Domingo, 15 de Setembro de 2019
Literatura

Amazonense de seis anos lança livro elogiado pela ex-presidente da ABL

O pequeno Mateus Santos escreveu e ilustrou o livro 'A vaquinha que queria ser famosa'. Lançamento será nos dias 22 e 23 de julho, no Festival Cultural e Literário do SESI



Mateus_-_lan_amento_do_livro.JPG Mateus autografando o seu livro para uma coleguinha (Fotos: Divulgação)
18/07/2017 às 14:24

A história de uma vaquinha chamada Fernanda, que na fazenda onde vive é atingida por um furacão, vai parar numa terra gelada e salva uma baleia azul sempre esteve guardada na cabeça do amazonense Mateus Santos, de apenas seis anos. Como se já não bastasse escrever um livro com a história, o pequeno também o ilustrou, e fez com que a obra chegasse às mãos de Nélida Piñon, primeira mulher a presidir a Academia Brasileira de Letras. A imortal, por sua vez, mandou uma cartinha elogiando-o e o incentivando a persistir na literatura. 

O livro “A vaquinha que queria ser famosa” será lançado no espaço infantil “Fliquinho”, nos dias 22 e 23 de julho, no Festival Literário e Cultural do Sesi (Flics), às 16h (nos dois dias). O interesse de Mateus pela escrita nasceu após ele ficar impressionado com uma feira de sebo literário que teve na sua escolinha. “Ele perguntou como se escrevia tantos livros daquele jeito, e dissemos que há vários livros, grandes e pequenos, com mapas e desenhos, de escola e faculdade. Ele disse que queria escrever um e que já tinha uma história na cabeça”, orgulha-se o pai do menino, o biólogo Daniel Santos, 36.

A obra chegou até Nélida Piñon por meio de uma amiga em comum entre a imortal da Academia e a família de Mateus. “Uma conhecida nossa trabalha com ela no Rio de Janeiro, e enviamos o livro para ela, assim como enviamos para amigos e familiares que moram distantes. Essa amiga se prontificou a mostrar para a Nélida. A Nélida viu, fez a cartinha e, quando minha sogra viajou para o Rio de Janeiro, nossa amiga em comum entregou a carta para que ela nos entregasse”, conta a arquiteta Tássia Santos, 29, mãe do garoto.

O livro foi escrito por Mateus com a ajuda da avó, Margareth Queiroz. “Como ele está no início da escrita, ele foi ditando a história e a avó foi escrevendo. Nós procuramos trechos da história na Internet, porque, pelo número de desenhos e canais do Youtube que ele assiste, ficamos com receio de ser algum plágio ou algo do tipo. Mas vimos que não. Ele contou a história com início, meio e fim e ainda ilustrou a historinha dele”, pondera o pai. 

Publicação e honra

Após pronta, os pais levaram a história até a escola e perguntaram se a unidade tinha interesse em fazer alguma atividade voltada para o dia do livro infantil, comemorado no dia 18 de abril - e data em que o livro nasceu. A partir daí, os pais do menino custearam a gráfica para, até então, o livro ser distribuído na escola. “Foi aí que a Feira do Livro da Semmas entrou em contato, e, mais recente, a Feira Literária do Sesi”, celebra o biólogo. 

De acordo com a mãe do garoto, em dois dias o menino fez todas as ilustrações do seu livro, “com o maior prazer do mundo” – conforme ela classifica. “Estamos com o projeto de divulgar para incentivar o interesse de outras crianças à escrita e leitura. Tanto é que outros coleguinhas dele, ao verem o livro que ele fez, querem escrever seus livros também. Outros pais entraram em contato com a gente pra saber como fazer para publicar e tal”, declara a mãe do menino.

No conteúdo da cartinha, Nélida desejou boas-vindas a Mateus na sua entrada ao mundo da literatura. “Li seu livro e gostei da sua imaginação, e como conta uma história. Desejo-lhe muitos livros, muita leitura, e muita dedicação para ser escritor. E, sobretudo, ame o ofício de escrever, e de criar”, escreveu Piñon. “Nós lemos a carta para ele, mas por ser uma criança, ele não tem muita noção do que é isso (risos). Para a gente que conhece, ficamos honrados com esse privilégio”, completa Tássia.

Saiba mais

A 1ª edição do ‘FLICS – Festival Literário e Cultural do SESI’ será neste final de semana – sexta-feira (21), sábado (22) e domingo (23) –, no Clube do Trabalhador (Alameda Cosme Ferreira, 3295 – Coroado), de 10h às 20h. O evento homenageia um dos maiores escritores brasileiros, o amazonense Milton Hatoum. Serão três dias de atividades, todas gratuitas, numa programação que inclui palestras, oficinas, exposições, talk shows e atrações musicais, com a participação de escritores, artistas plásticos, jornalistas, músicos e outros.

Serviço

o quê:  Festival Literário e Cultural do SESI
quando:  21, 22 e 23 de julho, das 10h às 20h
onde:  Clube do Trabalhador do SESI (Alameda Cosme Ferreira, 3295, Coroado)
quanto:  Gratuito
 


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