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MAIS SOMBRIA

Sucesso nos anos 90, série ‘Sabrina’ ganha remake na Netflix e vira febre em Manaus

Ao Portal A Crítica, fãs manauaras repercutem traços da série que trocou a comédia pelo obscuro 06/11/2018 às 02:03 - Atualizado em 06/11/2018 às 08:48
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A nova produção traz Sabrina mais empoderada e consciente de seus atos. (Fotos: Reprodução)
Laynna Feitoza Manaus (AM)

O humor doce deu lugar a um aspecto mais sombrio e isso tem dado o que falar entre os amantes da série “Sabrina, A Aprendiz de Feiticeira”, que fez um enorme sucesso nos anos 90. Tudo porque a série ganhou um remake na Netflix chamado “O Mundo Sombrio de Sabrina”, lançado no último dia 26. A primeira temporada possui 10 episódios e, segundo o criador Roberto Aguirre-Sacasa, a nova versão é mais “obscura” por ser inspirada na HQ "Chilling Aventures of Sabrina", que dá mais vazão ao mundo da magia e, até mesmo, do terror.

A nova Sabrina, interpretada pela atriz Kiernan Shipka, difere bastante da “Sabrina noventista” da atriz Melissa Joan Hart. A nova Sabrina trava uma batalha para tentar conciliar a sua aura bruxesca e a sua aura humana. Ela age contra todas as forças do mal que querem por sua vida e a vida de seus familiares e amigos em risco. O debate em torno do empoderamento influencia sobre a nova Sabrina, segundo explica a confeiteira Thaís Christine, fã da série.

“Na antiga, era algo mil vezes mais leve. A personagem era tratada como alguém doce, amiga, sempre em dilemas amorosos e em feitiços relacionados ao mesmo. Bem como as consequências de quando ela fazia um feitiço sem supervisão – todo episódio tinha uma lição de moral, praticamente. A versão atual também tem isso, mas não tanto os dilemas amorosos. Agora ela é muito mais independente e destemida. Por mais que a atriz que a interprete tenha uma aparência física doce/meiga, na ação e no decorrer da série ela se mostra muito forte”, coloca Thaís.

Para a jornalista Cassiany de Paula, um ponto forte da série é o gato Salem, que agora é mudo e antes falava pelos cotovelos. “Antes ele era um bruxo e agora ele é um familiar da menina e a acompanhará por uma boa parte da sua vida de bruxa. Já a Sabrina é uma jovem que quer muito mais que a Sabrina de antigamente, luta pela igualdade e direitos, tanto o dela quanto o das amigas”, coloca ela, que vê semelhanças entre Sabrina e a bruxinha Hermione Granger, da saga “Harry Potter”. “É esperta, inteligente, gosta de impor seus direitos e é leal aos amigos”, complementa.

Espera

Assim que soube que a releitura da “Aprendiz de Feiticeira” sairia, a estudante de Direito Marília Grandi Vitorio maratonou a versão antiga novamente. “Fiquei um pouco apreensiva, confesso. Temi que a releitura não fizesse justiça à toda a ansiedade que tínhamos para os episódios novos da série original, por exemplo. Sempre carrego isso com séries e filmes que gosto demais e acabam tendo reboot”, conta ela, que assim como Sabrina, é entusiasta da cultura bruxesca. “O que sei partiu da minha mãe, avó, e todo o conhecimento e registro que elas deixaram para mim, como o manuseio do tarot, runas e outras simpatias/rituais envolvendo a natureza e a intuição feminina”, declara.

Outro tema em evidência no meio dos fãs da série é se a nova versão de fato se “enverga” para as linhas dos cultos de magia negra. “Achei pesada, sim. Sendo umbandista, fiquei impactada com alguns episódios. Há o uso constante de bonecos de vodu, fotos, sangue de uma virgem... Tudo retratado quase ‘cru’. Mas eles abordam muito o tema religião, fé, crenças. Uma das personagens fala uma frase do tipo: ‘deve ser muito infeliz aquele que vive sem ter fé em nada’”, comenta Christine. Para Marília, a bruxaria da vida real é bem distante do que a série atual mostra, e é preciso ter atenção a isso. Ainda assim, as duas têm seu mérito e seu igual afeto. “A primeira pelo teor nostálgico e pela comédia, e a segunda por ter um plot e produção muito, muito bons”.

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