Quinta-feira, 26 de Novembro de 2020
POSICIONAMENTO

Presidente do TRE-AM rebate insinuações de fraude: ‘Não se ganha eleição por ameaças’

Aristóteles Thury rebateu reclamações de um grupo de candidatos a vereador derrotados nas urnas do último domingo. Eles pedem respostas sobre um suposto “sumiço” de seus votos durante a apuração



show_1_05AF5F07-FDA7-438C-9E49-2E4031838C53.jpg Foto: Divulgação
19/11/2020 às 14:02

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), Aristóteles Thury, rebateu tese de fraude no pleito municipal realizado neste domingo (15) após um grupo de candidatos a vereador derrotados exigir respostas sobre um suposto "sumiço" de seus votos durante o atraso da apuração na noite de domingo.

"Não se ganha uma eleição através da ameaça, da incitação à violência e da demonstração de força. Não manche a reputação de seu município. Participe do processo democrático como cidadão", repeliu o TRE-AM.



Na nota, o TRE-AM reforça a segurança e normalidade da eleição municipal, "apesar das dificuldades enfrentadas em decorrência da pandemia causada pelo novo coronavírus".

"A população amazonense pôde expressar sua livre vontade através do voto, na escolha de prefeitos, vice-prefeitos e vereadores de 61 municípios do interior do Estado. É uma vitória sem precedentes da Democracia frente às adversidades destes novos tempos", ressalta um trecho da nota. 

A Corte Eleitoral defende que o questionamento de alguns resultados para vereador deve ser "debatido exclusivamente através de meios legais".

Na manhã desta quinta-feira (19), um grupo de candidatos a vereador derrotados no último domingo, causou aglomeração no estacionamento do TRE-AM e questionou supostas alegações de “desaparecimento” de suas votações.

O grupo alegou que quando a apuração precisou ser suspensa, por problemas de processamento em um supercomputador do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os votos computados diminuíram inexplicavelmente.

Sem apresentar registros ou evidências dos votos registrados, que foram perdidos após a retomada da apuração, cerca de duas horas depois da parada, os vereadores exigiram recontagem dos votos e até falaram em anulação da eleição.

Conspiração

A tese de fraude das eleições no Brasil começou a ganhar forma após a derrota do presidente americano Donald Trump, que mesmo antes da votação já falava em fraude, se os votos enviados por correios, fossem contados.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) é o principal incentivador deste tipo de conspiração no país. Sem provas, Bolsonaro sugere que o “país precisa de um sistema de apuração que não deixe dúvidas”.

Logo após a vitória na eleição de 2018, o presidente afirmou que teria provas de que havia vencido a eleição no primeiro turno. As provas nunca foram apresentadas.

TSE

Ainda na noite do dia da votação, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, disse que uma falha em um computador provocou atraso na divulgação dos resultados da apuração do primeiro turno.

Segundo o ministro, os dados dos tribunais regionais eleitorais foram recebidos pelo tribunal, mas ocorreu uma falha no processador de um supercomputador e foi preciso fazer a reparação.

Barroso afirmou que o atraso não traz prejuízo para o resultado das eleições, porque o problema está somente na divulgação.

No entanto, o ministro disse que a centralização da totalização (soma) de votos no TSE também pode ter contribuído para a lentidão da divulgação. Nas eleições anteriores, a totalização era realizada pelos tribunais regionais eleitorais.


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