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A consultora de comportamento Cláudia Matarazzo estreia na internet com blog

Autora de best-sellers como “Etiqueta sem frescura”, ela agora compartilha dicas com internautas por meio do blog Cláudia Matarazzo Sem Frescura 12/10/2014 às 15:55
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Cláudia Matarazzo já trabalhou em revistas como Istoé e Vogue e esteve à frente de programas de TV
Jony Clay Borges Manaus (AM)

Cláudia Matarazzo é conhecida pelo jeito despojado e franco com que costuma falar de temas de comportamento e costumes sociais. Prova disso são os títulos de alguns de seus livros, entre reles “Gafe não é pecado” ou o best-seller “Etiqueta sem frescura”. Agora, a consultora resolveu compartilhar suas dicas bacanas e despretensiosas com os internautas, por meio do blog Cláudia Matarazzo Sem Frescura.“O blog é encorpado, e consegue abranger bastante coisa nas sete seções”, diz Cláudia à reportagem, por telefone, de São Paulo.

A blogueira de primeira viagem se diz encantada pela nova mídia. “Um livro você escreve, escreve, manda para a editora e quando fica pronto, é como um filho que nasce. Você até passa a mão, como num bebê. No blog, penso em algo, já escrevo e busco a foto para postar, e em meia hora já tem gente comentando. Não dá para passar a mão na coisa, mas é fascinante”, conta, bem humorada.

Seções e sugestões

No ar há pouco mais de duas semanas, o endereço teve mais de 30 mil acessos nos primeiros dez dias no ar. O conteúdo vem em sete seções, como Visual Além da Moda (com sugestões e comentários sobre vestuário e apresentação pessoal) e Etiqueta Sem Frescura (dicas e regras básicas para o dia a dia).

Cláudia divide o blog com a relações públicas Isabella Giuzio e o consultor de eventos Mário Ameni, e tem a colaboração de sete colunistas, entre elas as jornalistas Lilian Fernandes e Mara Gabrilli, mas por que a escritora levou tanto tempo para ‘descobrir’ o meio digital?

É que Cláudia ficou limitada pelas exigências do trabalho como chefe do Cerimonial do Governo de São Paulo, que assumiu em 2007, então com José Serra à frente. “Fiquei lá por sete anos, e nesse período os blogs ‘bombaram’. Mas eu não tinha a menor condição de me dedicar, às vezes precisava cuidar de quatro eventos num só dia”, justifica ela, que encarou desafios de peso durante esses anos, como a vinda do Papa Bento 16 ao Brasil.Mas a autora não esqueceu a ideia de entrar na rede. Nem podia: “Os leitores me cobravam muito. Sempre que fazia uma palestra me perguntavam por que eu não fazia um site”.

Simples e direta

Bem, algo que nunca seria problema para Cláudia seria falta de conteúdo: jornalista de formação e especialista em comportamento e etiqueta, ela tem 16 livros na bagagem. O primeiro e mais famoso deles, “Etiqueta sem frescura”, foi lançado em 1992, e mudou o rumo de sua carreira.

“Sou jornalista, e sou curiosa. Esse primeiro livro foi encomendado para mim pela editora Melhoramentos. O editor pediu, ‘Quero um livro sobre etiqueta, não um manual’. Eu disse, ‘Muito chato falar de etiqueta. Só faço se puder falar sem frescura, senão não vão gostar’”, lembra.

Desde lá, Cláudia não parou mais. Vieram outros livros, e mais tarde “Sem Frescura” virou uma série, ao lado de “Casamento sem frescura” (2000) e “Amor sem frescura” (2013). E até o “Etiqueta sem frescura” voltou às prateleiras em edição nova e atualizada, dois anos atrás. “Muita coisa nova havia surgido: quando o livro foi lançado, não havia nem Internet. Uma série de conceitos mudou muito desde lá”, diz ela.

E outro livro da série não demora a sair do forno: “Em abril, adaptado aos novos tempos, vou lançar ‘Casal sem frescura’”, relata a escritora, que volta ao tema dos casamentos. “Até alguns anos atrás, o casamento era uma cerimônia familiar. Depois, virou um megaevento e, no último ano, veio a tendência de se fazerem minieventos, para até 80 pessoas. É muita mudança, e o que era algo familiar hoje move empresas”, diz.

Para os marmanjos

Enquanto “Casal sem frescura” não chega, Cláudia se dedica ao blog Sem Frescura. Apesar do pouco tempo no ar, o site já tem dado alegrias à blogueira estreante. Entre elas, a atenção do público masculino: quase 35% dos leitores são homens, segundo ferramentas de análise de mídia digital.

“Fico contente com isso. O homem parece sempre mal amparado nas mídias, e eu tive a preocupação de criar a ‘Aí Zé’, uma seção que permeia todas as outras. Por exemplo, há algo em ‘Etiqueta’, mas também em ‘Visual’. Vamos alimentando sempre que lembramos que o homem precisa estar inteirado em determinados assuntos”, diz.

Outro número que alegra Cláudia é o 1% de rejeição, que pode ser lido como 99% de aprovação. “É muito bom isso”, orgulha-se ela, que conclui brincando: “Se fosse numa eleição, já seríamos eleitos (risos)”.

A profissão

Apesar de ter atuado como chefe de cerimonial, Cláudia Matarazzo na verdade é consultora de comportamento, atividade que vai além de planejar e executar eventos. “Quando se fala em consultoria em comportamento, fala-se também em cerimônia, mas também vai além, para o trabalho e a vida no dia a dia mesmo”, afirma ela.

O surgimento da especialidade, explica Cláudia, deve-se ao fato de a etiqueta tradicional ter ficado ultrapassada graças à mudança provocada nos costumes e regras sociais, primeiro pela Revolução Sexual, nos anos 1960 e 1970; e depois pela revolução digital dos anos 1990.Daí decorre que a consultoria de comportamento, ou etiqueta do século 21, de acordo com Cláudia, “vai além de regras básicas como copo-e-talher” para buscar melhorar a comunicação e a relação entre as pessoas. “Ela trata de atitudes coerentes com as duas revoluções que romperam uma série de costumes e tradições”, conclui.

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