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Traficantes armados vão à escola no Mauazinho votar , diz procurador

Segundo o MPE, caso ocorreu na Escola Municipal Vida Nova e na hora não havia nenhum policial fazendo a segurança no local 02/10/2016 às 16:37 - Atualizado em 02/10/2016 às 16:49
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Quando a polícia chegou ao local os traficantes já haviam ido embora. Foto: Aguilar Abecassis
Joana Queiroz Manaus (AM)

Servidores da Justiça Eleitoral que estavam trabalhando nas secções eleitorais que funcionam na Escola Municipal Vida Nova, na rua Jeruzalém, no bairro Mauazinho, na Zona Leste, foram surpreendidos neste domingo (2) por alguns eleitores que chegaram para votar armados com armas de fogo, segundo informou o procurador de justiça e coordenador eleitoral do Ministério Público, Públio Caio.

De acordo com informações do Ministério Público Estadual, alguns ainda chegaram a levantar suas camisas para mostrar a arma.  Conforme moradores do local, eles eram traficantes da área.

A promotora de justiça Simone Luniere, responsável pela fiscalização da votação na 31ª Zona Eleitoral, disse que quando chegou ao local, por volta das 10h, foi informada pelos servidores da presença de pessoas armadas na escola.

A promotora informou que 12 seções estavam funcionando na escola e que naquele momento havia muitos eleitores para votar. “Encontrei as pessoas nervosas e como não tinha nenhum policial fazendo a segurança ali, acionei a polícia”, contou a promotora.

Os homens armados não foram presos. Quando a polícia chegou os mesmos já tinham ido embora. Policiais do Exército foram chamados e permaneceram nas proximidades da escola, assim como a Polícia Militar.

À tarde, a reportagem de A Crítica voltou ao local, e policiais militares da 28°Cicom afirmaram que, desde as 10h da manhã, não houve qualquer ocorrência na Escola Municipal Nova Vida. Também contrariando o que afirmou o promotor Públio Caio, o coordenador do TRE  que estava na escola,  Atos Cardoso, disse  que não houve nenhum problema.  "Nessa escola não houve nenhum incidente, nem de pessoas brigando por fila", destaca Atos.
 
A vendedora ambulante Marly Santos,  que se encontra na porta da escola também falou que não viu nenhuma movimentação estranha e nem pessoas armadas.

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