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Pai e filha cadeirantes esperam mais de uma hora para votar no Parque Dez

No Centro Educacional Álvaro Botelho Maia não havia urnas eletrônicas no térreo 30/10/2016 às 12:49
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Ernegilda Cruz Avelino, 55, administradora aposentada, e seu pai, Pedro Sizenado Avelino, 92, foram surpreendidos ao chegar na escola onde votam (Foto: Euzivaldo Queiroz)
Janaína Andrade

Pai e filha cadeirantes tiveram que esperar mais de uma hora para conseguir votar no Centro Educacional Álvaro Botelho Maia, localizado na rua 6,  bairro Parque Dez, Zona Centro Sul de Manaus. Na escola não havia urnas eletrônicas no térreo.

Ernegilda Cruz Avelino, 55, administradora aposentada, e seu pai, Pedro Sizenado Avelino, 92, chegaram às 10h20 e foram surpreendidos ao chegar na escola onde votam.

"Quando cheguei, uma mesária me disse que nós teríamos que pedir ajuda das pessoas para sermos carregados até o primeiro andar, porque a nossa seção agora, depois da biometria, era no primeiro andar. Um absurdo e claro sinal de despreparo dos funcionários do TRE. Sabendo que tem vários cadeirantes que votam aqui, já deveriam ter deixado as seções aqui no térreo", protestou.

Somente após a chegada da reportagem do jornal A CRÍTICA  que funcionários do TRE informaram a família que desceriam uma urna para que Ernegilda e o pai votassem.

Após mais de uma hora de espera, os dois cadeirantes conseguiram votar. "Infelizmente é sempre assim. Mas educação é algo que vem de berço. Eles não conseguem se colocar no lugar do deficiente físico e só resolveram porque apareceu o jornal",  avaliou.

A mesária que atendeu aos a dupla não quis se identificar e justificou a ausência de urnas no térreo, porque segundo ela, muitos cadeirantes não compareceram no primeiro turno. "Ela (Ernegilda) é um exemplo. Daí não foram preparadas urnas no térreo",  disse.

No primeiro turno, Energilda e o pai realizaram cirurgias fora da capital, mas justificaram a Justiça Eleitoral a ausência.

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