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Eleições
Entrevista

Marcelo Ramos se apresenta como novidade e justifica aliança com Alfredo Nascimento

Perguntado sobre como a sua aliança com o atual deputado estadual Alfredo Nascimento (PR), velho cacique da política amazonense, se encaixa nessa sua visão de propostas novas, ele a atribuiu a um amadurecimento seu 28/07/2016 às 13:24 - Atualizado em 28/07/2016 às 19:10
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Sobre o candidato a vice-prefeito, Wilson Lima, Marcelo ressalta que o jornalista tem a habilidade de falar a língua do povo (Foto: Evandro Seixas)
Lucas Jardim Manaus (AM)

Os candidatos a prefeito e vice-prefeito de Manaus pelo PR, Marcelo Ramos e Wilson Lima, visitaram ontem a Rede Calderaro de Comunicação (RCC), onde comentaram sobre as motivações para sua campanha rumo à chefia do Executivo do cidade e responderam perguntas sobre suas alianças políticas e quanto à composição de chapa.

Na ocasião, Marcelo reiterou que se coloca na disputa representando o novo, apostando em uma mudança “segura e transformadora”. Perguntado sobre como a sua aliança com o atual deputado estadual Alfredo Nascimento (PR), velho cacique da política amazonense, se encaixa nessa sua visão de propostas novas, ele a atribuiu a um amadurecimento seu.

“Eu não vejo isso como polêmica. Eu mudei. Eu percebi que aquele líder no qual me construí até aqui, que julgava a tudo e a todos, que achava que sozinho podia mudar o mundo e que sozinho tinha a solução para todos os problemas, aquele líder amadureceu. Aquele líder percebeu que um líder de verdade é aquele capaz de ajuntar o máximo de pessoas e extrair delas o que elas têm de melhor para a nossa cidade. Hoje, eu estou despido de preconceitos que eu carreguei durante muito tempo na minha vida pública”, declarou Marcelo.

Ele também aproveitou para dizer que pretender ter boas relações com o Governo Federal independente do resultado do processo de impeachment, atualmente em curso em Brasília. “Um prefeito republicano, que respeita os valores da República, não é prefeito do seu partido. Ele é prefeito do povo da cidade de Manaus. Então, verdadeiramente, não acredito que a relação da Prefeitura se dê com o Presidente da República. Ela se dá com a instituição Presidência da República. Para mim, é irrelevante se, ao tempo de assumir a Prefeitura, o presidente será Temer ou Dilma”, afirmou.

Marcelo aproveitou a discussão para cutucar a gestão Artur Neto no tocante às constantes críticas feitas pelo prefeito aos repasses federais. “É preciso desmistificar algumas coisas, como o discurso da atual administração de que sofreu nas mãos do governo anterior. Eu fiz um levantamento dos repasses voluntários que a Prefeitura de Manaus recebeu e descobri que, proporcionalmente, a cidade recebeu mais repasses voluntários do que, por exemplo, Goiânia, que é governada pelo PT. É aquela tática do [Joseph] Goebbels: as mentiras são repetidas tantas vezes que elas são tomadas como verdade e não são contestadas”, concluiu o candidato do PR.

O vice

Wilson Lima comentou a sua participação na chapa de Marcelo, dizendo que ambos “se complementam”. “O Marcelo é alguém preparado intelectualmente, alguém que domina com muita clareza os números e articula muito bem, e eu tenho a capacidade muito grande de falar a língua do cidadão”, disse o político.

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