Quarta-feira, 24 de Abril de 2019
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Vida

A 'toy art' surge como nova opção para arquitetos em decoração

O "brinquedo da arte" (ou seria "arte em brinquedo"?) faz parte da febre do momento de criar espaços mais ousados e descontraídos


11/04/2015 às 11:52

De longe, a toy art (ou “brinquedo de arte”, numa tradução livre) pode facilmente ser confundida com um artigo infantil. Mas não se engane, esses bonecos, lançados em tiragem limitada e com design diferenciado, não foram feitos para entreter os pequenos, e sim os jovens/adultos colecionadores.

Entretanto, mais recentemente, um novo público segmentado está se rendendo ao charme e à nostalgia desses itens: os arquitetos. Através da mente criativa desses profissionais, a toy art vem ganhando espaço, também, na decoração de interiores.

Formada em Arquitetura e Urbanismo, a amazonense Maria Helena Gesta, 25, foi uma das que aderiram ao estilo na hora redecorar seu apartamento no Rio de Janeiro – onde reside em função da pós-graduação em Design de Interiores e da especialização em Design de Mobiliário, ambos no Istituto Europeo Di Design.

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“A tendência no momento é a de criar espaços mais ousados e descontraídos, e a arquitetura lúdica permite isso. A toy art é o combo perfeito de design e diversão. Como o próprio nome diz: é a arte feita de brinquedos”, conta a arquiteta, em entrevista ao Vida & Estilo.

E não é somente a toy art que ganha destaque nesse estilo mais divertido de decoração. Além dela, Maria Helena aponta outras possibilidades de incorporar o design de inspiração infantil ao ambiente desejado. Entre os itens, ela destaca balanços, quadros negros, cores alegres e objetos que remetem a brincadeiras do passado.

“O maior cuidado é não deixar exagerar. Tentar não deixar o ambiente com aspecto temático e/ou infantil. A arquitetura lúdica é a decoração que remete a objetos de infância, mas não tem o aspecto infantil. Não são brinquedos, e sim objetos de design”, pondera a arquiteta.

Para não errar a mão na hora de estilizar um espaço, a amazonense aconselha a buscar o profissional ideal para a tarefa. “Acho que a pessoa deve procurar um arquiteto que se identifique com os seus interesses e discutir, pormenorizadamente, suas expectativas para essa ambientação”.

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