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BREVES CENAS

Personagem Lili famosa pelo bordão ‘A minha mãe deixa’ se apresenta no Teatro Amazonas

‘Lili’, criada por Eraldo Fontiny, apresenta-se no domingo às 19h, no final do 8º Festival Breves Cenas de Teatro 10/06/2017 às 05:00
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Foto: Divulgação
Mayrlla Motta Manaus (AM)

Uma criança sapeca, sem limites, desobediente e sempre com uma resposta na ponta da língua. A personagem Lili, criada pelo ator Eraldo Fontiny, é famosa pelo bordão “a minha mãe deixa”. Ela expressa-o para justificar travessuras.  Neste domingo (11), a partir das 19h, a espevitada garotinha apresenta-se no palco do Teatro Amazonas, no final do 8º Festival Breves Cenas de Teatro. 

De acordo com Eraldo, a apresentação vai ter muita interação com a plateia. “Resgatamos muito o lado infantil do adulto que gosta da Lili. Eu tenho uma relação muito especial com Manaus. Todas as vezes que eu vou a cidade eu recebo muito carinho. E essa troca de interação vai ser muito importante para o espetáculo”, disse. 

Para o humorista, essa interação se dá também por causa da essência da personagem. “As brincadeiras, as bonecas e tudo mais. Vou levar tudo isso para a apresentação”, adianta.  

Lili é uma criança que não gosta de ser contrariada. Fontiny diz que se inspirou numa coleguinha de infância para criar a personagem. “Ela foi uma criação espontânea. Ela nasceu de uma amiguinha que ficou registrada em minha memória. Ela era muito sapeca e para frente, às vezes até cruel demais. Eu fazia brincadeiras com a voz da Lili no trabalho e no antigo grupo de teatro, as pessoas se divertiam. Foi assim que ela nasceu”, relembra. 

Quanto às piadas e ‘respostas’ que ela dá, ele afirma que é uma mistura do Eraldo ator com a essência infantil. “Querendo ou não, eu gosto de mostrar uma criança sem limites, que é capaz de fazer tudo porque a mãe dela deixa”, complementa.

O bordão “a minha mãe deixa” nasceu de uma forma inusitada. “Eu estava apresentando a Lili no teatro e antes de entrar no palco eu estava fumando. A produtora começou a conversar com o personagem. Então ela perguntou por que ela estava com o cigarro na mão, então respondi: “a minha mãe deixa”, relembra. 

Fontiny explica ainda que a personagem é uma crítica de como os pais têm criado os filhos nos últimos tempos. “O papel do ator, principalmente da forma como levo meu trabalho, é denunciar as coisas. A verdade é que estou falando de uma coisa muito séria, mas em forma de humor. A minha proposta é denunciar mesmo”, opina.

Para o autor fatores como deixar as crianças sozinhas na internet o dia inteiro complicam a relação entre pais e filhos. “Tudo bem que esses recursos tecnológicos ajudam muita coisa, mas também impede os pais de participarem de forma objetiva da criação dos filhos. Infelizmente as crianças hoje em dia não tem mais saído para brincar na rua de boneca, de bola, e isso é necessário para a criação”, finaliza o ator com mais de 20 anos de carreira  em Artes Cênicas.

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