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Eleições
ENCONTRO DE LIDERANÇAS

'Não apoiamos candidato com um gesto só', diz Ciro Gomes sobre apoio a Hissa

Embora não concorde com voto pela admissibilidade do impeachment, presidenciável afirma que dará apoio a Hissa. "Eu não concordo com a posição dele, mas compreendo porque ele se explicou com modéstia e franqueza" 14/07/2016 às 21:26 - Atualizado em 28/07/2016 às 19:00
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Encontro Estadual das Lideranças do PDT trouxe ex-ministro e presidenciável à capital (Foto: Evandro Seixas)
Oswaldo Neto Manaus (AM)

O vice-presidente nacional do Partido Democrático Trabalhista (PDT) e presidenciável, Ciro Gomes, afirmou que embora não tenha concordado com o voto favorável à admissibilidade do impeachment de Dilma Rousseff (PT)  do deputado federal e pré-candidato, Hissa Abrahão, irá apoiá-lo caso seja confirmada sua candidatura à prefeitura de Manaus. 

Os dois políticos foram as figuras centrais do Encontro Estadual de Lideranças do PDT que ocorreu na noite de ontem no auditório Belarmino Lins, na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE). Além de reunir a militância pedetista, o evento serviu para reafirmar a pré-candidatura de Hissa à prefeitura.

“Estamos numa luta de ativação da militância do PDT. Uma tarefa nossa é brigar contra a consumação do golpe, que nós consideramos que vai prejudicar muito o Brasil”, disse Ciro Gomes.

Sobre o voto à revelia da orientação do partido dado por Hissa favorável ao afastamento temporário de Dilma da presidência, Ciro Gomes ponderou a atitude, e disse que o partido “não apoia um candidato com um gesto só”. 

“Eu não concordo com a posição do deputado Hissa nesse assunto, mas eu compreendo porque ele se explicou com muita modéstia e franqueza. Foi um voto dado em homenagem à opinião pública de Manaus. Ele se explicou pra todos nós e compreendemos isso, de maneira que pra nós não remanesce mais nenhuma queixa. Vamos apoiá-lo porque ele é sério, trabalhador e competente".

Novos rumos

Em entrevista, Ciro Gomes não descartou a possibilidade de concorrer à presidência em 2018 pelo PDT. “Me sentiria um covarde, se convocado pelo PDT como fui e não oferecesse minha militância, mas daí eu ser candidato, eu ainda vou pensar mil vezes”, declarou.

O ex-ministro também elogiou a escolha do novo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. Para ele, os deputados voltaram a dar sinais de respeito ao povo brasileiro. “O grande problema do Brasil recentemente é que a maioria da Câmara passava sinais repetidos de compromisso com um gângster, com a roubalheira, com a corrupção. O próximo passo agora é não demorar pra cassar Eduardo Cunha e mandar pra cadeia”, disse.

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