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'Alma gêmea': amazonenses falam sobre cumplicidade e semelhança física com irmãos gêmeos

Dia de São Cosme e Damião - considerados santos gêmeos pela Bíblia - é celebrado nos dias 26 e 27 de setembro. Familiares com parentes idênticos contaram ao VIDA sobre essa relação mútua de afinidade 21/09/2014 às 14:49
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Irmãos Pauderney e Pauderley têm personalidades opostas
LOYANA CAMELO Manaus (AM)

Este mês celebra-se o dia de São Cosme e Damião. Para a Igreja Católica, a comemoração é no dia 26; para as religiões afro-brasileiras, dia 27. Os santos eram gêmeos e praticavam medicina de forma gratuita. Reza a lenda que um deles morreu afogado e o outro, não suportando a ausência do irmão, definhou. Isso porque ao que tudo indica, ligação iniciada desde o útero transcende o tempo e a distância. Com o perdão da redundância, estes irmãos são uma espécie de alma gêmea um do outro.

Em homenagem ao dia vindouro, convidamos quatro pares de irmãos gêmeos univitelinos (idênticos) para falar sobre sua relação, suas semelhanças e diferenças. No mínimo curioso que tantos padrões se repitam nos quatro casos: alguns já deram demonstrações de ter um “sexto sentido” em relação ao irmão, boa parte não se acha parecido e absolutamente todos frisam possuir personalidades opostas. Sempre há o mais calmo e o mais extrovertido. Mas sem dúvida, o mais evidente entre estes irmãos é cumplicidade: todos enxergam no outro o seu melhor amigo.

Pauderney e Pauderley Avelino (27 de setembro)

Pauderney e Pauderley Avelino revelam que semelhança na juventude era ainda maior (Foto: Arquivo Pessoal)

O deputado federal Pauderney e seu irmão gêmeo, o empresário Pauderley, têm personalidades opostas: o primeiro, até pela vida pública que leva, diz-se mais expansivo e o segundo é assumidamente reservado. Mas Pauderley bem sabe que, sendo idêntico a uma pessoa com tantos conhecidos, não tem como sair na rua sem ser abordado - mesmo por engano.

“Quando ia visitar o Pauderney na Câmara, em Brasília, as pessoas me confundiam com ele e me chamavam para compor mesas”, diz o irmão, aos risos. Quando mais jovens, a semelhança física era ainda maior. “Naquela época, o dinheiro era apertado. Fazíamos cursinho e, como não tínhamos como pagar duas mensalidades, nossa mãe matriculava só um de nós e um ia em um dia e o outro, no outro. Depois passávamos o conteúdo entre nós”, relembra Pauderney, frisando que os dois sempre foram muito amigos.

Laís e Lorena Barbosa (15 de julho)

Laís e Lorena Barbosa diferenciam-se pela cor de cabelo (Foto: Evandro Seixas)

Não fosse pelos cabelos (Laís é loira e Lorena é ruiva), seria bem difícil diferenciar essas duas. Com três piercings e duas tatuagens idênticas, Laís e Lorena são confundidas até mesmo dentro da família. “Nós temos um tio que nunca sabe quem é quem. Até meu pai, que mora com a gente, confunde”, afirma Laís. As modificações no visual são sempre previamente acertadas entre elas. “Temos um ritual: sempre a Lorena faz primeiro. Fazemos no mesmo dia, mas ela tem de fazer primeiro”, diz Laís.

Assim como boa parte dos gêmeos, as jovens também têm diferenças acentuadas. Laís é mais delicada, enquanto Lorena faz a linha mais durona. As duas, no entanto, assumem que não sabem viver uma sem a outra. “Ela é sem dúvidas a minha melhor amiga. Somos confidentes e cúmplices. Desde sempre tive uma companheira da mesma idade, para fazer tudo comigo. Ah, eu sou apaixonada por ela. Muito mesmo”, entrega Lorena, mostrando que quando fala da irmã, amolece na hora.

Renata e Raphaela Levy (7 de fevereiro)

Pessoas confundem Renata e Raphaela Levy mesmo com personalidades diferentes (Foto: J. Renato Queiroz)

“A gente sempre foi um parecido diferente”, frisa Renata no início da entrevista. Ela gosta de ressaltar que ela e a irmã gêmea, Raphaela, não são lá muito parecidas. Ao que tudo indica, porém, essa é uma opinião isolada: diariamente são confundidas uma com a outra, mesmo com estilos e personalida-des bem distintas. Renata não se incomoda tanto. Já Raphaela, tende ser mais curta e direta, e não enxerga o fato de ser gêmea como algo curioso.

“Acho super normal. Nunca tive pârametro para comparar. Nasci gêmea”, comenta. “Quando éramos pequenas, achávamos que todo mundo tinha gêmeos. Então quando íamos conhecer um recém-nascido, perguntávamos onde estava o outro”, conta Renata.

Claudio e Sérgio Litaiff (6 de maio)

'Sexto sentido' une Claudio e Sérgio Litaiff (Foto: Lucas Amorelli)

O porte, a altura, o rosto e até a voz de Claudio e Sérgio Litaiff são idênticos. A afinidade é tanta, que um completa a frase do outro. E aquela lenda de que o gêmeo tem uma espécie de “sexto sentido” em relação ao outro, para eles, é bem verdade. “A sensibilidade parece ser mais aflorada. Quando um adoecia e ficava bom, logo o outro começava a sentir os mesmo sintomas. A mesma coisa com problemas sentimentais. A gente percebe logo”, explica Sérgio.

Por serem tão parecidos, eles contam, inclusive, que quando tinham 12 anos, já namoraram com a mesma menina. “Era mais de brincadeira”, ri Claudio, que se diz mais expansivo, enquanto Sérgio, mais sério. “Costumo dizer que nasci com o meu melhor amigo”, comenta Claudio.

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