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Acne: conheça formas de combater os estragos na pele

Erupções causadas por mudanças hormonais da puberdade podem levar a manchas e outros problemas mais graves se não foram tratadas 28/09/2014 às 14:43
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Sem tratamento, a acne severa pode deixar cicatrizes permanentes e causar hiperpigmentação (manchas escuras) na pele, que pode incomodar uma criança mais do que as espinhas
Gabriel Machado Manaus (AM)

A puberdade é responsável por diversas mudanças no corpo dos pré-adolescentes. A mais visível delas, e talvez a mais temida, principalmente por parte das meninas, é o surgimento dos primeiros indícios de acne, seja no rosto ou nas costas. Felizmente, hoje em dia o que não faltam são produtos e tratamentos que minimizam esse problema - que, com o tempo, vem atingindo um público cada vez mais novo. De acordo com o periódico norte-americano Pediatrics, a idade mínima para o aparecimento de cravos e espinhas passou de 12 para sete anos.

De acordo com o dermatologista Renato Cândido, os jovens começam a procurar tratamento, normalmente, a partir dos 13 anos. “Nessa idade, eles (os tratamentos) são um pouco limitados. Os de maior eficácia são os indicados para graus mais severos de acne, característicos dos adolescentes”, diz o especialista. “Para os mais novos, o recomendado é a higienização da face com sabonetes apropriados. Os principais são à base de ácido salicílico e enxofre. Também são prescritos antibióticos orais e tópicos”, acrescenta.

No entanto, apesar da ausência de um tratamento efetivo para os pré-adolescentes, Renato tranquiliza: “Nessa faixa etária, a acne não deixa cicatriz. Então não precisa ficar tão desesperado. Aliás, as mães costumam ficar mais preocupadas que os próprios adolescentes (risos)”. Segundo ele, na maioria das vezes, o paciente pode esperar até os 15 anos para se tratar com medicamentos e produtos mais eficazes, como é o caso da Isotretinoína (nome fármaco para o Roacutan). “Porém, se um jovem de 14 anos surge com uma acne mais severa, com risco de cicatriz, aí tratamos com o Roacutan”, ressalva.

Além do fator do genético, outro elemento que influencia no aparecimento de cravos e espinhas é a alimentação. “É bom evitar excesso de gorduras, açúcares e massas”, aconselha. “No caso das meninas, é bom salientar que o uso de maquiagens e cremes (produtos cosméticos no geral) podem causar espinha, pois obstruem os poros”, pontua.

 
Segundo o dermatologista Renato Cândido, para os pacientes mais novos, o recomendado é a higienização da face com sabonetes apropriados (Márcio Silva)

Tratamento a laser

De acordo com a dermatologista Montaha Jasserand, de início, é necessário investigar a causa da acne no paciente para, então, tratá-la. “Analisamos se é problema hormonal ou genético”, explica a médica. “Caso a disfunção esteja relacionada aos hormônios, pedimos um exame de sangue e, se der tudo certo, prescrevemos o Roacutan”, completa. “Quando a paciente é mulher, pedimos também uma ultrassom, pois ela pode ter ovários micropolicísticos. Isso aumenta a oleosidade na pele, faz crescer pelos e dá acne. Nesses casos, o tratamento é totalmente diferente, feito com o anticoncepcional”, esclarece.

Se o paciente for muito jovem para medicamentos mais agressivos, Montaha indica sessões a laser com o aparelho Genesis (ND: YAG Fracionado). “Ele (o aparelho) seca a acne, atrofia a glândula sebácea e melhora a cicatrização. As sessões são feitas uma vez por semana e não possuem efeito colateral. É o que tem de melhor”, recomenda.

A dermatologista também chama a atenção para outros problemas que as espinhas e os cravos ocasionam na vida dos jovens. “A acne tem tratamento, os efeitos que ela causa (emocional) que são mais complicados. O adolescente que tem fica abatido, com a autoestima baixa e se sente envergonhado e mais inibido. Quanto mais rápido tratar, melhor, tanto psicologicamente como para evitar cicatriz, que é mais difícil de tratar que a própria espinha”.

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