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Eleições 2016

Tempo de TV do PPS causa cabo de guerra entre Arthur e Marcelo

Coligações do prefeito Artur Neto e do ex-deputado Marcelo Ramos disputam na Justiça fatia do PPS no horário eleitoral. 20/08/2016 às 08:00
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Sem o PPS nas coligações, briga pelo tempo do partido começou
Janaína Andrade Manaus

Os candidatos à Prefeitura de Manaus, Artur Neto (PSDB) e Marcelo Ramos (PR) travam uma guerra na Justiça Eleitoral para ver quem vai ficar com o tempo de televisão do PPS. O embate iniciou após a legenda ter declarado apoio ao ex-deputado estadual, e no último momento da convenção partidária ter sido arrebatado pelo candidato tucano. No início da noite, a Justiça decidiu que, por enquanto, o tempo do PPS não ficará com ninguém, e definiu a distribuição dos tempos

No noite do dia 5 de agosto, enquanto Marcelo Ramos recebia oficialmente o apoio do PSD do senador Omar Aziz e do DEM do deputado federal  Pauderney Avelino, que dias antes manifestaram apoio ao prefeito, o Artur articulava o apoio do  PPS, levando inclusive pré-candidatos a vereadores para o palanque de sua convenção.

Marcelo Ramos chegou a afirmar que os vereadores têm direito de pedir voto para Artur. Mas a sigla, mesmo que fosse uma vontade de sua executiva, não poderia mudar de lado.

O pré-candidato do PR alega que na ata da convenção do PPS, há a observação de que a executiva municipal não poderia mais desfazer a aliança com o PR, após ser registrada na Justiça Eleitoral, o que já aconteceu. 

Na convenção de Artur,  ao lado do candidato a vice, Marcos Rotta (PMDB) e do senador Eduardo Braga, o prefeito  iniciou o discurso dando como certo o apoio do PPS.  “Estava aqui pensando porque o PPS não estava comigo, mas eles raciocinaram e vieram para quem pode fazer mais por Manaus”.

O coordenador jurídico da Coligação "Mudança Para Transformar", de Marcelo Ramos, Francisco Martins, disse que o caso está “sub júdice”. “Amanhã (hoje) é o prazo pra manifestação da coligação, mas a decisão judicial - que, afinal, é o que vai importar - será só na segunda feira”, disse.

Intervenção
O advogado Yuri Dantas, da coligação “Por uma só Manaus”, de Artur, afirmou que hoje irá protocolizar no Tribunal Regional Eleitoral (TRE/AM) “o que temos a dizer sobre o assunto”.  “Mas a situação do PPS é muito tranquila, no meu modo de ver. De fato eles tinham feito uma convenção e declarado apoio a uma determinada aliança, mas houve uma intervenção com a ciência do diretório nacional, para que fosse dado cumprimento a uma resolução da Nacional que estabelece diretrizes para a realização de alianças. Tudo feito dentro do que diz a Lei 9.504 (Lei das Eleições), portanto, essa mudança de direcionamento é tranquila e de acordo com o que prescreve a legislação eleitoral”, argumentou Yuri.

Saiba Mais

O juiz do pleito,  Marcelo Vieira,  afirmou ontem que já notificou as partes envolvidas para que se manifestem sobre o impasse do PPS. E marcou uma audiência segunda-feira às 10h com as coligações de Artur e Marcelo e o PPS.

Carta

A direção nacional do Partido Popular Socialista (PPS) divulgou na segunda-feira uma carta assinada pelo coordenador Nacional Eleitoral, Wober Lopes Pinheiro Junior, que diz ter assistido com “muita preocupação os acontecimentos que transformaram o Diretório Municipal do PPS de Manaus numa praça de guerra”.

“Visando estabelecer um espaço de racionalidade que possa nos ajudar a superar o profundo mal estar causado pela desinteligência que hora vigora, no atual Diretório Municipal (presidido por David dos Feirantes, que tenta nesta eleição pela segunda vez uma cadeira na CMM), somos favoráveis que seja suspensa a esdrúxula intervenção que a Executiva do Diretório Estadual do Amazonas (presidida por Guto rodrigues) fez no Diretório de Manaus”, disse a carta.

No documento, Wober Lopes afirma ainda que a suspensão da intervenção no diretório municipal é “o passo necessário para que a normalidade do processo de estruturação e organização do partido se estabeleça”. “(Isso foi feito) para que um dano maior inviabilize de vez o partido e seus candidatos”, declarou.

No dia 19 de julho, o presidente regional do PPS, Guto Rodrigues, abdicou de concorrer à prefeitura. No dia 5 de Agosto,   o candidato a vereador, Davi dos Feirantes, assumiu a executiva municipal da sigla, destituindo Ednaldo Souza, até então colocado no cargo pela executiva nacional. No mesmo dia, David dos Feirantes, compareceu à convenção partidária do candidato à reeleição, Artur Neto, realizada na quadra da escola de Samba Vitória Régia, no bairro Praça 14, confirmando apoio ao tucano ao lado de outros filiados do partido.

Frente a Frente
Membro da Executiva regional do PPS / Liberman Moreno
‘O PPS vai estar junto do Marcelo Ramos na eleição’
“O presidente Guto Rodrigues chegou a conversar com o Artur Neto, Marcelo Ramos, com o próprio Hissa, com o pessoal mais de ponta. Me chamaram para uma reunião e chegaram a falar que o Guto seria o nosso candidato, mas a situação política era muito complicada, devido a falta de estrutura. Eles gostam de falar de ideologia, mas sem estrutura não dá, a campanha não anda. Aí montaram uma comissão especial e foram à Brasília. Nesse momento vimos que a candidatura do Guto era fraca e chamamos ele para uma conversa. Ele então desistiu da candidatura e chegamos a conclusão que deveríamos apoiar o Marcelo. Quando foi na véspera da convenção apareceram cinco candidatos reclamando de falta de apoio, depois disso houve uma dissidência. O Ednaldo Souza ficou isolado e a situação foi reportada para a Nacional. E esta semana a nacional emitiu uma carta afirmando que os atos realizados após a convenção (do PR) não tem validade. O PPS vai estar junto do Marcelo Ramos na eleição”, disse Liberman.

Presidente Municipal do PPS / David dos Feirantes
O Liberman dentro do PPS é um zero a esquerda’
“O Liberman é um zero a esquerda dentro do partido. Existem  sete candidatos do PPS apoiando o Marcelo Ramos e 55 apoiando o Artur Neto. O Liberman dentro do partido ele é um nada, apenas um militante que tem o direito de apoiar quem ele quiser. Eu sou o presidente da Executiva Municipal e assumi no dia 5 de agosto. Assumi após o  (Ednaldo) Souza renunciar e solicitou uma intervenção da Executiva Estadual para que se formasse outra executiva para desfazer a convenção que havia sido feita com o Marcelo Ramos, em virtude dele ter trocado o Wilson Lima pelo Josué Neto como vice. Esse foi o ponto principal. O outro ponto que levou a essa decisão foi por ele ter recebido o apoio do DEM e do Pros. Na segunda-feira, vou estar na audiência no TRE, mas acredito que com tudo que temos em mãos, que a coligação com o Marcelo não vai existir. Se ele (Marcelo Ramos) insistir, ele vai ter problemas jurídicos”, disse David dos Feirantes, presidente Municipal do PPS.

 

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