Segunda-feira, 23 de Setembro de 2019
LETRAS E IDEIAS

Amazonenses amantes de literatura marcam presença na antologia “Canarinho”

Publicação reúne poesias, contos e crônicas de 49 autores de diversas cidades brasileiras



pequeno.JPG O jornalista Alexandre Pequeno é autor do conto “Os dias eram assim”, um misto de mistério e suspense. Foto: Winnetou Almeida/Divulgação
15/07/2017 às 15:47

Um total de 49 amantes da literatura - de variadas cidades do Brasil - integram o time de autores da antologia de poesias, contos e crônicas “Canarinho”, lançada pela editora Porto de Lenha no último mês de junho. A obra sucede a compilação de textos que homenageou a escritora e jornalista Clarice Lispector, apresentada pela mesma casa de publicação em dezembro de 2016 e que reuniu cerca de 64 autores.

Diferentemente da edição que celebrou a carreira da icônica autora, “Canarinho” possui tema livre. Integrante do grupo de escritores que participou da antologia, o jornalista amazonense Alexandre Pequeno conta que a publicação serviu como incentivo para que não parasse de escrever.

“É a minha primeira publicação como autor e, por isso, tem um sabor especial para mim. Ela me motiva a continuar escrevendo e a participar de outras edições como esta. Prova disso é que me inscrevi também em outra antologia e, nos próximos meses, outro conto meu será publicado em um livro, desta vez de histórias de terror”, revelou o jornalista da equipe do BEM VIVER, do Jornal A CRÍTICA.

Em “Canarinho”, Alexandre publicou o conto “Os dias eram assim”, um misto de “mistério e suspense com uma surpresa no final” - nas palavras do próprio autor. “A ideia para o conto surgiu durante o trajeto que eu fazia todos os dias para a faculdade durante um período de quatro anos, que concluí em 2015”, completou o jornalista.

Amante da literatura, Alexandre diz que não possui somente um gênero literário favorito e que busca inspirações em diversos autores, como Stephen King e os irmãos Grimm. “No Brasil, acredito que temos grandes histórias a serem contadas. Temos um folclore rico em mitos e lendas poucos exploradas, isso me motiva bastante a continuar”, finalizou.

Poemas

Também amazonense, a pedagoga e pós-graduanda Cristiane Freitas (foto colorida) participa pela terceira vez de uma coletânea da editora Porto de Lenha. Ela já teve seus trabalhos publicados nas antologias “Prosadores e poetas brasileiros contemporâneos - 2016” e “Prosa ou verso poemar e amar”. Em “Canarinho”, a pedagoga apresenta os poemas “Antes de dizer adeus” e “Lápis”.

O primeiro é inspirado nos romances vividos pelas pessoas e fala sobre a doação de cada uma para que os relacionamentos deem certo. “Enquanto isso, ‘Lápis’ retrata o uso deste simples objeto, que hoje tem sido substituído pela tecnologia. Ele é um grande amigo do poeta, esteja ele no campo, na rua ou onde não haja alcance da Internet. O lápis tem um poder imenso de perpetuar histórias”, explicou.

Para a pedagoga Franciná Lirá, iniciativas como a antologia “Canarinho” são de extrema importância para a divulgação do trabalho de autores independentes. “Além disso, vejo também como oportunidade de conhecer o trabalho de outros autores e fazer novas amizades”, acrescentou a amazonense.

Assim como Cristiane, esta é a terceira vez que Franciná integra o time de autores em uma coletânea. “Em outubro, lançaremos a antologia ‘A imortalidade amazônica’, com poetas e escritores da Associação Brasileira de Escritores e Poetas Pan-Amazônicos (ABEPPA), na qual estarei como coordenadora e autora”, adiantou.

Em “Canarinho”, a pedagoga assina o poema “Tanto faz”, inspirado em relacionamentos amorosos complicados e nas diferenças de pensamento entre casais que, apesar de tudo, se amam.


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