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'A cidade onde envelheço' é o grande vencedor do Festival de Brasília

Filme da cineasta Marília Rocha, coprodução com Portugal, levou os Troféus Candangos de melhor filme, direção, atriz, ator coadjuvante e prêmios no valor R$ 135 mil 30/09/2016 às 17:28
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A solenidade de premiação do Festival aconteceu no Cine Brasília
Antônio Paulo Brasília (Sucursal)

O longa mineiro “A cidade onde envelheço” foi o grande vencedor do 49º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro realizado entre os dias 20 e 28 de setembro deste ano. O filme da cineasta Marília Rocha, coprodução com Portugal, levou quatro Troféus Candangos: melhor filme, direção, atriz (dividido entre as portuguesas Elisabete Francisca e Francisca Manuel), ator coadjuvante (para Wederson Neguinho) e prêmios em dinheiro no valor R$ 135 mil. “O último trago” (CE), de Luiz Pretti, Pedro Diógenes e Ricardo Pretti, conquistou os prêmios de melhor atriz coadjuvante (para Samya de Lavor), melhor fotografia (para Ivo Lopes), montagem (Clarissa Campolina) e R$ 25 mil. Entre os curtas e médias-metragens, a surpresa foi “Quando os dias eram eternos” (SP), uma animação de Marcus Vinicius Vasconcelos, que levou o Candango de Melhor Filme e R$ 30 mil.

A cidade onde envelheço: grande vencedor do Festival (Foto: Reprodução)

 

O longa amazonense “Antes o tempo não Acabava”, de Sérgio Andrade e Fábio Baldo, ficou de fora da premiação. Ao ser questionado se o filme produzido e rodado em Manaus não agradou ao público e ao júri do 49º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, o diretor Sérgio Andrade respondeu: “Eram nove filmes de longa-metragem e nem todos foram premiados (além dele somente “Malícia, de Jimi Figueiredo, não recebeu premiação). Isso é normal em festivais; um dia você é premiado outro não é, pois, depende muito da avaliação do júri. Semana passada, a gente ganhou dois prêmios (no festival Queer de Lisboa). Essa semana não deu, quem sabe na outra semana já que vamos participar de festivais e mostras no Rio de Janeiro, Belo Horizonte e São Paulo”.

O cineasta amazonense disse que depois de apresentar “Antes o tempo não acabava” no festival de Brasília, considerado para ele um importante espaço onde a crítica e o debate político estão sempre presentes, vai mostrar o filme ao Brasil. “Fomos convidados pela Secretaria de Cultura do Amazonas a participar de uma mostra em Manaus, no mês de novembro. Estamos anciosos porque é importante que o Amazonas veja esse filme e seja debatido pela sociedade, principalmente, pelas comunidades indígenas”. Sérgio diz que a previsão de “Antes o tempo não acabava” estrear nas salas de cinemas comerciais de todo o país é em 2017.

O 49º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro teve curadoria de Eduardo Valente e contou com a exibição de outros 17 títulos, em mostras paralelas e sessões especiais, garantindo a visibilidade e o debate de alguns dos temas mais pungentes da sociedade brasileira. Foram distribuídos prêmios no valor de R$ 340 mil, por parte do júri oficial e júri popular, e R$ 200 mil do Prêmio da Câmara Legislativa somente para filmes produzidos no Distrito Federal. Além de prêmios parceiros como o CiaRio, Prêmio Saruê, ABCV, Abraccine e Conterrâneos.

Público 

Durante os oito dias de festival, aproximadamente 30 mil pessoas passaram pelo Cine Brasília, pelo Cine Cultura Liberty Mall e pelo Auditório do Museu Nacional, para assistir aos filmes das mostras competitivas, das mostras paralelas, das sessões especiais e do Festivalzinho, além de comparecerem aos debates, seminários, encontros, palestras, workshop e lançamentos de livros, realizados em vários espaços do Kubitschek Plaza Hotel, que sediou o evento.

Premiações especiais

Além da premiação oficial dos curtas, médias e longas-metragens, parceiros do 49º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro também escolheram seus filmes prediletos. O Canal Brasil, especializado em cinema, deu o seu tradicional troféu de melhor curta-metragem e um prêmio de R$ 15 mil a “Estado itinerante” (MG), de Ana Carolina Soares, que levou do júri oficial os prêmios de Melhor Atriz (Lira Ribas) e Prêmio Especial do Júri Oficial. O filme, que enfoca o trabalho e o empoderamento feminino e de gênero, também levou o prêmio da Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) “pela sensibilidade na forma com que filma os espaços urbanos. Pela qualidade do trabalho das atrizes, com experiência profissional ou não. Pela forma com que retrata uma violência física e simbólica, valorizando o que está fora de quadro”. A Abraccine escolheu “Rifle” (RS), de Davi Pretto, como melhor longa. Conferido pelo Jornal Correio Braziliense, o Prêmio Saruê 2016 foi para o curta “Rosinha”, de Gui Campos. O longa “Martírio” (DF), de Vincent Carelli, sobre o massacre dos índios Guarani Kaiowá, que recebeu o Prêmio Especial do Júri Oficial, também foi escolhido como o melhor filme pelo Centro de Pesquisadores do Cinema Brasileiro, levando o Prêmio Marco Antônio Guimarães. A Fundação CineMemória deu o Prêmio Conterrâneos a “Vinte Anos” (RJ), de Alice Andrade, como melhor documentário do festival.

Prêmios oficiais

Filmes de longa-metragem

*Melhor Filme de longa-metragem – R$ 100 mil

A cidade onde envelheço, de Marília Rocha

*Melhor Direção – R$ 20 mil

Marília Rocha, por A cidade onde envelheço

*Melhor Ator - R$ 10 mil

Rômulo Braga, por Elon não acredita na morte

*Melhor Atriz-  R$ 10 mil

Elisabete Francisca e Francisca Manuel, por A cidade onde envelheço

*Melhor Ator Coadjuvante - R$ 5 mil

Wederson Neguinho, por A cidade onde envelheço

*Melhor Atriz Coadjuvante - R$ 5 mil

Samya de Lavor, por O último trago

*Melhor Roteiro - R$ 10 mil

Davi Pretto e Richard Tavares, por Rifle

*Melhor Fotografia - R$ 10 mil

Ivo Lopes, por O último trago

*Melhor Direção de Arte - R$ 10 mil

Renata Pinheiro, por Deserto

*Melhor Trilha Sonora - R$ 10 mil

Pedro Cintra, por Vinte anos

*Melhor Som - R$ 10 mil

Marcos Lopes e Tiago Bello, por Rifle

*Melhor Montagem - R$ 10 mil

Clarissa Campolina, por O último trago

*Prêmio Especial do Júri Oficial:

Filme: Martírio, de Vincent Carelli em colaboração com Ernesto de Carvalho e Tita

*Prêmio Especial do Júri Popular:

Melhor Filme de longa-metragem - R$ 40 mil

Martírio, de Vincent Carelli em colaboração com Ernesto de Carvalho e Tita

 

Filme de curta ou média-metragem

*Melhor Filme de curta ou média metragem - R$ 30.000,00

Quando os dias eram eternos, de Marcus Vinicius Vasconcelos

*Melhor Direção - R$ 10.000,00

Fellipe Fernandes, por O delírio é a redenção dos aflitos

*Melhor Ator - R$ 5.000,00

Renato Novais Oliveira, por Constelações

*Melhor Atriz - R$ 5.000,00

Lira Ribas, por Estado Itinerante

*Melhor Roteiro - R$ 5.000,00

Fellipe Fernandes, por O delírio é a redenção dos aflitos

*Melhor Fotografia - R$ 5.000,00

Ivo Lopes Araújo, por Solon

*Melhor Direção de Arte - R$ 5.000,00

Thales Junqueira, por O delírio é a redenção dos aflitos

*Melhor Trilha Sonora - R$ 5.000,00

Dudu Tsuda, por Quando os dias eram eternos

*Melhor Som - R$ 5.000,00

Bernardo Uzeda, por Confidente

*Melhor Montagem - R$ 5.000,00

Allan Ribeiro e Thiago Ricarte, por Demônia – Melodrama em 3 atos

*Premio Especial do Júri

Estado Itinerante, de Ana Carolina Soares

*Prêmio do Júri Popular 

Melhor Filme de curta ou média-metragem - R$ 10 mil

Procura-se Irenice, de Marco Escrivão e Thiago Mendonça

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