentável o que tivemos neste final de campanha. Pode ter acontecido um desequilíbrio da eleição, onde decisões monocráticas ou decisões de plenário estabeleceram que a campanha para um candidato fosse prorrogada por mais três dias, com mais de 300 inserções. Em nenhum lugar do Brasil se viu isso e eu entendo que está é uma questão que nós devemos questionar para o Tribunal Superior Eleitoral", afirmou Pauderney Avelino.

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