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Eleições
INDEFINIÇÃO

Presidente do TRE-AM diz que é "muito difícil" manter eleições em 6 de agosto

Yêdo Simões diz que prazos processuais podem empurrar processo para setembro, mas candidatos protestam e querem manutenção da data original 07/07/2017 às 12:03 - Atualizado em 07/07/2017 às 12:36
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Yêdo Simões disse que caso haja novo calendário, ele será definido na terça-feira (Foto: Márcio Silva)
Camila Pereira Manaus (AM)

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), desembargador Yêdo Simões,  afirmou, na manhã desta sexta-feira (7), que "manter o calendário das eleições suplementares ficou difícil ".

Pelo calendário aprovado no último dia 12 de maio, em sessão do Pleno do TRE-AM, as eleições aconteceriam em 6 de agosto - em primeiro turno - e 27 do mesmo mês, em segundo turno. No entanto, como o processo eleitoral ficou oito dias suspenso por conta de uma liminar do ministro Ricardo Lewandovski, Yêdo Simões defende um adiamento do processo para setembro.

De acordo com o desembargador, a principal dificuldade para a realização das eleições em agosto são os prazos processuais, que ficarão suspensos entre 28 de junho e 6 de julho. "Em prazos judiciais não têm acordo", defendeu o presidente do TRE-AM, afirmando que a vontade deles seria realizar as eleições nas datas iniciais previstas. "Os membros do tribunal estão dispostos a ajudar, disseram que trabalham aos sábados, domingos e feriados para preservar o dia 6 (...) mas manter esse calendário ficou difícil agora".

Na noite desta quinta-feira, tão logo a decisão do ministro do STF Celso de Mello que tornou sem efeito a suspensão das eleições foi publicada, o diretor-geral do TRE-AM, Messias Andrade, informou que haveria tempo hábil para a realização das eleições em agosto. Ele está em Brasília e participa das conversas com o TSE para definir as questões inerentes ao pleito.

Segundo Yedo, caso haja um novo calendário, ele deve ser votado na terça-feira, mesmo contra a vontade dos candidatos envolvidos nas eleições. "Os candidatos não querem a prorrogação, eu também não quero. Mas não posso superar prazos processuais", argumentou.

Candidatos protestam

Na manhã de hoje, a movimentação de candidatos ou de suas equipes foi intensa na sede do TRE-AM. Todos em busca de informações acerca da definição do processo eleitoral e com uma certeza em mente: a defesa do dia 6 de agosto como a data da eleição. 

O candidato Amazonino Mendes (PDT), esteve no local acompanhado de seu candidato a vice, Bosco Saraiva, e afirmou que foi ao local para expressar ao TRE-AM o posicionamento pela manutenção das eleições em agosto. "Vamos retomar o procesao anterior, a caminhada que estava sendo proposta antes. Nosso entendimento é que o calendario deve permanecer, não existe nenhuma razão para protelamentos e adiamentos", disse o ex-governador. 

O deputado estadual José Ricardo, candidato pelo PT, também foi ao TRE-AM junto com Sinésio Campos, seu postulante a vice-governador. Ele afirmou que até entende um adiamento, mas não pelo prazo de um mês. "Se não for mantida a data, que adie em no máximo uma semana, até por conta da propaganda de televisão, para os candidatos se organizarem. Mas não pode haver artifícios para esticar favorecendo a não sei quais interesses, prejudicando a população". 

O mesmo pensamento de José Ricardo é o de Marcelo Serafim, candidato pelo PSB. "Quando se perde uma semana de campanha, o TRE quer postergar em praticamente um mês. A quem interessa isso? O que o STF fez foi uma brincadeira. O que a nossa coligação defende é que se mantenha a data e se atrase em dois ou três dias o programa de televisão. Mais que isso é trabalhar contra os interesses coletivos"

Marcelo Ramos (PR), candidato a vice na chapa encabeçada por Eduardo Braga, disse que a Constituição Federal impede a prorrogação para setembro. "A Constituição Federal é clara. O presidente da Assembleia governa por 90 dias, para realizar a eleição. O prazo termina no dia 10 de agosto. Quem será o governador? Tem que manter o calendário, causa prejuízo se adiar. Acredito que configura um descumprimento na decisão do ministro Celso de Mello", defendeu Ramos. 

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