Segunda-feira, 17 de Junho de 2019
Vida

A incrível história de uma ‘gata borralheira’ amazonense

Como nos contos de fada, Cacau reencontrou Benjamin Constant moldurada por um belo arco-íris



1.jpg Como nos contos de fada,Cacau reencontrou Benjamin Constante moldurada por um belo arco-íris
23/09/2013 às 17:36

Era uma vez, em uma cidade longínqua do Amazonas chamada Benjamin Constant, um casal que tinha 13 filhos. O pai, agricultor, e a mãe parteira, desdobravam-se para poder criar seus rebentos.

Vera Sandra dos Santos, a “Cacauzinha”, como é conhecida a caçula, foi criada como ribeirinha, no Javarizinho, e até os 7 anos morava na “Colônia” (Zona Rural), onde não tinha água, nem luz e caminhava quatro horas por dia para chegar na cidade.

Capital

A família mudou-se para Manaus quando a garota tinha 15 anos e dividiu uma pequena casa no bairro de Santa Etelvina, Zona Norte. Todos tinham que cumprir uma obrigação: estudar. “Quando eu cheguei em Manaus, quis realizar meu sonho de ser atriz, mas a cidade não oferecia condições. Me apaixonei por Paris quando vi a Torre Eifell na televisão pela primeira vez. Eu falava para todo mundo: um dia eu vou!”

A jovem se formou em Contabilidade e abandonou um curso de Nutrição pela metade. “Não exerci as profissões, pois não era o que eu gostava. Preferi trabalhar como promoter de boate, pois conhecia muita gente e isso me deixava feliz”, explica Cacau.

Europa

A decisão de partir foi em 2007, depois do falecimento de sua mãe. Ela largou o emprego, pegou o dinheiro da indenização trabalhista e comprou o bilhete para ir à Espanha, onde tinha acertado um emprego como babá.

“Já estava tudo certo, mas meu sonho era Paris, sempre foi, mas ainda não dominava o idioma, e como já tinha emprego garantido na Espanha, era pra lá que iria. Decidi passar uma semana antes em Paris, com minha amiga Suelen, para depois seguir viagem”.

Obstinada e sempre seguindo o mantra “eu vou para Paris”, Cacau desembarcou na Cidade Luz com R$ 1 mil e uma enorme paixão no coração. Aquela cidade a fascinava tanto que chegou a recusar luxos porque sabia que não ficaria em Manaus. “Para que eu vou ter um carro, se eu vou embora?”,relembra, autointitulando-se “Gata Borralheira”.

Em Paris, a amiga Suelen fez um jantar de despedida e a apresentou para François Chamagne. Amor à primeira vista. “Ele me disse que não me deixaria ir embora para a Espanha e me conquistou”. Cacau foi pedida em casamento em Veneza, mas disse que iria pensar. Uma nova investida, no alto da Torre Eifell, teve um sim como resposta.

O casal se divide no trabalho com arte na “Maison Moderne”, e ela estuda em uma das mais conceituadas universidades de teatro e cinema da França, a “Cours Florent”.

Cacau e François aproveitam a vida da melhor maneira que existe: já conheceram, juntos, 22 países, felizes para sempre!!!

Blog - Cacau Chamagne

“Hoje eu tenho, graças a Deus, uma vida que eu nunca imaginei ter. Me sinto uma pessoa muito abençoada por Deus, por estar conseguindo o que um dia eu sonhei e que via como um sonho distante. Agora, peço a Deus é muita saúde pra continuar fazendo meus testes para cinema e teatro na França, terminar minha faculdade e poder continuar ajudando meus irmãos”.



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