Quinta-feira, 21 de Novembro de 2019
Vida

A volta do bom e velho filme

Antigo hábito, registrar imagens em câmeras analógicas cultiva seguidores 



1.jpg Gabriel comprou sua Yashica Electro após conferir “Homem-Aranha”
08/06/2013 às 18:40

Se tem um objeto que perdeu espaço entre o público nos últimos anos, esse item é a câmera analógica. Com a chegada da fotografia digital e, por conseguinte, o aprimoramento dos aparelhos celulares, que agora vêm com os “mimos” de aplicativos como 645 Pro, Photoshop Express ou Infinicam, tornou-se cada vez mais raro encontrar pessoas que ainda optem por capturar imagens através do bom e velho filme, revelado em câmara escura.

Com apenas 13 anos de idade, o estudante Gabriel Coelho dos Santos se encaixa nesse grupo. Fã do longa “O Espetacular Homem-Aranha”, o garoto se inspirou no personagem Peter Parker na hora de escolher a sua câmera fotográfica, no modelo Yashica Electro 35.



“Assisti ao filme e, depois, fui procurá-la na Internet. Está bem conservada”, comentou o estudante. “É um hobby que comecei recentemente, estou aprendendo a mexer bem e quero melhorar”, completou, já estipulando a sua próxima meta: aprender a revelar, em casa, as fotos.

RETRÔ MANIAO

Trio formado pelos amigos Tany Monteiro, Thiago Looney e Ana Carla Pedrosa tem em comum bem mais do que as lentes podem registrar. Apaixonado por fotografia, o grupo não pensa duas vezes na hora de trocar as supercâmeras digitais por modelos mais antigos, como Diana ou Minolta XG1.

“Acho que o charme da câmera analógica está ligado à magia de começar um filme novo e, principalmente, à ansiedade na hora de revelar as fotos, pois não tem como saber quais fotos ficaram boas, quais fotos irão queimar e etc.”, justificou Ana Carla.

“É claro que a qualidade das câmeras atuais é mil vezes superior, mas todo o ritual de colocar o rolo na câmera, fotografar e depois esperar ansiosamente pelo resultado é que transforma o analógico em algo mágico”, acrescentou Thiago.

VELHA GUARDA

Vinte anos. Este é o tempo que o aposentado Júlio César Langback possui a sua Yashica Plena, máquina que só adquiriu, inclusive, porque sua Olympus 35, de 1975, havia sido “emprestada”. “Ela é bem mais prática. Você vai lá, bate 36 fotos e as revela em menos de 24h. Nunca me acostumei com esses modelos digitais”, explicou o ex-bancário.

Apesar do hábito conservado, Seu Júlio César confessa que encontra dificuldades na hora de revelar ou comprar seus filmes em Manaus.

“Já me falaram que vou achar na Avenida Sete de Setembro, no Centro”, frisou o aposentado, cujos registros mais marcantes são da construção da Ponte do Rio Negro e da inauguração do Estádio Olímpico Municipal Gilberto Mestrinho, o Gilbertão, no município de Manacapuru.

ONDE ENCONTRAR

Com sede em São Paulo e Rio de Janeiro, a Lomography Shop é uma excelente opção para quem estiver interessado em encontrar máquinas fotográficas analógicas, como Lomo, Diana e La Sardina, entre outras. A loja ainda oferece um serviço online que viabiliza compras para todo o Brasil. Gostou? É só acessar a página http://shop.lomography.com/br.



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