Publicidade
Entretenimento
Vida

A identidade amazônida e a dança contemporânea como centro do espetáculo 'Viva La Zona'

Com concepção e coreografia assinados pela bailarina e preparadora corporal Hamyle Nobre, graduada em Dança pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), o espetáculo, que será lançado em julho, traz uma criação estética inspirada do movimento hip hop, retratando uma inspiração estratégica de quebra da visão estereotipada do estilo de vida amazônico 23/05/2013 às 00:03
Show 1
O espetáculo está em suas etapas finais de concepção e está prestes a entrar na fase de produção
Laynna Feitoza Manaus, AM

As zonas urbanas da Região Amazônica abordadas a partir da mesclagem de elementos coreográficos: esta é a essência da nova montagem de dança da Artrupe Produções. Intitulado ‘Viva La Zona’, o espetáculo caminha para as etapas finais de processo - começado em dezembro do ano passado - e será lançado no mês de julho, em data e local ainda não definidos.

Com concepção e coreografia assinados pela bailarina e preparadora corporal Hamyle Nobre, graduada em Dança pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), o espetáculo traz uma criação estética inspirada do movimento hip hop, que, de acordo com a bailarina, está em ascensão na cidade.

Corpo coreográfico: atrizes e bailarinas interagem

O corpo coreográfico da montagem conta com a participação de seis bailarinas; inclusive, três delas são atrizes e trabalham pela primeira vez em um espetáculo de dança, segundo Hamyle. As bailarinas do ‘Viva La Zona’ são Tereza Cristina, Renata Medeiros, Tamiris Lima, Jéssica Amorim, Nayana Freitas e Amanda Magaiver.

Nobre, que possui experiência em preparação corporal no teatro, explica, porém, que o fato do núcleo de dança ser também constituído por atrizes não modifica o desempenho destas - enquanto bailarinas - na execução das coreografias do espetáculo.

“Elas já tinham um nível muito grande de expressividade. No caso das atrizes, tive apenas que trabalhar com as técnicas específicas de dança contemporânea e sua aplicação”, pontuou a coreógrafa, lembrando que uma das principais premissas da produção é romper os estigmas relacionados à imagem do homem e do ambiente amazônida.

“Com a montagem, queremos quebrar a visão de que aqui utilizamos apenas tangas ou cocares, e frisar que temos outros elementos e culturas agregados, unidos em miscigenação”, destacou Nobre.

Rumo à fase de produção

O espetáculo está em suas etapas finais de concepção e está prestes a entrar na fase de produção, afirmou Hamyle. Segundo ela, os figurinos e elementos cênicos – que ainda percorrem a montagem em improvisação - serão definidos nesta fase.

“No próximo mês de junho vamos começar a pensar na produção do espetáculo, como figurinos e limpezas das coreografias como um todo. Até agora, temos focado mais na finalização da coreografia. Quando terminarmos de trabalhá-la, partiremos para os outros itens”, relatou a coreógrafa.

Apesar de a montagem ainda caminhar para a fase de produção, a coreógrafa pontua o que planeja como objeto para compor a pesquisa musical e estética. Conforme Hamyle, toda a produção está projetada em meio à sons tribais, que passeiam por batidas eletrônicas e cores da dança urbana.

“Na música faremos uma mistura: no início do espetáculo teremos um som tribal amazônico. Do meio para o final, é a vez das batidas eletrônicas. Já o figurino é repleto é muito colorido, e aborda blusas regatas e tênis. Trago nele uma inspiração estratégica de quebra da visão estereotipada do estilo de vida amazônico”, complementou Hamyle.

Recursos para fixação da montagem

A coreógrafa explicou ainda que no mês de junho a equipe correrá atrás de recursos para ajudar a montar os espetáculos. “Recorremos a alguns editais, entre eles o ‘Dança na Cidade’, da ManausCult, e o Proarte, da Secretaria de Cultura. O último já expediu edital, mas ainda não abriu para as inscrições”, finalizou Nobre.

A ficha técnica do ‘Viva La Zona’ é composta por Hamyle Nobre na coreografia e concepção, Danilo Reis na pesquisa musical, Taciano Soares na iluminação, Sinézio Rolim no figurino e Victor Kaleb na produção. O núcleo da Artrupe Produções é composto por Danilo Reis, Hamyle Nobre, César Nogueira, Rafael Ramos, Victor Kaleb, Sinézio Rolim e Diego Bauer.

<!-- /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-priority:99; mso-style-qformat:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin-top:0cm; mso-para-margin-right:0cm; mso-para-margin-bottom:10.0pt; mso-para-margin-left:0cm; line-height:115%; mso-pagination:widow-orphan; font-size:11.0pt; font-family:"Calibri","sans-serif"; mso-ascii-font-family:Calibri; mso-ascii-theme-font:minor-latin; mso-fareast-font-family:"Times New Roman"; mso-fareast-theme-font:minor-fareast; mso-hansi-font-family:Calibri; mso-hansi-theme-font:minor-latin; mso-bidi-font-family:"Times New Roman"; mso-bidi-theme-font:minor-bidi;}-->

Publicidade
Publicidade