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Psol lança 11º nome para disputar a prefeitura de Manaus nas eleições

Professor Marcos Queiroz (Psol) e Luiz Navarro (PCB) fazem aliança socialista/comunista. Com pré-candidatura, são onze postulantes que "brigarão" nas urnas em 2016 14/06/2016 às 14:14 - Atualizado em 28/07/2016 às 18:59
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Professor Queiroz e Navarro se consideram numa verdadeira frente de esquerda para conquistar a prefeitura (Foto: Fotomontagem/Facebook e arquivo)
Antônio Paulo

BRASÍLIA (SUCURSAL) - A disputa pela Prefeitura Municipal de Manaus conta agora com mais um concorrente. O diretório municipal do Partido Socialismo e Liberdade (Psol) decidiu lançar a candidatura do professor Marcos Antônio Queiroz, que é o presidente estadual da legenda e foi candidato ao Senado em 2014. A novidade é que a chapa do Psol não será “puro-sangue”. A aliança deverá ser feita com o Partido Comunista Brasileiro (PCB), de Luiz Navarro, que ficará com a vaga de vice-prefeito. Está em fase de negociação a união com o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados (PSTU), de Herbert Amazonas, e informalmente com o Partido Comunista Revolucionário (PCR) por ainda não ter registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Segundo o presidente do Psol Manaus, Arinos Esquerdo, o partido está em conversas com a Rede Sustentabilidade, que tem como pré-candidato o deputado estadual Luiz Castro, mas ele considera essa aliança remota. “Estamos formando uma grande frente verdadeiramente de esquerda no Amazonas. A formação e união do bloco de esquerda se faz necessária vista ao crescimento de direita reacionária. Com relação ao chamado golpe, essa união dos partidos contrários ao impeachment de Dilma não terá muita força no âmbito local, porque nossa preocupação será Manaus”, esclarece o presidente do Psol Manaus, Arinos Esquerdo.

O líder do partido na Câmara dos Deputados, Ivan Valente (SP), reforça a necessidade de se lançar candidaturas próprias em todos os municípios brasileiros por conta do programa, do projeto político e ideológico do Partido Socialismo e Liberdade. “Essas candidaturas, como a de Manaus, e nas principais cidades brasileiras vêm para fazer inversão de prioridades, têm o povo como protagonista da gestão dos municípios, além de focar nos valores éticos na política”, argumenta Ivan Valente.

Sobre uma possível união entre os partidos de esquerda, o líder explica que a política de alianças dentro do Psol é discutida caso a caso. “No geral, o Psol tem um programa, um projeto e só partidos com grande afinidade fazem coligação conosco. Mesmo partidos que se intitulam de esquerda é preciso ver a realidade local para verificar se é viável, se é produtiva ou não uma coligação ou aliança”.

O ex-prefeito de Belém de 1997 a 2004 e pré-candidato à prefeitura da capital paraense nas eleições de outubro, o deputado federal Edmilson Rodrigues (Psol-PA) destaca a importância e a necessidade de o partido ter candidatura própria em Manaus e em todas as cidades onde for possível montar uma chapa. “Queremos mudar essa postura de gestão atual. Portanto, Manaus tem o direito de ter um governo popular bem como o Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre. Vamos disputar com candidaturas próprias em todos os municípios importantes da federação brasileira”, anunciou o parlamentar.

Onze postulantes

Com o anúncio da pré-candidatura do professor Marcos Antônio Queiroz, do Psol, são 11 os nomes em disputa pela Prefeitura de Manaus: Arthur Neto (PSDB), Silas Câmara (PRB), Hissa Abrahão (PDT), Marcos Rotta (PMDB), Marcelo Ramos (PR), Serafim Correa (PSB), Chico Preto (PMN), Vanessa/Eron Bezerra (PCdoB), José Ricardo/Sinésio Campos (PT), Henrique Oliveira (Solidariedade). As convenções partidárias para escolher os candidatos a prefeito, vice-prefeitos e vereadores, nas eleições deste ano, começam em 20 de julho até 5 de agosto deste ano.

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