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CUSTO

TRE-AM vai investir R$ 2,1 milhões em diárias de policiais nas eleições

Segundo o diretor-geral do TRE/AM, sem os 950 policiais militares e 50 policiais civis, seria impossível realizar o pleito deste ano no interior com segurança, 03/09/2016 às 20:53 - Atualizado em 04/09/2016 às 12:46
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Messias Andrade disse que planejamento foi feito junto com a PM e o Exército /
Janaína Andrade Manaus (AM)

Para ter policiais atuando na eleição deste ano no interior, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE/AM) vai ter que tirar dos cofres da Justiça Eleitoral R$ 2,1 milhões. O recurso será gasto no pagamento de diárias e transporte. Após consulta do Tribunal, a Secretaria de Segurança Pública (SSP/AM) informou que não tinha recursos para arcar com a despesa. 

Segundo o diretor-geral do TRE/AM, Messias Andrade, sem os 950 policiais militares e 50 policiais civis, seria impossível realizar o pleito deste ano no interior com segurança, devido ao clima de instabilidade. Foi com esse argumento que o TRE/AM convenceu o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) da necessidade do reforço orçamentário.

“Fomos até o TSE expor a nossa necessidade e quão crítica era a situação. Fizemos o planejamento com a PM e o Exército, com valor aproximadamente de 950 policiais militares e 50 policiais civis, que era o máximo que eles poderiam ceder. Chegamos ao valor de R$ 2,1 milhões, que envolveria diárias e deslocamento. Fizemos o pedido formal para o TSE e, na segunda-feira (29 de setembro), de forma extraordinária, fomos autorizados”, detalhou Messias.

Messias lembrou que esta é uma ação inédita na Justiça Eleitoral amazonense e que abre precedente para que outros tribunais possam pleitear também a verba. “Sem esse recurso nós não poderíamos garantir a segurança do pleito, principalmente nos municípios”, observou.
O diretor-geral do TRE/AM disse ainda que foi realizado em conjunto com a Seai (Secretaria Executiva Adjunta de Inteligência) e o próprio Exército um mapeamento dos municípios do Estado com histórico de conflitos em período eleitoral, que são: Maraã, Santa Isabel do Rio Negro, Iranduba, Parintins, Nhamundá, Coari, Boca do Acre, Carauari e Manicoré. 

“Esses municípios nós colocamos uma força policial um pouco maior e vamos fazer um combate mais extensivo, principalmente no que diz respeito a propagandas irregulares. Eu falo que tem o ônus e o bônus por nós estarmos arcando com essa despesa que seria teoricamente do Estado. Sabemos que um pleito municipal é sempre um pleito complicado e tínhamos como um ponto crítico não garantir o efetivo de policiais no interior do estado. Sabemos que é uma operação de guerra e sabemos das peculiaridades do nosso estado”, concluiu.
Inicialmente, a eleição municipal no Amazonas estava orçada, de acordo com o TRE/AM, em R$ 14,8 milhões, mas com a necessidade de custear as diárias dos policiais militares e civis no interior, o custo fechou em R$ 16,9 milhões.

Ciops apoia fiscalização da ação dos candidatos

O diretor-geral do TRE/AM, Messias Andrade, lembrou que neste ano, a Justiça Eleitoral realizou uma parceria com o Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops), onde possuem servidores do Tribunal acompanhando o monitoramento das câmeras. 

“É um trabalho de extensão da Comissão de Fiscalização Eleitoral, dessa forma podemos saber o exato momento que o candidato está praticando algo que seja vedado pela legislação da eleição e agir rapidamente e até, quem sabe, dar um flagrante”, disse.

Chefe da seção de urnas eletrônicas do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE/AM), Edrei Fabrício, afirmou que neste ano serão utilizadas 7,3 mil urnas na eleição municipal no Estado.
“Além deste total, temos 677 urnas para contingenciamento”, afirmou. 

No total, 566 técnicos irão atuar nesta eleição, sendo 336 técnicos de urnas e 230 técnicos de transmissão, o que custará a Justiça Eleitoral do estado R$ 4,2 milhões. 

Nesta semana, segundo Edrei, está sendo realizado o  preparo das urnas para as eleições deste ano. Segundo Edrei, o TRE/AM realizou uma parceria com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas (Ifam), onde foram contratados 126 técnicos. 
 


 

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