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Almanaque reúne informações e curiosidades sobre as séries que fizeram maior sucesso no Brasil

Especialistas no assunto, as paulistas Priscila Harumi e Vana Medeiros lançam o "Guia das Séries - Tudo o que você queria saber sobre as mais importantes dos últimos tempos", ideal para quem é viciado nesse tipo de programação 19/01/2015 às 14:00
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Séries de sucesso como "Breaking Bad" aparecem no almanaque lançado recentemente
ROSIEL MENDONÇA Manaus (AM)

Com rico acervo de imagens e informações sobre mais de 130 obras internacionais, o livro “Guia das Séries – Tudo o que você queria saber sobre as mais importantes dos últimos anos”, que acaba de ser lançado pelo selo Generale da Editora Évora, é um presente de mão cheia para quem é antenado no universo das produções para TV. O projeto leva a assinatura das jornalistas Priscila Harumi e Vana Medeiros, de São Paulo, que abraçaram a ideia de organizar uma almanaque com foco no consumo de séries estrangeiras no Brasil.

Vana explica que os fãs encontram no livro curiosidades sobre as principais atrações que fizeram sucesso entre o público brasileiro desde a entrada da TV a cabo no País, em 1988. “Foi quando o brasileiro passou a ter acesso a esse tipo de programação com mais regularidade, embora a TV aberta já exibisse séries. Falamos inclusive da TV Tupi, mas é mais uma menção pela questão histórica”, diz a autora.

O “Guia das Séries” também traz um glossário para ajudar os fãs “viciados”, além de apresentar os mais importantes criadores de sucessos, como JJ Abrams, Chuck Lorre, Vince Gilligan e Tina Fey. A obra ainda pincela informações sobre reality shows, atores que ganharam mais prêmios, espisódios mais vistos e aponta alguns “crossovers” famosos – quando duas séries diferentes compartilham o mesmo universo fictício.

NASCE UM SUCESSO

Para Vana Medeiros, o mercado de TV amadureceu muito nos últimos tempos, tanto é que hoje a tônica é a segmentação dos canais. Na opinião dela, no entanto, se existe uma fórmula para que uma série faça sucesso, ela tem a ver com os personagens. “Costumo dizer que o filme é do diretor e a série é do roteirista, porque é ele que consegue trabalhar o personagem de uma forma mais aprofundada, já que não tem apenas duas horas para contar a história”.

Almanaque foi escrito pelas jornalistas Priscila Harumi e Vana Medeiros, de São Paulo (Divulgação)

A fórmula então seria personagens carismáticos e com personalidades bem trabalhadas. “E também uma equipe que se entenda numa linguagem comum dentro do projeto. O roteirista precisa conversar com o figurinista, com o elenco, com o cara da trilha sonora. Todos têm que contribuir para que o produto final faça algum sentido e tenha uma unidade”, acrescenta a jornalista. 

CONCORRÊNCIA

Das grades atuais de exibição, ela destaca “Game of Thrones”, “The walking dead” e “Orange is the new black”, mas é para “House of cards” que Vana dá o título de “melhor série feita nos últimos tempos, impecável em todos os sentidos”. E é aí que o assunto envereda para o resultado do Globo de Ouro deste ano.

Para a jornalista, a premiação de 2015 foi uma das mais imprevisíveis de todas as edições. “Achei muito malucas as escolhas que eles fizeram, mas por outro lado achei interessante a aposta em séries novas”, opina. Nesse ponto ela se refere a “The Affair” (Showtime), vencedora de melhor série dramática, e “Transparent” (Amazon), que mal chegou ao fim da primeira temporada e já levou os prêmios de melhor série de comédia e melhor ator em série de comédia.

As vitórias de “Transparent” e “House of Cards” – esta na categoria de melhor ator em série dramática, para Kevin Spacey – também revelam aA força que os serviços de streaming (Amazon e Netflix, no caso) vêm ganhando. “Isso mostra que essas distribuidoras vieram para ficar e o modelo de negócio delas privilegia a qualidade, o que é muito importante para a TV hoje”.

Vana explica que, por serem serviços “on demand”, Netflix e Amazon não se preocupam necessariamente com audiência, por isso temporadas inteiras de uma série podem ser produzidas antes mesmo de serem exibidas ao público. “Eles privilegiam o conteúdo, logo os roteiristas não são pressionados e têm mais liberdade para tocar em uma série de assuntos”.

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