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Aguardente ganha novo status em cachaçarias de Manaus

Após ingredientes da caipirinha serem proibidos na época da Colônia, empresários do setor trabalham para reposicionar a imagem da bebida no mercado Premium 16/03/2013 às 08:20
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Kabanas Hall é um dos locais da cidade que contemplam o ramo
rosiel mendonça ---

Considerada produto cultural do Brasil há 19 anos, a aguardente de cana, mais conhecida como cachaça ou pinga, foi recentemente reconhecida pelo governo dos Estados Unidos como produto genuinamente brasileiro. Na prática, para ser autêntica, a cachaça vendida em solo americano precisa ser produzida no Brasil, de acordo com os padrões nacionais de identidade e qualidade. A exclusividade de exportação deve alçar a venda da bebida à marca dos 30 milhões de litros nos próximos cinco anos.

Por aqui, um dos principais ingredientes da caipirinha chegou a ser proibido na época da Colônia e foi até motivo de revolta popular. Hoje em dia, empresários do setor trabalham para reposicionar a imagem da bebida no mercado Premium.

“A imagem que a cachaça tem no Brasil se deve à baixa qualidade da maioria dos produtos disponíveis, além da falta de sofisticação e identificação por parte dos jovens brasileiros com essa categoria de bebida”, afirma o sócio e embaixador da marca Cachaça Leblon, Marcos Campos.

ROTA DA CACHAÇA


Há algum tempo Manaus conta com alguns points para quem aprecia uma cachaça de qualidade. Em um ambiente sofisticado, com toques rústicos e modernos, a Cachaçaria do Dedé do Manauara Shopping oferece mais de mil rótulos de cachaça e um cardápio com pratos especiais. Pensando na Páscoa, a casa está oferecendo cinco variedades de pratos com bacalhau a R$ 39,90 cada (acima, Bacalhau à la parma, servido às quartas).

Os petiscos e pratos, como escondidinho e costela de porco, também são um dos fortes da cachaçaria que funciona na área VIP do Kabanas Hall. O espaço é uma opção para quem quiser curtir as atrações da casa de forró com conforto e comodidade. Amanhã, por exemplo, rola a festa “Forró das antigas”, a partir das 21h.

O Alambique Bar & Cachaçaria, que também funciona como restaurante durante a semana, é outro espaço para dançar forró e tomar umas doses de boa pinga – a dose mais cara é a da famosa Anísio Santiago. Hoje, a partir das 20h, rola o “Pé-de-serra do Alambique” e amanhã, às 21h, a casa realiza a sua primeira “Noite latina”.

Cachaçarias mais populares da cidade

Cachaçaria do Dedé

Rótulos: 1.014

Onde: avenida Mário Ypiranga, Piso Buriti do Manauara Shopping, Adrianópolis

Mais cara: Havana (MG) | R$ 1.500 (garrafa 600ml) e R$ 165 (dose)

Mais vendidas: Cachaça de Uva (MG) | R$ 38 (garrafa 500ml) e R$ 7 (dose)

Cachaça do Dedé (AM) | R$ 40 (garrafa 600ml) e R$ 6 (dose)

Horário: Todos os dias, 10h-23h

Contatos: (92) 3236-6570

Kabanas Hall

Rótulos: 80

Onde: Rua do Riacho Ecológico, Tarumã

Mais caras: Havana (MG) | R$ 1.200 (garrafa 600ml) e R$ 120 (dose)

Rochinha (RJ) | R$ 505 (garrafa 705ml) e R$ 5 (dose)

Mais vendida: Seleta (MG) | R$ 28 (garrafa 1 L) e R$ 3 (dose)

Horário: Sábados, a partir das 21h

Contatos: (92) 3232-6213 e 8128-0552

Alambique

Rótulos: 50

Onde: Avenida do Turismo, Tarumã

Mais cara: Anísio Santiago (MG) | R$ 305 (garrafa 600ml) e R$ 40 (dose)

Mais vendidas: Seleta (MG) | R$ 40 (garrafa 670ml) e R$ 5 (dose)

Volúpia (PB) | R$ 55 (garrafa 1 L) e R$ 7 (dose)

Horário: Almoço - segunda a sexta, 11h-14h/domingo, 11h-15h

Contatos: (92) 9206-2590 e 8167-1165

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